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ELEIÇÕES 2026

Republicanos culpam guerra com Irã por derrota eleitoral nos EUA

Republicanos atribuem derrota aos EUA ao desgaste pela guerra com o Irã; Democratas conquistam maioria no Senado e vitórias inéditas para minorias.

05/11/2026 · 10h38
Republicanos culpam guerra com Irã por derrota eleitoral nos EUA

Republicanos dizem que desgaste da guerra contra o Irã causou a derrota. Os Democratas têm 54 senadores, 28 governadores e ganharam 30 cadeiras da Câmara.

Republicanos atribuem a derrota para o Partido Democrata nas eleições nos Estados Unidos ao desgaste provocado pela guerra contra o Irã. O avanço dos Democratas trouxe também vitórias inéditas para representantes de minorias e já provoca repercussões internas no cenário político norte-americano.

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Atualizando os números da apuração da eleição de terça-feira (3), os Democratas estão com a maioria das 100 cadeiras no Senado, com 54 senadores, e têm a maioria em 28 dos 50 estados, com 28 governadores. Na Câmara, conforme a apuração avança, os Republicanos perderam 30 vagas para os Democratas, que somam 237 deputados. Ainda restam mais 50 cadeiras a serem definidas.

Nessa quarta-feira (4), Donald Trump disse que a guerra contra o Irã foi um dos fatores que levaram à derrota de seu partido, mas afirmou que manteria essa decisão. De acordo com a agência Reuters, o vice-presidente JD Vance, provável sucessor republicano para a Casa Branca, parece se distanciar do atual presidente, ao atribuir de forma mais enfática a perda nas urnas à guerra contra o Irã.

Na Europa, até políticos de direita que mantêm posições ideológicas próximas às de Trump começaram a se distanciar. Pelo menos na França, Alemanha e Itália, líderes de partidos de direita repetiram a ideia de que o ataque ao Irã levou ao aumento do preço dos combustíveis, não apenas nos EUA, mas no mundo.

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A vitória democrata já trouxe consequências políticas no Congresso. O atual presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, terceiro na linha de sucessão presidencial, não vai mais concorrer ao cargo de líder da nova minoria nas eleições internas do partido. O próximo presidente da Câmara deve ser o líder da nova maioria democrata.

Vitórias emblemáticas

  • Gina Hinojosa — primeira latina governadora do Texas
  • Abdul El-Sayed — de Michigan, primeiro muçulmano no Senado dos EUA
  • Deb Haaland — do Novo México, primeira mulher nativa norte-americana governadora
  • Keisha Bottoms — na Geórgia, primeira mulher negra governadora de um estado norte-americano
  • Xavier Becerra — primeiro latino governador da Califórnia
  • Chris Pappas — de New Hampshire, primeiro homem abertamente gay para o Senado

A vitória dos Democratas também deu poder inédito para representantes de grupos sub-representados, com marcas históricas entre governadores e senadores eleitos. Além do Congresso Nacional, sete candidatos nascidos no Brasil, todos do Partido Democrata, também foram eleitos deputados em assembleias locais de quatro estados.

Os Estados Unidos concentram a maior comunidade brasileira no exterior: mais de dois milhões de brasileiros, segundo o Itamaraty. O resultado das urnas e as disputas internas do Partido Republicano devem influenciar a agenda política e as decisões de governo nas próximas semanas, especialmente sobre a condução da política externa e as respostas aos efeitos econômicos associados ao conflito no Oriente Médio.

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Republicanos dizem que desgaste da guerra contra o Irã causou a derrota. Os Democratas têm 54 senadores, 28 governadores e ganharam 30 cadeiras da Câmara.

Republicanos atribuem a derrota para o Partido Democrata nas eleições nos Estados Unidos ao desgaste provocado pela guerra contra o Irã. O avanço dos Democratas trouxe também vitórias inéditas para representantes de minorias e já provoca repercussões internas no cenário político norte-americano.

Atualizando os números da apuração da eleição de terça-feira (3), os Democratas estão com a maioria das 100 cadeiras no Senado, com 54 senadores, e têm a maioria em 28 dos 50 estados, com 28 governadores. Na Câmara, conforme a apuração avança, os Republicanos perderam 30 vagas para os Democratas, que somam 237 deputados. Ainda restam mais 50 cadeiras a serem definidas.

Nessa quarta-feira (4), Donald Trump disse que a guerra contra o Irã foi um dos fatores que levaram à derrota de seu partido, mas afirmou que manteria essa decisão. De acordo com a agência Reuters, o vice-presidente JD Vance, provável sucessor republicano para a Casa Branca, parece se distanciar do atual presidente, ao atribuir de forma mais enfática a perda nas urnas à guerra contra o Irã.

Na Europa, até políticos de direita que mantêm posições ideológicas próximas às de Trump começaram a se distanciar. Pelo menos na França, Alemanha e Itália, líderes de partidos de direita repetiram a ideia de que o ataque ao Irã levou ao aumento do preço dos combustíveis, não apenas nos EUA, mas no mundo.

A vitória democrata já trouxe consequências políticas no Congresso. O atual presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, terceiro na linha de sucessão presidencial, não vai mais concorrer ao cargo de líder da nova minoria nas eleições internas do partido. O próximo presidente da Câmara deve ser o líder da nova maioria democrata.

Vitórias emblemáticas

  • Gina Hinojosa — primeira latina governadora do Texas
  • Abdul El-Sayed — de Michigan, primeiro muçulmano no Senado dos EUA
  • Deb Haaland — do Novo México, primeira mulher nativa norte-americana governadora
  • Keisha Bottoms — na Geórgia, primeira mulher negra governadora de um estado norte-americano
  • Xavier Becerra — primeiro latino governador da Califórnia
  • Chris Pappas — de New Hampshire, primeiro homem abertamente gay para o Senado

A vitória dos Democratas também deu poder inédito para representantes de grupos sub-representados, com marcas históricas entre governadores e senadores eleitos. Além do Congresso Nacional, sete candidatos nascidos no Brasil, todos do Partido Democrata, também foram eleitos deputados em assembleias locais de quatro estados.

Os Estados Unidos concentram a maior comunidade brasileira no exterior: mais de dois milhões de brasileiros, segundo o Itamaraty. O resultado das urnas e as disputas internas do Partido Republicano devem influenciar a agenda política e as decisões de governo nas próximas semanas, especialmente sobre a condução da política externa e as respostas aos efeitos econômicos associados ao conflito no Oriente Médio.

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