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Sepultura parte em turnê de despedida e marca show de adeus em SP

Sepultura anunciou turnê de despedida; show final será em 7 de novembro no Pacaembu, com convidados e ex-integrantes.

05/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h57
Sepultura parte em turnê de despedida e marca show de adeus em SP

O anúncio de 8 de dezembro de 2023 marca o início da etapa final de apresentações do grupo. Vocalista Derrick Green e o baterista novato Greyson Nekrutman admitem não ter planos firmes após os palcos.

No dia 26 de março de 2022, o trio inglês Genesis fez sua derradeira apresentação na O2 Arena, em Londres. Ao final, o vocalista e baterista Phil Collins disse à plateia:

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“É isso aí, na semana que vem vamos todos procurar empregos decentes.”

A lembrança serve para ilustrar o momento do Sepultura. O quarteto, que anunciou sua turnê de despedida no dia 08 de dezembro de 2023, ainda não tem muita ideia do que fará da vida após os palcos, mas não parece que os membros planejam buscar um emprego formal.

O vocalista Derrick Green e o baterista Greyson Nekrutman — o “novato”, que entrou em abril de 2024 — estudam projetos musicais. O baixista Paulo Xisto Jr. já toca ao lado do grupo americano Cultura 3 e pretende passar mais tempo em Belo Horizonte, além de cuidar de seu bar em Amsterdã. Andreas Kisser mantém uma agenda intensa: segue com o projeto De La Tierra, idealiza o PatFest — festival que celebra a memória de sua ex-mulher, Patricia Perissinotto Kisser, falecida em 2022 — e organiza ações ligadas a cuidados paliativos; também desenvolve um trabalho que cruza música e artes plásticas e estuda violão com o músico Douglas Lora.

“Quero me aprimorar no violão, estou estudando o estilo brasileiro”

O Sepultura se despede dos palcos no dia 7 de novembro, no Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. A apresentação terá convidados especiais: Metal Allegiance, Krisiun e Sacred Reich, além da participação de ex-integrantes como Jairo Guedz — que saiu em 1987 e foi substituído por Andreas Kisser — e Jean Dolabella, baterista entre 2006 e 2011.

“A ficha ainda não caiu, sabe? Temos alguns shows pela frente, quero aproveitar cada um deles”

Essa foi a reação atribuída a Paulo Xisto Jr. sobre a despedida da banda. Em outra fala sobre o encerramento da trajetória, Andreas Kisser afirmou que não há motivo para tristeza.

“Não tem motivo para melancolia, nem tristeza, porque a gente está fazendo justamente aquilo que planejou. São 42 anos de uma história única e fantástica”

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A trajetória do Sepultura começou em Belo Horizonte, em 1984, pelas mãos dos irmãos Max e Iggor Cavalera. O grupo se tornou referência do rock pesado brasileiro e alcançou projeção internacional, com participação em festivais como Wacken Open Air, Download e Monsters of Rock, e influência reconhecida em bandas como Slipknot, Korn e Gojira.

O percurso inicial inclui o EP Bestial Devastation e o álbum Morbid Visions (1985/1986). A formação com Max, Iggor, Paulo Jr. e Jairo Guedz lançou Schizophrenia em 1987; Guedz saiu pouco antes das gravações e Andreas Kisser entrou para a banda. Lembranças da época mostram as dificuldades do começo:

“Max cobria a guitarra com um cobertor porque não tinha condições de comprar um estojo”

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Disputas internas e mudanças de formação marcaram os anos seguintes. Max deixou o grupo em 16 de dezembro de 1996, por divergências ligadas à não renovação de contrato envolvendo Gloria, sua mulher na época. Mesmo após saídas importantes, a banda continuou a produzir discos relevantes nas décadas seguintes.

Quando Derrick Green assumiu como vocalista, a sonoridade do Sepultura ganhou novos rumos, como lembrou o próprio vocalista:

“Quando se troca qualquer elemento de uma banda, ocorre uma mudança. O próprio Sepultura mudou muito quando o Andreas Kisser entrou”

Andreas também ressaltou que toda entrada muda a banda e que o presente do Sepultura é construído com os ingredientes disponíveis no momento.

