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Aracaju, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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ELEIÇÕES 2026

Veja 6 passos para escolher candidatos com critério

A menos de duas semanas do primeiro turno, especialistas indicam caminhos para eleitores escolherem candidatos com critérios, conhecendo propostas e competências.

25/09/2026 · 10h54 · Atualizado às 17h16
Veja 6 passos para escolher candidatos com critério

Faltando menos de duas semanas para o primeiro turno, muitos eleitores ainda estão indecisos. Confira dicas práticas para avaliar propostas, histórico e alinhamento dos candidatos antes de votar.

A menos de duas semanas do primeiro turno das Eleições de 2026, muitos eleitores ainda não definiram em quem vão votar. Neste ano, a tarefa de escolher, entre tantos candidatos, aqueles mais aptos a representar os interesses da população contou com mais um complicador: as notícias relacionadas ao caso Master e à crise do Supremo Tribunal Federal (STF) reduziram o debate de propostas, segundo observações de especialistas.

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Especialistas indicaram caminhos que podem ajudar eleitores a escolherem candidatos com mais critérios, buscando aqueles mais alinhados a seus interesses e visões de mundo, além de evitar armadilhas como os “puxadores de voto” e propostas genéricas. Saber quem financia as campanhas, quais são as propostas de cada candidato e de que forma elas vão impactar a realidade prática de cada eleitor são estratégias para um voto responsável.

1) Eu, o eleitor

Antes de avaliar currículos e promessas, é importante que o eleitor faça uma autoavaliação e reflita sobre sua posição social, econômica e ideológica. Perguntas simples ajudam a clarificar prioridades e orientar a escolha.

  • A qual grupo social e econômico eu pertenço?
  • Com quais ideologias e visões de mundo eu me identifico?
  • Quais problemas eu espero que o Poder Público priorize?

Em política, nem sempre os interesses convergem: um empresário, um trabalhador assalariado e um profissional autônomo não necessariamente avaliam da mesma forma uma proposta como o fim da escala 6×1. Mulheres e homens podem ter urgências distintas; mulheres são maioria do eleitorado (53%), mas, na atual legislatura, ocuparam apenas 15 das 81 cadeiras do Senado e 91 dos 513 assentos da Câmara dos Deputados. Não existe governo que agrade a todos o tempo todo; toda decisão política implica escolhas distributivas.

Por isso é fundamental o eleitor saber quais são seus interesses políticos e econômicos

— João Feres Júnior, professor de Ciência Política da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Claro que há prioridades em relação às representações. Há partidos e candidatos que optam por atender prioritariamente aos mais pobres. Outros fazem políticas que beneficiam principalmente os mais ricos. E muitos eleitores não sabem, de fato, quais são suas prioridades. Principalmente porque, idealmente, o eleitor deve procurar se informar da melhor forma possível, mas, na prática, ele nem sempre tem acesso a informações de qualidade – principalmente quanto às boas práticas políticas, já que a imprensa está mais interessada em cobrir os escândalos

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— João Feres Júnior.

2) O que faz um político?

Compreender as atribuições de cada cargo é passo básico para evitar frustrações e reduzir as chances de cair em falsas promessas — por exemplo, quando um candidato a deputado promete construir um hospital ou pavimentar ruas, obras que cabem ao Poder Executivo. Ter clareza sobre o que cada eleito poderá efetivamente fazer ajuda o eleitor a cobrar metas realistas.

Parte das pessoas tem pouca informação sobre as competências dos legisladores

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— Débora Messemberg, socióloga e professora da Universidade de Brasília (UnB).

Ela ressalta que deputados e senadores têm papel importante na destinação de verbas públicas e na elaboração do orçamento, mas não executam obras. Saber isso importa na hora de avaliar promessas de campanha.

A saber, compete:

Ao Presidente da República

  • Exercer o Poder Executivo e a direção da administração federal; nomear e exonerar ministros de Estado e ocupantes de outros cargos da administração federal;
  • Comandar as Forças Armadas; enviar ao Congresso Nacional, anualmente, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e a proposta de orçamento;
  • Sancionar, promulgar ou vetar leis; expedir decretos presidenciais sobre a organização e funcionamento da administração federal; manter relações com Estados estrangeiros e celebrar tratados e convenções internacionais, entre outras coisas.

Aos Governadores

  • Nomear e exonerar secretários estaduais; sancionar, promulgar ou vetar leis aprovadas pela Assembleia Legislativa estadual;
  • Decretar e executar intervenção nos municípios; administrar a segurança pública no estado, inclusive nomeando dirigentes das polícias Militar e Civil, bem como gerir a rede estadual de ensino, hospitais regionais e infraestrutura de rodovias estaduais, entre outras atribuições.

Aos Deputados

  • Atuar no Congresso Nacional (deputado federal), na Assembleia Legislativa (estadual) ou na Câmara Legislativa do Distrito Federal (distrital); aprovar e modificar leis, fiscalizar o Poder Executivo e participar da elaboração do orçamento público, definindo destinações por meio de emendas e votações.

Aos Senadores

  • Representar a unidade federativa no Congresso Nacional; discutir, votar e aprovar leis federais; sabatinar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF),

Para votar com mais critério, o eleitor deve checar financiamento de campanha, programa de governo e a viabilidade prática das propostas, sem se deixar levar apenas por ataques, escândalos ou promessas vagas. Nesse cenário de curta distância para o primeiro turno, informação e clareza sobre prioridades pessoais e competências dos cargos são ferramentas essenciais para um voto consciente.

