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Pesquisador alerta para possível monitoramento de áudio em TVs Samsung

Pesquisador chamado log4j aponta funções em TVs Samsung que monitorariam sons e hábitos de visualização, mas não há provas de gravação de conversas.

29/10/2026 · 12h05
Pesquisador alerta para possível monitoramento de áudio em TVs Samsung

Perfil 'log4j' diz ter achado funções que monitoram sons e hábitos de visualização e notou anúncios muito específicos numa TV Samsung 2025. Não há provas de gravação de conversas sem autorização.

Um pesquisador conhecido pelo apelido log4j levantou suspeitas sobre o comportamento de TVs da Samsung, a coleta de dados e o possível acesso a microfones de equipamentos conectados, como soundbars e dispositivos Bluetooth. Nas redes sociais, o perfil afirmou ter encontrado funções no sistema que monitoram sons e hábitos de visualização, mas até o momento não há provas de que os televisores gravem conversas sem autorização.

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As suspeitas surgiram após o pesquisador notar anúncios muito específicos em uma TV Samsung de 2025. Segundo o relato, ele conseguiu acesso ao sistema operacional do aparelho e passou a investigar os programas executados em segundo plano, identificando referências a pacotes de software e a rotinas de monitoramento.

Entre os pontos apontados está um pacote chamado always on voice, que, conforme o perfil, registraria e contabilizaria eventos sonoros — como latidos de cães e choro de bebês — e enviaria essas informações à Samsung. O pesquisador também indicou que algumas TVs já oferecem recursos de inteligência artificial que reconhecem sons e emitem alertas por meio de funções identificadas como Pet Care e Family Care. Essas funções podem operar mesmo com o aparelho em modo de espera, segundo a descrição das capacidades encontradas.

A principal dúvida é sobre o destino e o uso desses dados. As informações disponibilizadas pelo pesquisador mostram referências a funções de monitoramento, mas não comprovam que os registros tenham sido efetivamente transmitidos à fabricante, nem detalham quais dados seriam enviados ou por quanto tempo seriam armazenados.

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Além do reconhecimento de sons, o pesquisador afirmou que o sistema analisaria hábitos de visualização, incluindo vídeos assistidos no YouTube, anúncios pulados e o andamento da reprodução. Outras suspeitas mencionadas dizem respeito a dados de localização e a aparelhos conectados à mesma rede doméstica.

Quanto ao controle desse tipo de coleta, a documentação oficial da Samsung menciona a função Viewing Information Services, que permite controlar a coleta de informações sobre o conteúdo assistido, identificadores do dispositivo e o endereço IP. A empresa afirmou, na documentação, que não grava nem assiste ao conteúdo exibido na televisão.

O pesquisador, porém, suspeita que algumas verificações do sistema não respeitem corretamente as preferências do usuário, o que poderia permitir a continuidade parcial da coleta mesmo após a desativação do recurso. Essa possibilidade também não foi comprovada até o momento.

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O caso levanta questões sobre privacidade e transparência no funcionamento de recursos de inteligência em dispositivos conectados, e coloca em foco a necessidade de esclarecimentos técnicos detalhados sobre o fluxo e o armazenamento dos dados processados pelas TVs.

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Perfil 'log4j' diz ter achado funções que monitoram sons e hábitos de visualização e notou anúncios muito específicos numa TV Samsung 2025. Não há provas de gravação de conversas sem autorização.

Um pesquisador conhecido pelo apelido log4j levantou suspeitas sobre o comportamento de TVs da Samsung, a coleta de dados e o possível acesso a microfones de equipamentos conectados, como soundbars e dispositivos Bluetooth. Nas redes sociais, o perfil afirmou ter encontrado funções no sistema que monitoram sons e hábitos de visualização, mas até o momento não há provas de que os televisores gravem conversas sem autorização.

As suspeitas surgiram após o pesquisador notar anúncios muito específicos em uma TV Samsung de 2025. Segundo o relato, ele conseguiu acesso ao sistema operacional do aparelho e passou a investigar os programas executados em segundo plano, identificando referências a pacotes de software e a rotinas de monitoramento.

Entre os pontos apontados está um pacote chamado always on voice, que, conforme o perfil, registraria e contabilizaria eventos sonoros — como latidos de cães e choro de bebês — e enviaria essas informações à Samsung. O pesquisador também indicou que algumas TVs já oferecem recursos de inteligência artificial que reconhecem sons e emitem alertas por meio de funções identificadas como Pet Care e Family Care. Essas funções podem operar mesmo com o aparelho em modo de espera, segundo a descrição das capacidades encontradas.

A principal dúvida é sobre o destino e o uso desses dados. As informações disponibilizadas pelo pesquisador mostram referências a funções de monitoramento, mas não comprovam que os registros tenham sido efetivamente transmitidos à fabricante, nem detalham quais dados seriam enviados ou por quanto tempo seriam armazenados.

Além do reconhecimento de sons, o pesquisador afirmou que o sistema analisaria hábitos de visualização, incluindo vídeos assistidos no YouTube, anúncios pulados e o andamento da reprodução. Outras suspeitas mencionadas dizem respeito a dados de localização e a aparelhos conectados à mesma rede doméstica.

Quanto ao controle desse tipo de coleta, a documentação oficial da Samsung menciona a função Viewing Information Services, que permite controlar a coleta de informações sobre o conteúdo assistido, identificadores do dispositivo e o endereço IP. A empresa afirmou, na documentação, que não grava nem assiste ao conteúdo exibido na televisão.

O pesquisador, porém, suspeita que algumas verificações do sistema não respeitem corretamente as preferências do usuário, o que poderia permitir a continuidade parcial da coleta mesmo após a desativação do recurso. Essa possibilidade também não foi comprovada até o momento.

O caso levanta questões sobre privacidade e transparência no funcionamento de recursos de inteligência em dispositivos conectados, e coloca em foco a necessidade de esclarecimentos técnicos detalhados sobre o fluxo e o armazenamento dos dados processados pelas TVs.

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