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Aracaju, Domingo, 11 de outubro de 2026
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Tecnologia

Pais usam ChatGPT para gerar fotos escolares e provocam alerta

Pais usam ChatGPT para criar fotos escolares e reduzir custos; prática viraliza, mas acende alertas sobre privacidade, uso para treinar IA e direitos autorais.

11/10/2026 · 09h37 · Atualizado às 16h34
Pais usam ChatGPT para gerar fotos escolares e provocam alerta

Pais fotografam os filhos em parede lisa e usam IA para criar retratos escolares. Prática viralizou no TikTok e preocupa especialistas quanto à privacidade infantil.

Pais estão usando o ChatGPT para produzir fotografias escolares dos filhos e reduzir gastos com pacotes oferecidos por fotógrafos profissionais. A prática viralizou nas redes sociais, principalmente no TikTok, e despertou preocupação sobre a privacidade de crianças e o uso de imagens por ferramentas de inteligência artificial.

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Relatos indicam que famílias nos Estados Unidos têm adotado o procedimento em substituição aos retratos tradicionais feitos pelas escolas. A sequência de passos mais divulgada consiste em fotografar as crianças com o celular, posicionadas diante de uma parede lisa, e em seguida enviar as imagens ao chatbot com a solicitação de transformar os registros em retratos escolares, mantendo as características originais. Em vários casos, a inteligência artificial adicionou fundos em degradê semelhantes aos usados por empresas especializadas.

O movimento é explicado em parte pelo custo dos pacotes escolares: estimativas da empresa de fotografia Capturely apontam valores médios entre US$ 25 e US$ 60 (cerca de R$ 130 a R$ 310) por pacote, com fotografias individuais que podem chegar a US$ 125 (aproximadamente R$ 650). Nos relatos publicados, um usuário afirmou que gastaria quase US$ 170 (cerca de R$ 880) para adquirir os arquivos digitais das fotografias de seus quatro filhos, o que motiva a busca por alternativas mais baratas.

Além do desejo de economizar, surgem críticas ao método: usuários relataram que o ChatGPT, mesmo quando instruído a preservar a aparência original, às vezes altera características físicas durante a edição. Outra prática identificada é o uso de ferramentas de IA para remover marcas d’água das pré-visualizações fornecidas por fotógrafos, o que pode configurar violação de direitos autorais, já que as imagens permanecem protegidas mesmo quando disponibilizadas apenas para visualização.

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O principal alerta diz respeito ao envio de fotografias de menores para plataformas de inteligência artificial. Ao carregar uma imagem no ChatGPT, o arquivo é compartilhado com os sistemas da OpenAI. Dependendo das configurações da conta, esse conteúdo pode ser utilizado para aprimorar os modelos de IA da empresa.

Usuários de contas pessoais podem impedir que novas conversas sejam usadas no treinamento dos modelos acessando as configurações do ChatGPT, entrando em “Controles de dados” e desativando a opção “Melhorar o modelo para todo mundo”. Outra alternativa apontada é utilizar chats temporários, que não são usados para treinamento enquanto permanecerem nesse modo; a OpenAI informa, porém, que essas conversas ainda podem ser armazenadas por até 30 dias por motivos de segurança.

Há ainda diferença entre impedir o treinamento e excluir os arquivos enviados: imagens armazenadas na Biblioteca do ChatGPT precisam ser excluídas separadamente, mesmo que a conversa original tenha sido apagada. O risco merece atenção especial quando envolve crianças, pois as fotografias podem expor características físicas e outras informações pessoais dos menores.

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Pais fotografam os filhos em parede lisa e usam IA para criar retratos escolares. Prática viralizou no TikTok e preocupa especialistas quanto à privacidade infantil.

Pais estão usando o ChatGPT para produzir fotografias escolares dos filhos e reduzir gastos com pacotes oferecidos por fotógrafos profissionais. A prática viralizou nas redes sociais, principalmente no TikTok, e despertou preocupação sobre a privacidade de crianças e o uso de imagens por ferramentas de inteligência artificial.

Relatos indicam que famílias nos Estados Unidos têm adotado o procedimento em substituição aos retratos tradicionais feitos pelas escolas. A sequência de passos mais divulgada consiste em fotografar as crianças com o celular, posicionadas diante de uma parede lisa, e em seguida enviar as imagens ao chatbot com a solicitação de transformar os registros em retratos escolares, mantendo as características originais. Em vários casos, a inteligência artificial adicionou fundos em degradê semelhantes aos usados por empresas especializadas.

O movimento é explicado em parte pelo custo dos pacotes escolares: estimativas da empresa de fotografia Capturely apontam valores médios entre US$ 25 e US$ 60 (cerca de R$ 130 a R$ 310) por pacote, com fotografias individuais que podem chegar a US$ 125 (aproximadamente R$ 650). Nos relatos publicados, um usuário afirmou que gastaria quase US$ 170 (cerca de R$ 880) para adquirir os arquivos digitais das fotografias de seus quatro filhos, o que motiva a busca por alternativas mais baratas.

Além do desejo de economizar, surgem críticas ao método: usuários relataram que o ChatGPT, mesmo quando instruído a preservar a aparência original, às vezes altera características físicas durante a edição. Outra prática identificada é o uso de ferramentas de IA para remover marcas d’água das pré-visualizações fornecidas por fotógrafos, o que pode configurar violação de direitos autorais, já que as imagens permanecem protegidas mesmo quando disponibilizadas apenas para visualização.

O principal alerta diz respeito ao envio de fotografias de menores para plataformas de inteligência artificial. Ao carregar uma imagem no ChatGPT, o arquivo é compartilhado com os sistemas da OpenAI. Dependendo das configurações da conta, esse conteúdo pode ser utilizado para aprimorar os modelos de IA da empresa.

Usuários de contas pessoais podem impedir que novas conversas sejam usadas no treinamento dos modelos acessando as configurações do ChatGPT, entrando em “Controles de dados” e desativando a opção “Melhorar o modelo para todo mundo”. Outra alternativa apontada é utilizar chats temporários, que não são usados para treinamento enquanto permanecerem nesse modo; a OpenAI informa, porém, que essas conversas ainda podem ser armazenadas por até 30 dias por motivos de segurança.

Há ainda diferença entre impedir o treinamento e excluir os arquivos enviados: imagens armazenadas na Biblioteca do ChatGPT precisam ser excluídas separadamente, mesmo que a conversa original tenha sido apagada. O risco merece atenção especial quando envolve crianças, pois as fotografias podem expor características físicas e outras informações pessoais dos menores.

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