Linda Brasil denunciou na Assembleia que a UBS Edézio Vieira de Melo, em Aracaju, está sem atendimento odontológico há cerca de seis meses. Ela aponta falta de compressor, avarias e escassez de materiais.
Na Tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe, nesta quarta-feira, 14, a deputada estadual Linda Brasil (Psol) denunciou a falta de atendimento odontológico na Unidade de Saúde Edézio Vieira de Melo, em Aracaju. Segundo a parlamentar, os atendimentos estão suspensos há cerca de seis meses e a interrupção tem prejudicado o acesso da população aos serviços.
De acordo com a deputada, a paralisação dos atendimentos decorre da ausência de compressor para a cadeira odontológica, de problemas nos equipamentos e da falta de materiais necessários para a realização dos procedimentos. A parlamentar informou que acompanha o caso e mencionou a previsão de retomada dos atendimentos na próxima semana.
É necessário garantir que a população tenha acesso ao atendimento odontológico
No pronunciamento, a deputada também criticou discursos que, segundo ela, incentivam a violência contra as mulheres e reforçou a importância do combate à misoginia e à discriminação. Ela disse estar preocupada com posicionamentos políticos que considera contrários aos direitos das mulheres e de grupos socialmente vulneráveis e defendeu responsabilização frente a discursos de ódio, conforme a legislação vigente.
Não existe agressividade masculina para ser homem
Segundo a parlamentar, manifestações públicas que estimulam a violência colaboram para a perpetuação de comportamentos agressivos. Em relação às medidas de proteção, ela destacou a necessidade de ações específicas para mulheres e outros grupos vulneráveis, indicando que essas políticas devem ser fortalecidas para reduzir riscos e ampliar a segurança dessas populações.
É necessário fortalecer a proteção às mulheres e combater iniciativas que ampliem a vulnerabilidade de grupos historicamente discriminados
Outra pauta levada à tribuna foi a defesa do fim da escala de trabalho 6×1. A deputada argumentou que o regime, em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem um dia de descanso, compromete saúde, bem-estar e a convivência familiar. A proposta debatida prevê a redução da jornada para 40 horas semanais e a garantia de dois dias de descanso, sem redução salarial, com especial atenção aos trabalhadores do comércio e serviços que atuam aos fins de semana.
Ao longo do pronunciamento, a deputada conectou as três frentes — serviços de saúde pública, proteção às mulheres e direitos trabalhistas — como demandas que exigem ação do poder público e da sociedade. Ela indicou acompanhamento de processos administrativos referentes à unidade de saúde mencionada e reiterou a expectativa de retorno do atendimento odontológico na próxima semana.
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