Reportagem divulgada nesta quarta (23) mostra que o candidato do PL à Presidência viajou, em janeiro de 2025, em um jatinho vinculado a um ex-banqueiro investigado no caso do Banco Master. O voo ligou Fort Lauderdale a Brasília e contou com familiares e o advogado Willer Tomaz.
Reportagem divulgada nesta quarta-feira (23) revelou que o candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, viajou em janeiro de 2025 em um jato executivo ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado nas fraudes relacionadas ao Banco Master. O voo ocorreu entre Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, e Brasília.
A viagem foi feita em família, com a mulher Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e as duas filhas do casal. Entre os passageiros estava o advogado e empresário Willer Tomaz, apontado como amigo do presidenciável. Willer Tomaz é investigado no esquema de desvios bilionários do INSS.
O jato citado pela reportagem foi identificado como um Legacy 650. A aeronave era operada pela empresa Prime You, que teve Daniel Vorcaro entre seus sócios. Posteriormente, trata-se da mesma aeronave que foi utilizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, segundo a publicação.
A reportagem também relatou que a viagem de janeiro de 2025 ocorreu em meio a negociações para o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Ainda segundo a reportagem, após retornar ao Brasil, Flávio Bolsonaro teria cobrado interlocutores para acelerar a liberação dos recursos prometidos ao projeto.
“Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”.
Após a divulgação das informações, Flávio Bolsonaro comentou o caso em uma publicação nas redes sociais, em tom de ironia, com a mensagem citada acima. O teor da publicação foi registrado como reação à identificação da origem e vínculos da aeronave utilizada na viagem.
Os termos usados na reportagem mantiveram as referências a investigações em curso: Daniel Vorcaro foi mencionado como investigado nas fraudes relacionadas ao Banco Master, e Willer Tomaz como investigado no esquema de desvios do INSS. A matéria indicou também que a ligação entre a aeronave e as negociações do filme Dark Horse ocorreu no período em que as tratativas financeiras estavam em andamento.
O episódio reúne elementos políticos e empresariais que continuam em apuração, conforme as investigações citadas. Não há, na reportagem, menção a desfecho judicial definitivo sobre as pessoas apontadas como investigadas nem confirmação formal das tratativas de financiamento além das alegações registradas na publicação.
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