Pesquisa da IBM revela custo médio de R$ 7,44 milhões por violação no Brasil em 2026. É o maior valor da série — alta de 3,5% — e inclui investigação, contenção, recuperação e multas.
O custo médio de uma violação de dados no Brasil atingiu R$ 7,44 milhões em 2026, segundo o estudo Cost of a Data Breach 2026 da IBM, que foi revelado nesta quinta-feira (15). O valor refere-se às despesas relacionadas à recuperação após ataques, incluindo contratação de especialistas, investigação do incidente, contenção de danos, restabelecimento de serviços e eventuais multas ou sanções.
No levantamento, esse foi o maior valor já registrado na série histórica da pesquisa até o momento, representando um aumento de 3,5% em relação ao ano anterior, quando a média no país foi de R$ 7,19 milhões. O estudo ouviu 602 organizações no mundo, entre elas 42 no Brasil, que sofreram violações de dados entre março de 2025 e fevereiro de 2026.
O setor de saúde foi apontado como o mais afetado em custo médio por violação no Brasil, com R$ 12,55 milhões por incidente. Em seguida aparecem tecnologia, com R$ 8,96 milhões, e serviços, com R$ 8,63 milhões.
“São dados muito sensíveis que ajudam muito nas extorsões. Então, isso valoriza muito o dado”, disse o líder técnico da área de Segurança da IBM Consulting Brasil, Fernando Carbone, ao associar os altos custos à sensibilidade das informações.
O relatório também identificou a presença da inteligência artificial (IA) tanto entre as ferramentas usadas por agentes maliciosos quanto como recurso de defesa das empresas. Globalmente, um em cada quatro ataques maliciosos foi impulsionado por IA.
Organizações brasileiras que adotaram amplamente IA e automação na defesa registraram custo médio por violação 30% menor do que aquelas que não utilizam essas tecnologias. Paralelamente, 33% das empresas disseram planejar aumentar investimentos em ferramentas de segurança e governança de IA.
“Estamos vivendo em um momento de virada de chave na capacidade de ações maliciosas ou tecnológicas. Vivemos em um momento onde a IA vem para ajudar o mercado de tecnologia a trazer eficiência. Mas, por outro lado, ela traz um risco e uma capacidade de automação, velocidade e exploração com intenções maliciosas muito elevadas”, afirmou o líder da área de segurança da IBM Consulting América Latina, Nicolas Mucci.
O estudo também alerta para o fenômeno do Shadow AI, quando colaboradores usam ferramentas sem aprovação corporativa, elevando o risco de exposição de dados confidenciais. No Brasil, o Shadow IT trouxe um acréscimo médio de R$ 720,3 mil por violação. Entre as causas iniciais mais comuns das violações no país estavam phishing e ataques pela cadeia de suprimentos.
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