Laudo aponta que bala atravessou o vidro traseiro do carro e atingiu a vítima; suspeito foi preso e alegou disparo “para assustar” após discussão de trânsito
A Polícia Científica de Sergipe divulgou, nesta sexta-feira (27), os primeiros resultados da perícia sobre a morte da pequena Layla Sofia, de apenas 1 ano e 11 meses, ocorrida na última terça-feira (24), no município de Areia Branca. De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), a criança foi morta após ser atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça, enquanto estava dentro de um carro com os pais.
As análises técnicas constataram que o disparo atravessou o vidro traseiro do veículo, atingiu a parte posterior da cabeça da vítima e saiu pela bochecha, ficando alojado no banco dianteiro do passageiro. A bala foi recuperada pela equipe policial.
Segundo o coordenador-geral de perícias, Vitor Barros, estão sendo elaborados três laudos distintos:
- O laudo do local do crime, que reconstitui a trajetória do disparo dentro do veículo;
- O laudo cadavérico, que aponta a causa da morte e os danos provocados pela bala;
- E o laudo balístico, que vai comparar o projétil com a arma apreendida para confirmar sua origem.
🚨 Relembre o caso
Na madrugada do dia 24 de junho, por volta das 5h, a bebê Layla foi atingida por um disparo enquanto viajava com os pais de volta para casa, após participarem de uma festa junina. O crime ocorreu quando a família se aproximava da residência, a cerca de 100 metros de distância.
Segundo relato da mãe à Polícia Militar, o autor do crime estava em um carro preto que seguia logo atrás. O pai da criança sinalizou para permitir uma ultrapassagem, e logo após, escutou-se o disparo. A princípio, os pais pensaram se tratar de um fogos de artifício, mas logo perceberam que a filha havia sido ferida.
O suspeito foi preso por volta das 9h do mesmo dia. No momento do disparo, três pessoas estavam com ele no veículo, e também foram levadas à delegacia como testemunhas. Ao ser interrogado, o homem — que não possui porte de arma nem habilitação (CNH) — declarou que teria atirado “para assustar” após uma suposta discussão de trânsito. Ele afirmou não conhecer a família da vítima.
A morte da criança gerou comoção em todo o estado e renovou os debates sobre posse e porte ilegal de armas, além da imprudência no trânsito e a banalização da violência.
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