O artista se apresenta nesta sexta (4) às 16h50 em um dos palcos do festival. Ele relembrou sua estreia ao lado de Akon e afirmou que o espaço reflete sua trajetória, o funk e a cultura de sua comunidade.
Hitmaker vai subir ao Palco Favela do Rock in Rio nesta sexta-feira (4), às 16h50. O cantor e compositor relembrou sua primeira passagem pelo festival em 2024, quando se apresentou ao lado de Akon no Palco Mundo, e destacou que a diferença entre os dois palcos vai além do elenco: é, para ele, uma questão de representatividade.
“Ter pisado no Palco Mundo já foi muito especial, mas mais especial ainda, para mim, é estar agora realmente no Palco Favela, por tudo que ele simboliza da minha história: a música, o funk, o pagode, a arte, a cultura de onde eu vim, enfim, tudo. Estou muito feliz de estar levando um pouquinho da nossa arte para esse palco tão especial.”
No relato sobre a trajetória, Hitmaker atribuiu papel central à avó, que o criou desde criança na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo o artista, o primeiro contato com um instrumento ocorreu ao vê-la doente, e foi por causa dela que fez a promessa de viver de música.
A avó morreu antes de ver o neto completar o sonho profissional, mas continua sendo apontada por Hitmaker como a principal inspiração por trás de sua carreira. Em entrevista, ele afirmou que a relação com essa figura familiar orienta tanto a escolha do repertório quanto a forma como ele se conecta com o público.
“Acho que eu não diria isso só para a minha avó, eu diria para os netos dessas avós. Acho que é a frase que vou tatuar também, uma das que ainda faltam: ‘Nunca desista dos seus sonhos’.”
O artista também declarou estar pronto para transmitir energia ao público e valorizar a origem comum com parte da plateia, reforçando a ideia de celebração coletiva durante a apresentação.
“Pronto para levar essa energia para quem estiver lá e celebrar com gente que também vem de onde eu vim.”
A escolha do Palco Favela, segundo Hitmaker, funciona como símbolo de reconhecimento e de afirmação de um percurso marcado por ritmos e referências populares. Para o compositor, subir ao palco representa tanto a concretização de um sonho pessoal quanto a possibilidade de dar visibilidade à cultura de onde saiu.
Com apresentação marcada para o início da tarde de sexta, o show promete dialogar com o público por meio de estilos que marcam a trajetória do artista, sem perder de vista a narrativa de superação que ele associa à memória familiar e à comunidade onde foi criado.
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