A Corregedoria da PM ouviu um estudante que viu o disparo feito por um policial em frente à UFS, em São Cristóvão. Outros alunos serão ouvidos enquanto a corregedoria apura as circunstâncias do caso.
A Corregedoria da Polícia Militar ouviu um estudante que presenciou a confusão registrada no início deste mês em frente ao campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão. Na ocasião, um policial militar efetuou um disparo de arma de fogo no local. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (23) pela corporação.
De acordo com a nota divulgada pela corporação, outros estudantes foram convocados e devem prestar depoimento nos próximos dias. A convocação faz parte das diligências iniciadas pela corregedoria para apurar as circunstâncias em que ocorreu o disparo e a dinâmica do tumulto que se formou após o episódio.
O tumulto aconteceu na noite do dia 8 de outubro, durante um ato político pró-Lula organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFS). O evento tinha entre os temas previstos o debate sobre políticas públicas estudantis, a participação da juventude no processo eleitoral e a defesa da democracia. Vídeos e imagens que circularam nas redes sociais registraram estudantes correndo após a suspeita de disparo.
O policial militar envolvido no caso foi identificado como o sargento Manoel Messias dos Santos. Ele foi afastado do cargo e teve a arma apreendida pela corporação. A conduta do agente é investigada pela Corregedoria da PM, que informou estar colhendo depoimentos e analisando provas para esclarecer como e por que o disparo ocorreu.
Fontes institucionais indicaram que a investigação busca determinar a sequência dos fatos, identificar eventuais responsáveis por ações que tenham agravado o tumulto e avaliar se houve cumprimento dos protocolos previstos para atuação policial em ocorrências desse tipo. A corporação não divulgou, por enquanto, cronograma detalhado das próximas etapas nem prazos para conclusão das apurações.
O episódio gerou repercussão dentro da comunidade universitária e em setores políticos locais, motivando pedidos de esclarecimento e acompanhamento das investigações. A corregedoria seguirá entrevistando testemunhas, recolhendo imagens e documentos e adotando medidas administrativas conforme o desenrolar da sindicância.
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