O partido governista venezuelano, liderado por Nicolás Maduro, emergiu como vencedor nas recentes eleições legislativas, em um processo eleitoral controverso marcado pela ausência da participação da principal oposição. Apesar dos relatos de baixa afluência aos locais de votação, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão controlado por aliados do presidente, divulgou uma taxa de participação superior a 40%, número fortemente contestado pela oposição, que estima um comparecimento de apenas 16%.3Paralelamente, o CNE anunciou a vitória do governo em 23 dos 24 governos estaduais e a obtenção de mais de 80% dos votos para a Assembleia Nacional, incluindo a eleição do governador do disputado território de Essequibo, anexado ao mapa venezuelano por Maduro no ano anterior, gerando uma disputa legal com a Guiana na Corte Internacional de Justiça.
Em seu discurso de vitória, Maduro dirigiu-se ao presidente da Guiana, Irfaan Ali, insistindo na necessidade de diálogo sobre a região de Essequibo, reafirmando a determinação da Venezuela em reaver a área que considera sob “ocupação ilegal”. O presidente venezuelano declarou que, mais cedo ou mais tarde, o líder guianense, a quem se referiu como “funcionário da ExxonMobil”, terá que se sentar para negociar e reconhecer a soberania da Venezuela sobre o território. Além disso, Maduro enfatizou que o “chavismo” se mantém forte e unido após o resultado das eleições, consolidando ainda mais o seu poder no cenário político venezuelano.
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