O líder apontado do Comando Vermelho segue em unidade federal fora do Rio após decisão unânime da 8ª Câmara Criminal do TJ. Mesmo com extinção de penas em abril, dois mandados de prisão preventiva seguem vigentes.
Marcinho VP, apontado como um dos líderes do Comando Vermelho, permanece recluso em presídio federal fora do Rio de Janeiro. A permanência foi mantida após decisão unânime da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que ocorreu depois de, em abril, terem sido extintas penas que ele cumpria.
Apesar da extinção dessas penas, dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça estadual seguem em vigor. Diante dessa situação, o Ministério Público do Rio de Janeiro requereu a manutenção cautelar de Marcinho VP no sistema prisional federal até a conclusão do procedimento que vai decidir definitivamente sobre a medida.
O traficante completou, em 2026, 30 anos detido. Atualmente, ele está no presídio federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. A transferência para unidade federal e a decisão sobre sua permanência ocorrem no contexto das providências judiciais e processuais em curso.
Processado e condenado por tráfico de drogas e homicídios, Marcinho VP foi preso no fim de agosto de 1996 em Porto Alegre (RS) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Desde então, cumpriu penas em diferentes regimes até o recente episódio de extinção de parte das sanções em abril, o que motivou a análise da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça.
Começou a praticar assaltos aos 13 anos, para conseguir dinheiro para comprar roupas de marca.
Segundo os registros do processo, ele relatou ter iniciado a vida criminosa com roubos na adolescência e, posteriormente, migrado para o comércio de drogas. Ao longo do tempo, ascendeu na hierarquia e passou a ser reconhecido como um dos líderes do tráfico no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, apontado como um dos principais redutos do grupo.
O pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro, formulado diante da existência dos mandados preventivos estaduais, solicita que a cautelar no sistema federal seja mantida até que todos os procedimentos judiciais e administrativos sejam concluídos. A medida visa assegurar a continuidade da apuração e a efetividade das decisões que ainda serão tomadas pelas instâncias competentes.
As informações sobre prisão, condenações e local de cumprimento das penas constam nos autos do processo e nas decisões que vêm sendo adotadas pelas autoridades judiciárias. Eventuais desdobramentos dependerão de novas decisões da Justiça e do andamento dos procedimentos referentes aos mandados de prisão preventiva que permanecem ativos.
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