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Educação

UFS cria cadastro de grupos para ampliar acesso a editais federais

Incubadora da UFS vai montar banco de dados dos grupos culturais sergipanos para entregar ao Ministério da Cultura e à universidade.

21/10/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h41
UFS cria cadastro de grupos para ampliar acesso a editais federais

A incubadora de cultura popular da Universidade Federal de Sergipe (UFS) vai montar um banco de dados dos grupos culturais sergipanos, que será entregue ao Ministério da Cultura e à própria universidade. A iniciativa tem como objetivo fortalecer organizações sociais ligadas à cultura popular e ampliar a participação desses grupos em editais federais, onde o estado enfrenta dificuldades há cerca de duas décadas.

O projeto é resultado de uma parceria entre a UFS, o Ministério da Cultura (MinC) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). A implantação da incubadora deu início a um trabalho de mapeamento e identificação das especificidades do cenário cultural local, com diagnóstico para orientar investimentos e ações de apoio institucional.

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A iniciativa nasceu de um convite intermediado pela coordenadora-geral do Programa Nacional de Comitês de Cultura, Mirella Araújo, e contou com um diagnóstico inicial indicado pelo próprio MinC, que apontou lacunas no apoio institucional à cultura popular.

“Primeiro foi feito uma análise dos bancos de dados já existentes, do mapa da cultura, de outras fontes estaduais, e dos editais de mestres e mestras tanto do estado quanto da universidade. Em seguida, a equipe visitou as organizações sociais, coletivos, instituições e grupos que já atuam em rede, realizando um diagnóstico para identificar necessidades e a maturidade institucional de cada um”, explica Mirella Araújo.

Na UFS, a professora Ana Karina Calmon, docente do curso de Museologia do Campus Laranjeiras, lidera o projeto. Ela organizou a participação de estudantes dos cursos de Arquitetura, Museologia e Arqueologia por meio do Trapiche, projeto de extensão do campus, e integrou ao grupo um aluno de Engenharia da Computação para desenvolver a base de dados e uma aluna de Turismo.

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Para garantir a continuidade da incubadora, a coordenação convidou a pró-reitora de Extensão e Cultura da UFS, Josefa Lisboa, a compor o projeto. A pró-reitoria enxerga a incubadora como uma estratégia para reduzir o vazio de apoio do MinC à cultura popular e ampliar a conexão entre universidade e grupos culturais do estado.

“A criação da incubadora é estratégica, pois há um vazio de busca de apoio do MinC para a cultura popular. Queremos ampliar isso para o estado inteiro, quanto mais sujeitos da cultura popular sergipana vierem para a universidade, se certificarem e conseguirem trabalhar conosco, mais a universidade avança”, afirma Josefa Lisboa.

Estudantes envolvidos no projeto avaliam que a experiência favorece a integração entre áreas do conhecimento, amplia a compreensão sobre o patrimônio imaterial e aproxima a formação acadêmica das demandas comunitárias. O grupo já atua em comunidades como a Praia da Fibra, no Bairro Industrial, e o quilombo da Mucuquinha, em Laranjeiras, como parte das atividades de diagnóstico e mapeamento.

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A incubadora de cultura popular da Universidade Federal de Sergipe (UFS) vai montar um banco de dados dos grupos culturais sergipanos, que será entregue ao Ministério da Cultura e à própria universidade. A iniciativa tem como objetivo fortalecer organizações sociais ligadas à cultura popular e ampliar a participação desses grupos em editais federais, onde o estado enfrenta dificuldades há cerca de duas décadas.

O projeto é resultado de uma parceria entre a UFS, o Ministério da Cultura (MinC) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). A implantação da incubadora deu início a um trabalho de mapeamento e identificação das especificidades do cenário cultural local, com diagnóstico para orientar investimentos e ações de apoio institucional.

A iniciativa nasceu de um convite intermediado pela coordenadora-geral do Programa Nacional de Comitês de Cultura, Mirella Araújo, e contou com um diagnóstico inicial indicado pelo próprio MinC, que apontou lacunas no apoio institucional à cultura popular.

“Primeiro foi feito uma análise dos bancos de dados já existentes, do mapa da cultura, de outras fontes estaduais, e dos editais de mestres e mestras tanto do estado quanto da universidade. Em seguida, a equipe visitou as organizações sociais, coletivos, instituições e grupos que já atuam em rede, realizando um diagnóstico para identificar necessidades e a maturidade institucional de cada um”, explica Mirella Araújo.

Na UFS, a professora Ana Karina Calmon, docente do curso de Museologia do Campus Laranjeiras, lidera o projeto. Ela organizou a participação de estudantes dos cursos de Arquitetura, Museologia e Arqueologia por meio do Trapiche, projeto de extensão do campus, e integrou ao grupo um aluno de Engenharia da Computação para desenvolver a base de dados e uma aluna de Turismo.

Para garantir a continuidade da incubadora, a coordenação convidou a pró-reitora de Extensão e Cultura da UFS, Josefa Lisboa, a compor o projeto. A pró-reitoria enxerga a incubadora como uma estratégia para reduzir o vazio de apoio do MinC à cultura popular e ampliar a conexão entre universidade e grupos culturais do estado.

“A criação da incubadora é estratégica, pois há um vazio de busca de apoio do MinC para a cultura popular. Queremos ampliar isso para o estado inteiro, quanto mais sujeitos da cultura popular sergipana vierem para a universidade, se certificarem e conseguirem trabalhar conosco, mais a universidade avança”, afirma Josefa Lisboa.

Estudantes envolvidos no projeto avaliam que a experiência favorece a integração entre áreas do conhecimento, amplia a compreensão sobre o patrimônio imaterial e aproxima a formação acadêmica das demandas comunitárias. O grupo já atua em comunidades como a Praia da Fibra, no Bairro Industrial, e o quilombo da Mucuquinha, em Laranjeiras, como parte das atividades de diagnóstico e mapeamento.

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