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Brasil

Gilmar Mendes critica governadores que buscam “combater crime cometendo crimes” inspirados em Bukele

Em um seminário sobre segurança pública, direitos humanos e democracia realizado em São Paulo, o ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF) expressou sua preocupação com a declaração de alguns governadores que manifestaram interesse em adotar medidas semelhantes às implementadas por Nayib Bukele em El Salvador para combater o crime. Mendes criticou essa abordagem, […]

26/05/2025 · 13h41 · Atualizado às 18h42
Gilmar Mendes critica governadores que buscam “combater crime cometendo crimes” inspirados em Bukele

Em um seminário sobre segurança pública, direitos humanos e democracia realizado em São Paulo, o ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF) expressou sua preocupação com a declaração de alguns governadores que manifestaram interesse em adotar medidas semelhantes às implementadas por Nayib Bukele em El Salvador para combater o crime. Mendes criticou essa abordagem, afirmando que “não cabe no Brasil” a ideia de “combater o crime cometendo crimes”. A declaração do ministro ocorre após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ter manifestado publicamente seu desejo de conhecer de perto as ações de segurança implementadas no país centro-americano.

A inspiração em Bukele também foi mencionada pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. Em contrapartida, a corregedoria da Polícia Militar de São Paulo tem levantado críticas sobre operações policiais que resultam em mortes de civis. Durante o seminário, Mendes destacou a importância de evitar soluções “salvacionistas” que desrespeitem os direitos fundamentais. Ele enfatizou que, no debate sobre segurança pública, é crucial combater a criminalidade dentro dos limites da lei e da Constituição, sem replicar modelos que notoriamente violam os direitos humanos, como as medidas adotadas em El Salvador.

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O decano do STF rebateu diretamente a defesa da “bukelização” do Brasil, feita recentemente pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Mendes salientou que o debate sobre segurança pública deve ocorrer no contexto do respeito aos direitos humanos e aos princípios democráticos, elementos centrais do seminário que se estende até quinta-feira em São Paulo. Sua fala reforça a necessidade de um diálogo aprofundado sobre estratégias de segurança que sejam eficazes sem comprometer as garantias individuais e coletivas previstas na legislação brasileira.

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Em um seminário sobre segurança pública, direitos humanos e democracia realizado em São Paulo, o ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF) expressou sua preocupação com a declaração de alguns governadores que manifestaram interesse em adotar medidas semelhantes às implementadas por Nayib Bukele em El Salvador para combater o crime. Mendes criticou essa abordagem, afirmando que “não cabe no Brasil” a ideia de “combater o crime cometendo crimes”. A declaração do ministro ocorre após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ter manifestado publicamente seu desejo de conhecer de perto as ações de segurança implementadas no país centro-americano.

A inspiração em Bukele também foi mencionada pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. Em contrapartida, a corregedoria da Polícia Militar de São Paulo tem levantado críticas sobre operações policiais que resultam em mortes de civis. Durante o seminário, Mendes destacou a importância de evitar soluções “salvacionistas” que desrespeitem os direitos fundamentais. Ele enfatizou que, no debate sobre segurança pública, é crucial combater a criminalidade dentro dos limites da lei e da Constituição, sem replicar modelos que notoriamente violam os direitos humanos, como as medidas adotadas em El Salvador.

O decano do STF rebateu diretamente a defesa da “bukelização” do Brasil, feita recentemente pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Mendes salientou que o debate sobre segurança pública deve ocorrer no contexto do respeito aos direitos humanos e aos princípios democráticos, elementos centrais do seminário que se estende até quinta-feira em São Paulo. Sua fala reforça a necessidade de um diálogo aprofundado sobre estratégias de segurança que sejam eficazes sem comprometer as garantias individuais e coletivas previstas na legislação brasileira.

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