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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

Executivo reserva R$ 44,8 bi para emendas parlamentares na PLOA 2027

PLOA 2027 destina R$ 44,8 bi a emendas individuais e de bancada, R$ 4 bi a mais que 2026; limite de R$ 12,9 bi para emendas de comissão.

31/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h23
Executivo reserva R$ 44,8 bi para emendas parlamentares na PLOA 2027

Enviado ao Congresso nesta segunda (31), o PLOA 2027 aumenta em R$ 4 bilhões o montante para emendas ante 2026. O valor pode subir com emendas de comissão; inclui apenas emendas individuais e de bancada.

Enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, o projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 reservou R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares individuais e de bancada. O valor representa um aumento de R$ 4 bilhões em relação aos R$ 40,8 bilhões previstos inicialmente para as emendas no Orçamento de 2026.

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O montante reservado pelo Executivo, entretanto, ainda pode crescer durante a tramitação da proposta no Legislativo, sobretudo com a inclusão de emendas de comissão. O PLOA apresentado pelo governo contempla apenas as emendas individuais e de bancada, com execução obrigatória; as emendas de comissão, que não são impositivas, não estão incluídas no total de R$ 44,8 bilhões.

Durante a tramitação do Orçamento, os congressistas podem destinar recursos para as emendas de comissão por meio de cortes em outras despesas previstas pelo governo, como gastos de custeio e investimentos em obras públicas. Para 2027, há um limite estabelecido de R$ 12,9 bilhões para as emendas de comissão. A regra foi fixada por uma lei complementar que formalizou um acordo entre Congresso, governo e Supremo Tribunal Federal (STF) visando maior transparência e rastreabilidade das emendas.

Historicamente, o valor final aprovado pelo Congresso costuma superar a previsão inicial do Executivo: as emendas chegaram a R$ 53 bilhões no Orçamento de 2025 e a R$ 61 bilhões em 2026. Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, deputados e senadores cortaram recursos destinados a áreas como Previdência, Pé-de-Meia e Auxílio Gás para ampliar o espaço das emendas. O presidente vetou R$ 400 milhões indicados pelos parlamentares e remanejou outros R$ 7 bilhões, reduzindo o montante para os atuais R$ 49,9 bilhões.

Tipos de emendas

  • Individuais: indicadas individualmente pelos 594 deputados e senadores, com execução obrigatória pelo governo.
  • De bancada: definidas conjuntamente pelos parlamentares de um mesmo estado, também com execução obrigatória.
  • De comissão: definidas por integrantes das comissões permanentes do Congresso e sem execução obrigatória.

A Constituição determina que as emendas individuais tenham uma reserva equivalente a 2% da receita corrente líquida (RCL) do ano anterior ao envio do PLOA, sendo 1,55 ponto percentual para deputados e 0,45 ponto percentual para senadores. Para as emendas de bancada, a reserva pode chegar a 1% da RCL do ano anterior. O acordo entre os Poderes estabeleceu que, a partir de 2026, esse valor será atualizado pelas regras do arcabouço fiscal, considerando a inflação e ganho real de até 2,5%.

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Impacto nas despesas

O aumento das emendas reduz o espaço disponível para despesas discricionárias do governo — os gastos sobre os quais o Executivo tem maior liberdade para decidir. Entre as áreas que podem disputar esse espaço estão:

  • CNPq: bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
  • CAPES: bolsas e programas de aperfeiçoamento de pessoal.
  • Infraestrutura: investimentos em obras públicas e manutenção.
  • Pronatec: programas de acesso ao ensino técnico e emprego.
  • Serviços públicos: emissão de passaportes, Farmácia Popular, bolsas para atletas e ações de fiscalização ambiental e trabalhista.

Nos primeiros seis meses de 2026, o Executivo pagou R$ 32,5 bilhões em emendas, valor 30% superior ao liberado no mesmo período de 2022. O ritmo de liberação foi influenciado por uma decisão do Congresso que estabeleceu um calendário para o pagamento das emendas, obrigando o governo a empenhar 65% dos valores previstos ainda no primeiro semestre. O empenho é a etapa em que o governo reserva oficialmente o recurso para um gasto que será realizado posteriormente.

A definição e a execução das emendas também seguem no centro de uma disputa entre Congresso, governo e STF. Na semana passada, o ministro Flávio Dino determinou a nulidade de emendas cuja indicação tenha sofrido interferência de presidentes de partidos ou de pessoas sem mandato parlamentar. A decisão ocorreu em meio a suspeitas de que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos) teriam atuado para direcionar pagamentos; os dois tiveram bens bloqueados em julho por determinação do ministro em outra decisão.

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Com o fim das emendas de relator — as chamadas emendas de relator consideradas inconstitucionais em 2022 pelo STF — ganharam espaço as chamadas “emendas Pix”, que fazem parte das emendas individuais. O modelo foi mantido, mas passou a estar submetido a exigências de transparência e rastreabilidade definidas pelo STF, mantendo o caráter impositivo quanto à execução dos recursos.

