Juliano Crema afirma que a destituição não se deu pela gravidez, mas por descumprimentos contratuais. Ele também cita a regra internacional do Miss Supranational, que não aceita candidatas grávidas.
O diretor do Miss Brasil Supranational, Juliano Crema, se manifestou sobre a destituição de Lara Marina e apresentou duas justificativas: o descumprimento de cláusulas do contrato e a regra internacional do concurso, que não aceita candidatas grávidas.
Segundo o diretor, a saída do posto não teve como motivo principal a gravidez, e a atribuição dessa causa partiu da própria modelo capixaba.
Em nenhum momento a gente falou que foi pela gravidez dela. Isso veio dela mesma, e a gente até ficou muito surpreso, porque, no nosso ponto de vista, a gente quis preservá-la
Figurino e comunicação
Crema afirmou que a decisão foi motivada por episódios acumulados relacionados ao cumprimento do contrato. Entre as infrações citadas estão alterações no figurino que, segundo ele, deveriam seguir um padrão definido pela organização, que mantém acordos comerciais com empresas fornecedoras de trajes.
Existem vídeos do traje típico original que não foi usado por ela. Tem a questão de que a gente tem parcerias e contratos com empresas que disponibilizaram trajes para ela usar, e ela acabou mudando
O diretor relatou ainda falhas na comunicação entre a equipe do concurso e a miss, com prazos contratuais de resposta que não teriam sido cumpridos.
Foram várias situações em que o contrato realmente não foi levado a sério
A regra internacional
Em outro trecho, Crema explicou que a organização segue diretrizes internacionais que também valem para a edição brasileira.
A gente está representando o Miss Supranational aqui no Brasil, e as regras são claras. Eles aceitam mulheres que até podem ser mães, mas não aceitam mulheres grávidas
Ele afirmou que a medida buscou resguardar a candidata diante dos riscos da competição, e citou a rotina intensa de ensaios, o uso prolongado de salto alto e os voos longos exigidos pela disputa internacional.
Imagina, essas meninas têm uma rotina de ensaios, atividades na competição, ficam de salto alto o tempo todo, e imagina se uma miss grávida acaba caindo. A gente sabe que tem riscos para o bebê
Segundo o diretor, Lara Marina conhecia as normas antes de competir e assinou contrato em que as regras eram apresentadas.
Relembre o caso
Depois de conquistar o título, a modelo capixaba deixou o posto de Miss Brasil por decisão do Concurso Nacional de Beleza (CNB), que apontou descumprimento de regras previstas em contrato. A medida foi tomada pouco depois de Lara representar o país no concurso internacional realizado na Polônia, onde ficou em terceiro lugar.
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