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Tecnologia

Investigação: humanos acessam conversas do ChatGPT; veja como bloquear

Investigação revelou que revisores humanos avaliam conversas do ChatGPT; aprenda a desativar o uso das suas conversas para treinamento.

14/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h25
Investigação: humanos acessam conversas do ChatGPT; veja como bloquear

Documentos mostram que a OpenAI contrata terceirizados para ler, resumir e avaliar chats do ChatGPT. Mesmo com remoção de dados, conteúdos sensíveis chegam a revisores humanos. Saiba como impedir essa revisão nas configurações.

Uma investigação recente revelou que a OpenAI contrata centenas de prestadores de serviços terceirizados para ler, resumir e avaliar conversas reais de usuários com o ChatGPT. Embora a empresa adote medidas para remover informações pessoais, documentos internos e prompts analisados mostram que conteúdos sensíveis podem chegar aos revisores humanos.

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As equipes fazem parte do processo de aprimoramento dos modelos de inteligência artificial. Entre as tarefas estão avaliar respostas do ChatGPT e identificar comportamentos considerados inadequados, como a chamada sicofancia, quando o chatbot concorda ou elogia o usuário de forma excessiva.

A investigação também mostra que o treinamento de modelos de IA envolve uma participação humana significativa. O processo não depende apenas da análise automatizada de grandes volumes de dados: pessoas são contratadas para avaliar a qualidade e o comportamento das respostas geradas pelos chatbots.

Além da OpenAI, outras empresas do setor também recorrem a revisores humanos. A Anthropic afirma utilizar esse tipo de análise quando o usuário autoriza o uso das conversas para treinamento, e o Google informa que revisores podem analisar determinados chats salvos do Gemini. A prática levanta preocupações sobre privacidade, especialmente porque usuários podem utilizar o ChatGPT como assistente profissional ou compartilhar informações pessoais durante as conversas.

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Como impedir que humanos leiam seus chats do ChatGPT

  • Contas afetadas: contas pessoais (Free, Plus e Pro) têm o uso das conversas para aprimoramento dos modelos ativado por padrão; contas Enterprise, Business e Edu têm essa opção desativada automaticamente.
  • Passo 1 — Abrir o ChatGPT: acesse pelo navegador ou aplicativo.
  • Passo 2 — Acessar o perfil: toque no ícone de perfil.
  • Passo 3 — Entrar em Configurações: abra a seção de configurações.
  • Passo 4 — Controles de dados: selecione a opção correspondente.
  • Passo 5 — Desativar melhoria: desative a opção “Melhorar o modelo para todo mundo”.

Ao desativar essa configuração, novas conversas não serão usadas para melhorar os modelos. A mudança, porém, não impede que a OpenAI processe conversas para outras finalidades, como segurança e prevenção de abusos. Também é recomendado evitar o envio de informações sensíveis a qualquer chatbot: mesmo com mecanismos de proteção e configurações de privacidade, uma conversa com inteligência artificial não deve ser tratada como comunicação privada equivalente a trocar mensagens com outra pessoa.

O que é o Projeto Lily

O Projeto Lily é descrito como o codinome interno de uma iniciativa relacionada à avaliação humana das respostas do ChatGPT. Documentos consultados indicam que o trabalho é realizado por profissionais contratados por empresas terceirizadas e inclui analisar o prompt original, resumir a intenção do usuário e avaliar diferentes respostas produzidas pelo chatbot.

  • Atividades: analisar prompt, resumir intenção e avaliar respostas.
  • Diretrizes:
    • Reduzir a chamada “fala de IA”: evitar emojis e estruturas de texto consideradas artificiais ou desnecessárias.
    • Evitar antropomorfização: impedir que o chatbot afirme ter experiências ou características humanas que não possui.
    • Reduzir a sicofancia: identificar respostas que elogiam ou concordam excessivamente com o usuário, inclusive quando isso pode reforçar ideias irracionais.

Os documentos também descrevem o uso de um filtro automatizado de privacidade, criado para identificar e ocultar informações pessoalmente identificáveis antes que as conversas sejam analisadas por humanos. O sistema, porém, não é infalível e pode ter dificuldades com informações ambíguas ou identificadores incomuns. A investigação apontou ainda que alguns revisores podem receber um resumo das memórias associadas ao usuário, o que pode fornecer contexto adicional, como profissão, localização geral e outros detalhes compartilhados anteriormente.