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Enviado ao Congresso nesta segunda (31), o PLOA 2027 aumenta em R$ 4 bilhões o montante para emendas ante 2026. O valor pode subir com emendas de comissão; inclui apenas emendas individuais e de bancada.

Enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, o projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 reservou R$ 44,8 bilhões para emendas parlamentares individuais e de bancada. O valor representa um aumento de R$ 4 bilhões em relação aos R$ 40,8 bilhões previstos inicialmente para as emendas no Orçamento de 2026.

O montante reservado pelo Executivo, entretanto, ainda pode crescer durante a tramitação da proposta no Legislativo, sobretudo com a inclusão de emendas de comissão. O PLOA apresentado pelo governo contempla apenas as emendas individuais e de bancada, com execução obrigatória; as emendas de comissão, que não são impositivas, não estão incluídas no total de R$ 44,8 bilhões.

Durante a tramitação do Orçamento, os congressistas podem destinar recursos para as emendas de comissão por meio de cortes em outras despesas previstas pelo governo, como gastos de custeio e investimentos em obras públicas. Para 2027, há um limite estabelecido de R$ 12,9 bilhões para as emendas de comissão. A regra foi fixada por uma lei complementar que formalizou um acordo entre Congresso, governo e Supremo Tribunal Federal (STF) visando maior transparência e rastreabilidade das emendas.

Historicamente, o valor final aprovado pelo Congresso costuma superar a previsão inicial do Executivo: as emendas chegaram a R$ 53 bilhões no Orçamento de 2025 e a R$ 61 bilhões em 2026. Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, deputados e senadores cortaram recursos destinados a áreas como Previdência, Pé-de-Meia e Auxílio Gás para ampliar o espaço das emendas. O presidente vetou R$ 400 milhões indicados pelos parlamentares e remanejou outros R$ 7 bilhões, reduzindo o montante para os atuais R$ 49,9 bilhões.

Tipos de emendas

  • Individuais: indicadas individualmente pelos 594 deputados e senadores, com execução obrigatória pelo governo.
  • De bancada: definidas conjuntamente pelos parlamentares de um mesmo estado, também com execução obrigatória.
  • De comissão: definidas por integrantes das comissões permanentes do Congresso e sem execução obrigatória.

A Constituição determina que as emendas individuais tenham uma reserva equivalente a 2% da receita corrente líquida (RCL) do ano anterior ao envio do PLOA, sendo 1,55 ponto percentual para deputados e 0,45 ponto percentual para senadores. Para as emendas de bancada, a reserva pode chegar a 1% da RCL do ano anterior. O acordo entre os Poderes estabeleceu que, a partir de 2026, esse valor será atualizado pelas regras do arcabouço fiscal, considerando a inflação e ganho real de até 2,5%.

Impacto nas despesas

O aumento das emendas reduz o espaço disponível para despesas discricionárias do governo — os gastos sobre os quais o Executivo tem maior liberdade para decidir. Entre as áreas que podem disputar esse espaço estão:

  • CNPq: bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
  • CAPES: bolsas e programas de aperfeiçoamento de pessoal.
  • Infraestrutura: investimentos em obras públicas e manutenção.
  • Pronatec: programas de acesso ao ensino técnico e emprego.
  • Serviços públicos: emissão de passaportes, Farmácia Popular, bolsas para atletas e ações de fiscalização ambiental e trabalhista.

Nos primeiros seis meses de 2026, o Executivo pagou R$ 32,5 bilhões em emendas, valor 30% superior ao liberado no mesmo período de 2022. O ritmo de liberação foi influenciado por uma decisão do Congresso que estabeleceu um calendário para o pagamento das emendas, obrigando o governo a empenhar 65% dos valores previstos ainda no primeiro semestre. O empenho é a etapa em que o governo reserva oficialmente o recurso para um gasto que será realizado posteriormente.

A definição e a execução das emendas também seguem no centro de uma disputa entre Congresso, governo e STF. Na semana passada, o ministro Flávio Dino determinou a nulidade de emendas cuja indicação tenha sofrido interferência de presidentes de partidos ou de pessoas sem mandato parlamentar. A decisão ocorreu em meio a suspeitas de que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos) teriam atuado para direcionar pagamentos; os dois tiveram bens bloqueados em julho por determinação do ministro em outra decisão.

Com o fim das emendas de relator — as chamadas emendas de relator consideradas inconstitucionais em 2022 pelo STF — ganharam espaço as chamadas “emendas Pix”, que fazem parte das emendas individuais. O modelo foi mantido, mas passou a estar submetido a exigências de transparência e rastreabilidade definidas pelo STF, mantendo o caráter impositivo quanto à execução dos recursos.

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