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Aracaju, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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Ricardo Marques garante permanência na disputa, mas renúncia de vice joga chapa do PL em incerteza jurídica a 5 dias da eleição

Érico Menezes deixou a candidatura por motivos familiares; com prazo de substituição já esgotado, futuro da chapa majoritária pode parar nas mãos da Justiça Eleitoral.

30/09/2026 · 09h41
Ricardo Marques garante permanência na disputa, mas renúncia de vice joga chapa do PL em incerteza jurídica a 5 dias da eleição

Érico Menezes deixou a candidatura por motivos familiares; com prazo de substituição já esgotado, futuro da chapa majoritária pode parar nas mãos da Justiça Eleitoral.

O candidato ao Governo de Sergipe pelo Partido Liberal (PL), Ricardo Marques, se manifestou oficialmente nesta terça-feira (29) sobre o “terremoto político” que atingiu sua campanha na reta final. Ele garantiu que sua candidatura ao Palácio dos Despachos segue de pé, mesmo após o anúncio da renúncia de seu candidato a vice-governador, Érico Menezes.

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Em nota divulgada à imprensa, Ricardo informou que foi comunicado sobre a saída do companheiro de chapa ainda durante a manhã e demonstrou respeito pela decisão, motivada por problemas de saúde na família de Érico.

“Agradeço o período em que esteve ao nosso lado. Minha candidatura ao governo de Sergipe segue firme. Continuamos nas ruas. Peço o voto 22, até 4 de outubro”, declarou o candidato, buscando transmitir tranquilidade aos eleitores.

O impasse jurídico na Justiça Eleitoral

Apesar da fala confiante de Ricardo Marques, o cenário é de forte insegurança jurídica. A renúncia de Érico Menezes ocorre a apenas cinco dias do primeiro turno das Eleições 2026, gerando um impasse complexo para o PL.

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O principal problema reside na legislação eleitoral vigente. As candidaturas a governador e vice-governador são indivisíveis, formando o que se chama de chapa única. Isso significa que não existe candidatura ao governo estadual de forma independente e isolada da figura do vice. Não se pode simplesmente disputar o pleito “sozinho”.

Agravando a situação, o prazo ordinário estabelecido pela Justiça Eleitoral para a substituição voluntária de candidatos já foi encerrado. Qualquer manobra do PL na tentativa de protocolar um novo nome para a vaga de vice-governador nesta etapa do calendário fatalmente enfrentará pesados questionamentos legais.

O caso requer, agora, uma análise minuciosa por parte da Justiça Eleitoral. Até que haja um parecer oficial após a formalização da renúncia, a candidatura de Ricardo Marques não está automaticamente impugnada, mas a sua chapa encontra-se “capenga” e em um limbo jurídico às vésperas de os sergipanos irem às urnas.

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Érico Menezes deixou a candidatura por motivos familiares; com prazo de substituição já esgotado, futuro da chapa majoritária pode parar nas mãos da Justiça Eleitoral.

O candidato ao Governo de Sergipe pelo Partido Liberal (PL), Ricardo Marques, se manifestou oficialmente nesta terça-feira (29) sobre o “terremoto político” que atingiu sua campanha na reta final. Ele garantiu que sua candidatura ao Palácio dos Despachos segue de pé, mesmo após o anúncio da renúncia de seu candidato a vice-governador, Érico Menezes.

Em nota divulgada à imprensa, Ricardo informou que foi comunicado sobre a saída do companheiro de chapa ainda durante a manhã e demonstrou respeito pela decisão, motivada por problemas de saúde na família de Érico.

“Agradeço o período em que esteve ao nosso lado. Minha candidatura ao governo de Sergipe segue firme. Continuamos nas ruas. Peço o voto 22, até 4 de outubro”, declarou o candidato, buscando transmitir tranquilidade aos eleitores.

O impasse jurídico na Justiça Eleitoral

Apesar da fala confiante de Ricardo Marques, o cenário é de forte insegurança jurídica. A renúncia de Érico Menezes ocorre a apenas cinco dias do primeiro turno das Eleições 2026, gerando um impasse complexo para o PL.

O principal problema reside na legislação eleitoral vigente. As candidaturas a governador e vice-governador são indivisíveis, formando o que se chama de chapa única. Isso significa que não existe candidatura ao governo estadual de forma independente e isolada da figura do vice. Não se pode simplesmente disputar o pleito “sozinho”.

Agravando a situação, o prazo ordinário estabelecido pela Justiça Eleitoral para a substituição voluntária de candidatos já foi encerrado. Qualquer manobra do PL na tentativa de protocolar um novo nome para a vaga de vice-governador nesta etapa do calendário fatalmente enfrentará pesados questionamentos legais.

O caso requer, agora, uma análise minuciosa por parte da Justiça Eleitoral. Até que haja um parecer oficial após a formalização da renúncia, a candidatura de Ricardo Marques não está automaticamente impugnada, mas a sua chapa encontra-se “capenga” e em um limbo jurídico às vésperas de os sergipanos irem às urnas.

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