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Aracaju, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Tecnologia

Startups transformam matéria‑prima regional em produtos sustentáveis

Inova Amazônia Summit em Rio Branco reúne 90 startups que usam insumos regionais para produtos sustentáveis e busca negócios e parcerias.

21/09/2026 · 07h57 · Atualizado às 10h16
Startups transformam matéria‑prima regional em produtos sustentáveis

Noventa startups de diversos setores expõem soluções sustentáveis na 4ª Inova Amazônia, em Rio Branco (17 a 19/9). Entre elas, o acreano Além do Cacau usa cacau e insumos locais para criar produtos com apelo regional.

Ao todo 90 startups dos mais variados segmentos participam da edição do Inova Amazônia Summit, que este ano é realizado em Rio Branco (AC), no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac). A 4ª edição do evento acontece de 17 a 19 de setembro e reúne empreendedores que apostam em matéria‑prima regional para desenvolver produtos e negócios com apelo sustentável.

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Entre as iniciativas presentes está o empreendimento acreano Além do Cacau, criado há quatro anos por Halianne Peres. A empresa trabalha com produtos à base de cacau e de ingredientes locais, com foco em curadoria e em formulações mais naturais.

“Fiquei no sistema financeiro por quase 20 anos, foi quando eu decidi fazer uma transição de carreira. Eu identifiquei no chocolate a possibilidade de empreender, porque eu não encontrava chocolates aqui no Acre que tivessem uma lista de ingrediente mais ‘limpa’, ou seja, ingredientes que a gente conhece, mais naturais. Então, foi dessa minha necessidade pessoal que surgiu a ideia de fazer a curadoria dos chocolates”

A empresa também destaca que o uso da matéria‑prima regional gera renda e impacto ambiental reduzido, já que o cacau pode ser cultivado em sistemas agroflorestais.

“A gente tem uma parte social que é a de valorizar o produtor local do cacau, mas tem também a sustentabilidade, porque a árvore que dá o cacau não precisa desmatar a floresta, ela é uma árvore de sombra, então na verdade, ela precisa ter árvores em torno”

Além do cacau, a marca incorpora inovações como o uso da farinha de mandioca em alguns produtos, e combinações inéditas como chocolate com farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul, chocolate com açaí, cupuaçu, maracujá e limão, valorizando insumos amazônicos e a cultura regional.

“Eu achei muito inovador, é uma ideia muito criativa, traz um pouco da nossa cultura, enriquece cada vez mais os nossos recursos. Com certeza precisamos disso cada vez mais, que valorizem nossos recursos, nosso trabalho, que o nosso Acre seja cada vez mais reconhecido”

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O evento recebe também pequenos empreendedores de outros estados. Joseilson Alves, de Roraima, representa uma associação de produtores de três comunidades do estado e busca estabelecer parcerias e comercialização dos produtos.

“A gente veio para fechar negócio porque sem venda não temos como produzir, a gente produz e tem que comercializar. É isso que a gente espera, trocar ideias com os empresários, e estamos aqui para somar”

Vinda do Tocantins, a proprietária do Sabores do Jalapão, Fátima Dias, expõe doces e produtos artesanais feitos com buriti, miriti e outros ingredientes do Cerrado, incluindo uma granola regional batizada de “granuloca”.

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“Eu trabalho com o Buriti, Miriti, que é o fruto. A gente usa a massa, eu não uso água, não despolpo, tudo é artesanal… Foi assim que fizemos a ‘granuloca’, eu uso mandioca, uso baru, buriti, coco, gergelim, banana passas, melado de cana, castanha de caju, então coisas do cerrado que eu uso para fazer essa granola”

Participantes de outras regiões, como a empresária Flávia Rogoski, vieram para as rodadas de negócio e para conhecer os empreendimentos exibidos na feira. A expectativa é promover intercâmbio comercial e levar produtos amazônicos para mercados fora da região.

“Fomos convidados para o Inova Amazônia Summit para fazer as rodadas de negócio e estamos aproveitando para conhecer os empreendimentos que estão aqui na feirinha, para assistir as palestras, para participar. A gente vê que tem produtos muito diversos, muito diferente do que a gente está acostumado a ter acesso no Sul. Está sendo bem interessante, bem produtivo e quem sabe a gente consiga levar alguns lá para a nossa região”

O encontro reúne, além de estandes e feiras, palestras e rodadas de negócio que visam conectar produtores, pequenos empreendedores e potenciais compradores, promovendo o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis na Amazônia Legal.