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Publicado em 14/09/2026.

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Documentos mostram que a OpenAI contrata terceirizados para ler, resumir e avaliar chats do ChatGPT. Mesmo com remoção de dados, conteúdos sensíveis chegam a revisores humanos. Saiba como impedir essa revisão nas configurações.

Uma investigação recente revelou que a OpenAI contrata centenas de prestadores de serviços terceirizados para ler, resumir e avaliar conversas reais de usuários com o ChatGPT. Embora a empresa adote medidas para remover informações pessoais, documentos internos e prompts analisados mostram que conteúdos sensíveis podem chegar aos revisores humanos.

As equipes fazem parte do processo de aprimoramento dos modelos de inteligência artificial. Entre as tarefas estão avaliar respostas do ChatGPT e identificar comportamentos considerados inadequados, como a chamada sicofancia, quando o chatbot concorda ou elogia o usuário de forma excessiva.

A investigação também mostra que o treinamento de modelos de IA envolve uma participação humana significativa. O processo não depende apenas da análise automatizada de grandes volumes de dados: pessoas são contratadas para avaliar a qualidade e o comportamento das respostas geradas pelos chatbots.

Além da OpenAI, outras empresas do setor também recorrem a revisores humanos. A Anthropic afirma utilizar esse tipo de análise quando o usuário autoriza o uso das conversas para treinamento, e o Google informa que revisores podem analisar determinados chats salvos do Gemini. A prática levanta preocupações sobre privacidade, especialmente porque usuários podem utilizar o ChatGPT como assistente profissional ou compartilhar informações pessoais durante as conversas.

Como impedir que humanos leiam seus chats do ChatGPT

  • Contas afetadas: contas pessoais (Free, Plus e Pro) têm o uso das conversas para aprimoramento dos modelos ativado por padrão; contas Enterprise, Business e Edu têm essa opção desativada automaticamente.
  • Passo 1 — Abrir o ChatGPT: acesse pelo navegador ou aplicativo.
  • Passo 2 — Acessar o perfil: toque no ícone de perfil.
  • Passo 3 — Entrar em Configurações: abra a seção de configurações.
  • Passo 4 — Controles de dados: selecione a opção correspondente.
  • Passo 5 — Desativar melhoria: desative a opção “Melhorar o modelo para todo mundo”.

Ao desativar essa configuração, novas conversas não serão usadas para melhorar os modelos. A mudança, porém, não impede que a OpenAI processe conversas para outras finalidades, como segurança e prevenção de abusos. Também é recomendado evitar o envio de informações sensíveis a qualquer chatbot: mesmo com mecanismos de proteção e configurações de privacidade, uma conversa com inteligência artificial não deve ser tratada como comunicação privada equivalente a trocar mensagens com outra pessoa.

O que é o Projeto Lily

O Projeto Lily é descrito como o codinome interno de uma iniciativa relacionada à avaliação humana das respostas do ChatGPT. Documentos consultados indicam que o trabalho é realizado por profissionais contratados por empresas terceirizadas e inclui analisar o prompt original, resumir a intenção do usuário e avaliar diferentes respostas produzidas pelo chatbot.

  • Atividades: analisar prompt, resumir intenção e avaliar respostas.
  • Diretrizes:
    • Reduzir a chamada “fala de IA”: evitar emojis e estruturas de texto consideradas artificiais ou desnecessárias.
    • Evitar antropomorfização: impedir que o chatbot afirme ter experiências ou características humanas que não possui.
    • Reduzir a sicofancia: identificar respostas que elogiam ou concordam excessivamente com o usuário, inclusive quando isso pode reforçar ideias irracionais.

Os documentos também descrevem o uso de um filtro automatizado de privacidade, criado para identificar e ocultar informações pessoalmente identificáveis antes que as conversas sejam analisadas por humanos. O sistema, porém, não é infalível e pode ter dificuldades com informações ambíguas ou identificadores incomuns. A investigação apontou ainda que alguns revisores podem receber um resumo das memórias associadas ao usuário, o que pode fornecer contexto adicional, como profissão, localização geral e outros detalhes compartilhados anteriormente.

Publicado em 14/09/2026.

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