O petista foi reeleito no primeiro turno, superando o ex-presidenciável Ciro Gomes. A vitória é vista como fortalecimento da base de Lula rumo ao segundo turno.
Elmano de Freitas (PT) foi reeleito governador do Ceará em primeiro turno, com 53,19% dos votos válidos, segundo os resultados divulgados. O segundo colocado foi o ex-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PSDB), que obteve 46,22% do total.
A vitória de Elmano é tratada como um fortalecimento da base do presidente Lula para o segundo turno presidencial. Sem origem em famílias tradicionais da política cearense, o petista foi deputado estadual por duas vezes antes de se candidatar ao Executivo estadual em 2022. Elmano é filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1989.
Mesmo derrotando Ciro Gomes nas urnas, Elmano mantém laços políticos com Cid Gomes. A família Gomes aparece dividida na corrida presidencial: cada irmão apoiou um presidenciável diferente. Ciro integrou chapa com o PL, partido de Flávio Bolsonaro, enquanto Cid apoiou Lula.
No pleito para o Senado pelo Ceará, o senador Cid Gomes (PSB) — que foi ministro da Educação no governo Dilma — conquistou a primeira vaga, com 31,22% dos votos válidos. A segunda vaga ficou com Luizianne (Rede), com 29,05% do total.
Luizianne, deputada federal e ex-prefeita de Fortaleza, foi quadro histórico do PT e, neste ano, mudou de sigla para a Rede. Ela deixa a Câmara dos Deputados para assumir o Senado após cumprir três mandatos como deputada federal.
O Ceará tem quase 7 milhões de eleitores aptos a votar. Do total contabilizado nas urnas, foram 91,5% de votos válidos; cerca de 2,8% foram votos em branco e 5,5% votos nulos. A abstenção registrada foi de 15,5%.
Os resultados consolidam a reeleição de Elmano no primeiro turno e definem a composição das duas vagas ao Senado pelo estado. As movimentações internas entre aliados e adversários na política local seguem sob observação, especialmente diante das implicações para as eleições nacionais.
O quadro eleitoral no Ceará, com as porcentagens oficiais divulgadas, reflete tanto a força das candidaturas estaduais quanto as divisões entre grupos políticos tradicionais, que influenciam as articulações rumo ao segundo turno presidencial.
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