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Aracaju, Quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Política

STF desmente ordem de buscas em endereços de Flávio Bolsonaro

STF emitiu nota nesta quarta (28) negando mandados de busca ou diligências policiais em endereços ligados ao senador Flávio Bolsonaro.

29/10/2026 · 12h05
STF desmente ordem de buscas em endereços de Flávio Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou, nesta quarta-feira (28), nota em que nega a existência de operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) tendo como alvo endereços ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recém-derrotado na eleição para a Presidência da República.

“É falsa a informação veiculada sobre a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro ou a seus endereços. Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão.”

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A manifestação do STF foi divulgada após surgirem na imprensa, nesta quarta, notícias de que a PF estaria realizando uma operação na mansão de Flávio no Lago Sul, bairro de alto padrão em Brasília. A nota do tribunal afirma que não houve decisão judicial nem diligência policial com esse objetivo.

O episódio se insere em sequência de fatos que ganharam repercussão desde o resultado eleitoral. Dois dias após perder as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito com uma margem de mais de 4,4 milhões de votos no segundo turno, Flávio Bolsonaro deixou o país por via terrestre e embarcou em um jatinho particular com destino aos Estados Unidos.

O deslocamento do senador ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes ter proibido o parlamentar de deixar o país e determinado a apreensão dos passaportes de Flávio. Segundo a decisão, tomada no âmbito de inquérito relatado por Moraes, a medida considerou informação da PF sobre a existência de chance concreta de fuga do parlamentar logo após a apuração do resultado da eleição.

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Na segunda (27), dia seguinte ao pleito, Flávio foi abordado por agentes da PF e intimado a entregar seus passaportes — o regular e o diplomático — ao sair da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar. A abordagem foi relatada pelo próprio parlamentar em vídeo publicado nas redes sociais, no qual ele afirmou que cumpriria a decisão judicial e que nunca pensou em deixar o país, e que enfrentaria as acusações a que responde no STF.

Na terça (27), porém, Flávio fugiu pela fronteira com a Argentina, violando a proibição de deixar o país. A decisão de apreensão do passaporte foi tomada por Moraes no âmbito de um inquérito em que o parlamentar é investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, junto com o advogado Willer Tomaz, que também deixou o país rumo aos Estados Unidos ainda antes da eleição.

Mesmo com a saída do país, os inquéritos contra Flávio continuam a tramitar no Supremo. Além do caso relatado por Moraes, o parlamentar responde a investigação no caso do Banco Master, sob relatoria do ministro André Mendonça. Nesse procedimento, ele é investigado por supostamente ter pedido a Daniel Vorcaro o equivalente a R$ 134 milhões, a fim de financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente.

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O pedido da quantia foi identificado pela Polícia Federal em mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro. Um áudio com o pedido de recursos foi divulgado na imprensa. Flávio Bolsonaro reconheceu a autoria do áudio e das mensagens, mas nega irregularidades, afirmando que se tratou de captação de recursos privados, sem ilegalidade.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou, nesta quarta-feira (28), nota em que nega a existência de operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) tendo como alvo endereços ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), recém-derrotado na eleição para a Presidência da República.

“É falsa a informação veiculada sobre a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro ou a seus endereços. Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão.”

A manifestação do STF foi divulgada após surgirem na imprensa, nesta quarta, notícias de que a PF estaria realizando uma operação na mansão de Flávio no Lago Sul, bairro de alto padrão em Brasília. A nota do tribunal afirma que não houve decisão judicial nem diligência policial com esse objetivo.

O episódio se insere em sequência de fatos que ganharam repercussão desde o resultado eleitoral. Dois dias após perder as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito com uma margem de mais de 4,4 milhões de votos no segundo turno, Flávio Bolsonaro deixou o país por via terrestre e embarcou em um jatinho particular com destino aos Estados Unidos.

O deslocamento do senador ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes ter proibido o parlamentar de deixar o país e determinado a apreensão dos passaportes de Flávio. Segundo a decisão, tomada no âmbito de inquérito relatado por Moraes, a medida considerou informação da PF sobre a existência de chance concreta de fuga do parlamentar logo após a apuração do resultado da eleição.

Na segunda (27), dia seguinte ao pleito, Flávio foi abordado por agentes da PF e intimado a entregar seus passaportes — o regular e o diplomático — ao sair da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar. A abordagem foi relatada pelo próprio parlamentar em vídeo publicado nas redes sociais, no qual ele afirmou que cumpriria a decisão judicial e que nunca pensou em deixar o país, e que enfrentaria as acusações a que responde no STF.

Na terça (27), porém, Flávio fugiu pela fronteira com a Argentina, violando a proibição de deixar o país. A decisão de apreensão do passaporte foi tomada por Moraes no âmbito de um inquérito em que o parlamentar é investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, junto com o advogado Willer Tomaz, que também deixou o país rumo aos Estados Unidos ainda antes da eleição.

Mesmo com a saída do país, os inquéritos contra Flávio continuam a tramitar no Supremo. Além do caso relatado por Moraes, o parlamentar responde a investigação no caso do Banco Master, sob relatoria do ministro André Mendonça. Nesse procedimento, ele é investigado por supostamente ter pedido a Daniel Vorcaro o equivalente a R$ 134 milhões, a fim de financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente.

O pedido da quantia foi identificado pela Polícia Federal em mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro. Um áudio com o pedido de recursos foi divulgado na imprensa. Flávio Bolsonaro reconheceu a autoria do áudio e das mensagens, mas nega irregularidades, afirmando que se tratou de captação de recursos privados, sem ilegalidade.

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