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Noventa startups de diversos setores expõem soluções sustentáveis na 4ª Inova Amazônia, em Rio Branco (17 a 19/9). Entre elas, o acreano Além do Cacau usa cacau e insumos locais para criar produtos com apelo regional.

Ao todo 90 startups dos mais variados segmentos participam da edição do Inova Amazônia Summit, que este ano é realizado em Rio Branco (AC), no Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre (Ufac). A 4ª edição do evento acontece de 17 a 19 de setembro e reúne empreendedores que apostam em matéria‑prima regional para desenvolver produtos e negócios com apelo sustentável.

Entre as iniciativas presentes está o empreendimento acreano Além do Cacau, criado há quatro anos por Halianne Peres. A empresa trabalha com produtos à base de cacau e de ingredientes locais, com foco em curadoria e em formulações mais naturais.

“Fiquei no sistema financeiro por quase 20 anos, foi quando eu decidi fazer uma transição de carreira. Eu identifiquei no chocolate a possibilidade de empreender, porque eu não encontrava chocolates aqui no Acre que tivessem uma lista de ingrediente mais ‘limpa’, ou seja, ingredientes que a gente conhece, mais naturais. Então, foi dessa minha necessidade pessoal que surgiu a ideia de fazer a curadoria dos chocolates”

A empresa também destaca que o uso da matéria‑prima regional gera renda e impacto ambiental reduzido, já que o cacau pode ser cultivado em sistemas agroflorestais.

“A gente tem uma parte social que é a de valorizar o produtor local do cacau, mas tem também a sustentabilidade, porque a árvore que dá o cacau não precisa desmatar a floresta, ela é uma árvore de sombra, então na verdade, ela precisa ter árvores em torno”

Além do cacau, a marca incorpora inovações como o uso da farinha de mandioca em alguns produtos, e combinações inéditas como chocolate com farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul, chocolate com açaí, cupuaçu, maracujá e limão, valorizando insumos amazônicos e a cultura regional.

“Eu achei muito inovador, é uma ideia muito criativa, traz um pouco da nossa cultura, enriquece cada vez mais os nossos recursos. Com certeza precisamos disso cada vez mais, que valorizem nossos recursos, nosso trabalho, que o nosso Acre seja cada vez mais reconhecido”

O evento recebe também pequenos empreendedores de outros estados. Joseilson Alves, de Roraima, representa uma associação de produtores de três comunidades do estado e busca estabelecer parcerias e comercialização dos produtos.

“A gente veio para fechar negócio porque sem venda não temos como produzir, a gente produz e tem que comercializar. É isso que a gente espera, trocar ideias com os empresários, e estamos aqui para somar”

Vinda do Tocantins, a proprietária do Sabores do Jalapão, Fátima Dias, expõe doces e produtos artesanais feitos com buriti, miriti e outros ingredientes do Cerrado, incluindo uma granola regional batizada de “granuloca”.

“Eu trabalho com o Buriti, Miriti, que é o fruto. A gente usa a massa, eu não uso água, não despolpo, tudo é artesanal… Foi assim que fizemos a ‘granuloca’, eu uso mandioca, uso baru, buriti, coco, gergelim, banana passas, melado de cana, castanha de caju, então coisas do cerrado que eu uso para fazer essa granola”

Participantes de outras regiões, como a empresária Flávia Rogoski, vieram para as rodadas de negócio e para conhecer os empreendimentos exibidos na feira. A expectativa é promover intercâmbio comercial e levar produtos amazônicos para mercados fora da região.

“Fomos convidados para o Inova Amazônia Summit para fazer as rodadas de negócio e estamos aproveitando para conhecer os empreendimentos que estão aqui na feirinha, para assistir as palestras, para participar. A gente vê que tem produtos muito diversos, muito diferente do que a gente está acostumado a ter acesso no Sul. Está sendo bem interessante, bem produtivo e quem sabe a gente consiga levar alguns lá para a nossa região”

O encontro reúne, além de estandes e feiras, palestras e rodadas de negócio que visam conectar produtores, pequenos empreendedores e potenciais compradores, promovendo o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis na Amazônia Legal.

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