“O presente é feito com os ingredientes que você tem no momento. Não adianta você querer fazer um bolo de cenoura porque você tinha cenoura; agora você tem ameixa. Vou fazer um bolo de ameixa”

O anúncio da turnê de despedida e o show final em São Paulo fecham um ciclo de mais de quatro décadas de uma das bandas mais representativas do metal brasileiro, enquanto os integrantes diversificam projetos e se preparam para encerrar a trajetória ao vivo.

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No dia 26 de março de 2022, o trio inglês Genesis fez sua derradeira apresentação na O2 Arena, em Londres. Ao final, o vocalista e baterista Phil Collins disse à plateia:

“É isso aí, na semana que vem vamos todos procurar empregos decentes.”

A lembrança serve para ilustrar o momento do Sepultura. O quarteto, que anunciou sua turnê de despedida no dia 08 de dezembro de 2023, ainda não tem muita ideia do que fará da vida após os palcos, mas não parece que os membros planejam buscar um emprego formal.

O vocalista Derrick Green e o baterista Greyson Nekrutman — o “novato”, que entrou em abril de 2024 — estudam projetos musicais. O baixista Paulo Xisto Jr. já toca ao lado do grupo americano Cultura 3 e pretende passar mais tempo em Belo Horizonte, além de cuidar de seu bar em Amsterdã. Andreas Kisser mantém uma agenda intensa: segue com o projeto De La Tierra, idealiza o PatFest — festival que celebra a memória de sua ex-mulher, Patricia Perissinotto Kisser, falecida em 2022 — e organiza ações ligadas a cuidados paliativos; também desenvolve um trabalho que cruza música e artes plásticas e estuda violão com o músico Douglas Lora.

“Quero me aprimorar no violão, estou estudando o estilo brasileiro”

O Sepultura se despede dos palcos no dia 7 de novembro, no Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. A apresentação terá convidados especiais: Metal Allegiance, Krisiun e Sacred Reich, além da participação de ex-integrantes como Jairo Guedz — que saiu em 1987 e foi substituído por Andreas Kisser — e Jean Dolabella, baterista entre 2006 e 2011.

“A ficha ainda não caiu, sabe? Temos alguns shows pela frente, quero aproveitar cada um deles”

Essa foi a reação atribuída a Paulo Xisto Jr. sobre a despedida da banda. Em outra fala sobre o encerramento da trajetória, Andreas Kisser afirmou que não há motivo para tristeza.

“Não tem motivo para melancolia, nem tristeza, porque a gente está fazendo justamente aquilo que planejou. São 42 anos de uma história única e fantástica”

A trajetória do Sepultura começou em Belo Horizonte, em 1984, pelas mãos dos irmãos Max e Iggor Cavalera. O grupo se tornou referência do rock pesado brasileiro e alcançou projeção internacional, com participação em festivais como Wacken Open Air, Download e Monsters of Rock, e influência reconhecida em bandas como Slipknot, Korn e Gojira.

O percurso inicial inclui o EP Bestial Devastation e o álbum Morbid Visions (1985/1986). A formação com Max, Iggor, Paulo Jr. e Jairo Guedz lançou Schizophrenia em 1987; Guedz saiu pouco antes das gravações e Andreas Kisser entrou para a banda. Lembranças da época mostram as dificuldades do começo:

“Max cobria a guitarra com um cobertor porque não tinha condições de comprar um estojo”

Disputas internas e mudanças de formação marcaram os anos seguintes. Max deixou o grupo em 16 de dezembro de 1996, por divergências ligadas à não renovação de contrato envolvendo Gloria, sua mulher na época. Mesmo após saídas importantes, a banda continuou a produzir discos relevantes nas décadas seguintes.

Quando Derrick Green assumiu como vocalista, a sonoridade do Sepultura ganhou novos rumos, como lembrou o próprio vocalista:

“Quando se troca qualquer elemento de uma banda, ocorre uma mudança. O próprio Sepultura mudou muito quando o Andreas Kisser entrou”

Andreas também ressaltou que toda entrada muda a banda e que o presente do Sepultura é construído com os ingredientes disponíveis no momento.

“O presente é feito com os ingredientes que você tem no momento. Não adianta você querer fazer um bolo de cenoura porque você tinha cenoura; agora você tem ameixa. Vou fazer um bolo de ameixa”

O anúncio da turnê de despedida e o show final em São Paulo fecham um ciclo de mais de quatro décadas de uma das bandas mais representativas do metal brasileiro, enquanto os integrantes diversificam projetos e se preparam para encerrar a trajetória ao vivo.

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