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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

Ex-chefe do BC recebeu R$ 500 mil por repassar dados ao ex-banqueiro

Relatório da PF ao STF diz que ex-chefe do Departamento de Supervisão do BC recebeu R$ 500 mil mensais e outros benefícios de Daniel Vorcaro.

11/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h52
Ex-chefe do BC recebeu R$ 500 mil por repassar dados ao ex-banqueiro

Relatório da PF diz que Belline Santana recebia R$ 500 mil mensais por repassar informações sigilosas a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Mensagens apontam ainda um pagamento de R$ 760 mil envolvendo Fabiano Zettel.

A Polícia Federal (PF) informou, em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-chefe do Departamento de Supervisão do Banco Central (BC), Belline Santana, recebeu pagamentos recorrentes de R$ 500 mil em troca de repassar informações sigilosas a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro dono do antigo Banco Master.

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O relatório também registrou ao menos um pagamento de R$ 760 mil, identificado em mensagens trocadas entre o advogado e empresário Fabiano Zettel — cunhado do ex-banqueiro e apontado como seu operador financeiro — e Vorcaro. O Banco Master foi liquidado pelo BC em novembro do ano passado, segundo o documento.

O sigilo do relatório foi levantado na noite desta quinta-feira (11) pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O material da PF tem 164 páginas e traz conversas e registros que, conforme a investigação, demonstrariam vantagens indevidas oferecidas a servidores do BC.

Além dos pagamentos em dinheiro, o relatório relacionou benefícios a Belline Santana como “almoço, jantar e guia em Paris”, todos custeados por Vorcaro. Vantagens semelhantes teriam sido oferecidas a Paulo Sérgio Neves de Souza, gerente adjunto do Departamento de Supervisão do BC, que, segundo a PF, recebeu uma viagem à Disney, nos Estados Unidos, e teve facilitada a aquisição de um imóvel rural de maneira atípica.

Segundo a PF, os dois servidores vazaram informações internas do BC ligadas às investigações da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras bilionárias relacionadas ao Master. No relatório, os investigados teriam atuado como consultores de Vorcaro, promovendo “alinhamento de estratégias e revisão de documentos, bem como reuniões privadas, inclusive na residência do investigado”.

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O documento inclui trechos de mensagens que a PF atribuiu a Vorcaro e aos dois servidores. Em uma das comunicações, Paulo Sérgio Souza teria encaminhado ao ex-banqueiro a portaria com sua nomeação ao cargo no Departamento de Supervisão. Em outro trecho, segundo a PF, ele afirmou a prioridade de encontro com o ex-banqueiro para tratar de interesses relacionados ao Master:

“prioridade absoluta”

A ligação entre os dois servidores do BC e Vorcaro constava desde a prisão preventiva do ex-banqueiro, mas a retirada do sigilo sobre o relatório revelou detalhes sobre a suposta remuneração e as benesses recebidas. Ambos os servidores foram afastados de suas funções.

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Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza negaram ter vazado informações internas do Banco Central e afirmaram que podem provar que as despesas com viagens e outras benesses foram pagas do próprio bolso.

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Relatório da PF diz que Belline Santana recebia R$ 500 mil mensais por repassar informações sigilosas a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Mensagens apontam ainda um pagamento de R$ 760 mil envolvendo Fabiano Zettel.

A Polícia Federal (PF) informou, em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-chefe do Departamento de Supervisão do Banco Central (BC), Belline Santana, recebeu pagamentos recorrentes de R$ 500 mil em troca de repassar informações sigilosas a Daniel Vorcaro, ex-banqueiro dono do antigo Banco Master.

O relatório também registrou ao menos um pagamento de R$ 760 mil, identificado em mensagens trocadas entre o advogado e empresário Fabiano Zettel — cunhado do ex-banqueiro e apontado como seu operador financeiro — e Vorcaro. O Banco Master foi liquidado pelo BC em novembro do ano passado, segundo o documento.

O sigilo do relatório foi levantado na noite desta quinta-feira (11) pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. O material da PF tem 164 páginas e traz conversas e registros que, conforme a investigação, demonstrariam vantagens indevidas oferecidas a servidores do BC.

Além dos pagamentos em dinheiro, o relatório relacionou benefícios a Belline Santana como “almoço, jantar e guia em Paris”, todos custeados por Vorcaro. Vantagens semelhantes teriam sido oferecidas a Paulo Sérgio Neves de Souza, gerente adjunto do Departamento de Supervisão do BC, que, segundo a PF, recebeu uma viagem à Disney, nos Estados Unidos, e teve facilitada a aquisição de um imóvel rural de maneira atípica.

Segundo a PF, os dois servidores vazaram informações internas do BC ligadas às investigações da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras bilionárias relacionadas ao Master. No relatório, os investigados teriam atuado como consultores de Vorcaro, promovendo “alinhamento de estratégias e revisão de documentos, bem como reuniões privadas, inclusive na residência do investigado”.

O documento inclui trechos de mensagens que a PF atribuiu a Vorcaro e aos dois servidores. Em uma das comunicações, Paulo Sérgio Souza teria encaminhado ao ex-banqueiro a portaria com sua nomeação ao cargo no Departamento de Supervisão. Em outro trecho, segundo a PF, ele afirmou a prioridade de encontro com o ex-banqueiro para tratar de interesses relacionados ao Master:

“prioridade absoluta”

A ligação entre os dois servidores do BC e Vorcaro constava desde a prisão preventiva do ex-banqueiro, mas a retirada do sigilo sobre o relatório revelou detalhes sobre a suposta remuneração e as benesses recebidas. Ambos os servidores foram afastados de suas funções.

Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza negaram ter vazado informações internas do Banco Central e afirmaram que podem provar que as despesas com viagens e outras benesses foram pagas do próprio bolso.

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