Nesta quinta (29), Trump afirmou que pretende ligar para o presidente reeleito Lula, mas não confirmou o telefonema. Sem apresentar provas, voltou a criticar o processo eleitoral e disse não ter tomado partido.
Nesta quinta-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende conversar com o presidente Lula, reeleito no último domingo (25), mas voltou a criticar, sem apresentar provas, o pleito brasileiro. Ao ser perguntado por jornalistas se telefonaria para Lula para parabenizá-lo pela vitória, Trump respondeu que não quer comentar o assunto neste momento e que não tomou partido de nenhum candidato a pedido do presidente brasileiro.
“não quer comentar o assunto neste momento” e “não tomou partido de nenhum candidato a pedido do presidente brasileiro”
A declaração de Trump ocorreu um dia depois de Flávio Bolsonaro deixar o Brasil e seguir para os Estados Unidos. No segundo turno, Lula derrotou o senador do PL por uma diferença superior a quatro milhões de votos.
Carta
Nessa quarta-feira (28), após desembarcar em solo norte-americano, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta em que se declarou “líder do Brasil” e prometeu comandar a oposição a partir do exterior. Na primeira versão do texto, ele se autodeclarou “verdadeiro presidente eleito”, expressão que foi substituída em versão posterior. O senador também falou em fraude, mas não apresentou provas.
“líder do Brasil”
“verdadeiro presidente eleito”
Reconhecimento e reações
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que não gostou da carta. O partido já havia reconhecido a vitória de Lula na segunda-feira (26). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que o resultado precisa ser respeitado e que é hora de seguir adiante.
O MDB e o União Brasil, que apoiaram Flávio Bolsonaro no segundo turno, defenderam a lisura da eleição. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha, afirmou que ainda vê Flávio como uma das principais lideranças da direita, mas descartou a tese de fraude por falta de provas.
O resultado também foi reconhecido pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, e por observadores internacionais.
As movimentações políticas e as declarações têm repercussão em diferentes regiões do país, inclusive em Sergipe, onde lideranças locais e a opinião pública acompanham o desdobramento do quadro nacional. A combinação de teleconversas anunciadas, cartas públicas e manifestações de partidos tende a manter o tema em destaque na agenda política nas próximas horas e dias.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