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Faltando menos de duas semanas para o primeiro turno, muitos eleitores ainda estão indecisos. Confira dicas práticas para avaliar propostas, histórico e alinhamento dos candidatos antes de votar.

A menos de duas semanas do primeiro turno das Eleições de 2026, muitos eleitores ainda não definiram em quem vão votar. Neste ano, a tarefa de escolher, entre tantos candidatos, aqueles mais aptos a representar os interesses da população contou com mais um complicador: as notícias relacionadas ao caso Master e à crise do Supremo Tribunal Federal (STF) reduziram o debate de propostas, segundo observações de especialistas.

Especialistas indicaram caminhos que podem ajudar eleitores a escolherem candidatos com mais critérios, buscando aqueles mais alinhados a seus interesses e visões de mundo, além de evitar armadilhas como os “puxadores de voto” e propostas genéricas. Saber quem financia as campanhas, quais são as propostas de cada candidato e de que forma elas vão impactar a realidade prática de cada eleitor são estratégias para um voto responsável.

1) Eu, o eleitor

Antes de avaliar currículos e promessas, é importante que o eleitor faça uma autoavaliação e reflita sobre sua posição social, econômica e ideológica. Perguntas simples ajudam a clarificar prioridades e orientar a escolha.

  • A qual grupo social e econômico eu pertenço?
  • Com quais ideologias e visões de mundo eu me identifico?
  • Quais problemas eu espero que o Poder Público priorize?

Em política, nem sempre os interesses convergem: um empresário, um trabalhador assalariado e um profissional autônomo não necessariamente avaliam da mesma forma uma proposta como o fim da escala 6×1. Mulheres e homens podem ter urgências distintas; mulheres são maioria do eleitorado (53%), mas, na atual legislatura, ocuparam apenas 15 das 81 cadeiras do Senado e 91 dos 513 assentos da Câmara dos Deputados. Não existe governo que agrade a todos o tempo todo; toda decisão política implica escolhas distributivas.

Por isso é fundamental o eleitor saber quais são seus interesses políticos e econômicos

— João Feres Júnior, professor de Ciência Política da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Claro que há prioridades em relação às representações. Há partidos e candidatos que optam por atender prioritariamente aos mais pobres. Outros fazem políticas que beneficiam principalmente os mais ricos. E muitos eleitores não sabem, de fato, quais são suas prioridades. Principalmente porque, idealmente, o eleitor deve procurar se informar da melhor forma possível, mas, na prática, ele nem sempre tem acesso a informações de qualidade – principalmente quanto às boas práticas políticas, já que a imprensa está mais interessada em cobrir os escândalos

— João Feres Júnior.

2) O que faz um político?

Compreender as atribuições de cada cargo é passo básico para evitar frustrações e reduzir as chances de cair em falsas promessas — por exemplo, quando um candidato a deputado promete construir um hospital ou pavimentar ruas, obras que cabem ao Poder Executivo. Ter clareza sobre o que cada eleito poderá efetivamente fazer ajuda o eleitor a cobrar metas realistas.

Parte das pessoas tem pouca informação sobre as competências dos legisladores

— Débora Messemberg, socióloga e professora da Universidade de Brasília (UnB).

Ela ressalta que deputados e senadores têm papel importante na destinação de verbas públicas e na elaboração do orçamento, mas não executam obras. Saber isso importa na hora de avaliar promessas de campanha.

A saber, compete:

Ao Presidente da República

  • Exercer o Poder Executivo e a direção da administração federal; nomear e exonerar ministros de Estado e ocupantes de outros cargos da administração federal;
  • Comandar as Forças Armadas; enviar ao Congresso Nacional, anualmente, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e a proposta de orçamento;
  • Sancionar, promulgar ou vetar leis; expedir decretos presidenciais sobre a organização e funcionamento da administração federal; manter relações com Estados estrangeiros e celebrar tratados e convenções internacionais, entre outras coisas.

Aos Governadores

  • Nomear e exonerar secretários estaduais; sancionar, promulgar ou vetar leis aprovadas pela Assembleia Legislativa estadual;
  • Decretar e executar intervenção nos municípios; administrar a segurança pública no estado, inclusive nomeando dirigentes das polícias Militar e Civil, bem como gerir a rede estadual de ensino, hospitais regionais e infraestrutura de rodovias estaduais, entre outras atribuições.

Aos Deputados

  • Atuar no Congresso Nacional (deputado federal), na Assembleia Legislativa (estadual) ou na Câmara Legislativa do Distrito Federal (distrital); aprovar e modificar leis, fiscalizar o Poder Executivo e participar da elaboração do orçamento público, definindo destinações por meio de emendas e votações.

Aos Senadores

  • Representar a unidade federativa no Congresso Nacional; discutir, votar e aprovar leis federais; sabatinar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF),

Para votar com mais critério, o eleitor deve checar financiamento de campanha, programa de governo e a viabilidade prática das propostas, sem se deixar levar apenas por ataques, escândalos ou promessas vagas. Nesse cenário de curta distância para o primeiro turno, informação e clareza sobre prioridades pessoais e competências dos cargos são ferramentas essenciais para um voto consciente.

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