Parceria com Redwood mira microrrede solar‑armazenamento e apoia data center com IA
A General Motors (GM) anunciou a ampliação de sua colaboração com a recicladora Redwood Materials para transformar baterias de veículos elétricos – novas e de segunda vida – em sistemas de armazenamento estacionário. O objetivo é responder à crescente demanda energética, com foco em fontes renováveis e infraestrutura essencial.
A iniciativa já está em operação: no campus da Redwood, em Sparks (Nevada), foi construída a maior microrrede com baterias de segunda vida do mundo, com 12 MW de potência e 63 MWh de capacidade. Alimentada por painéis solares, essa rede abastece um data center com cerca de 2.000 GPUs operado pela Crusoe.
Baterias novas e usadas ganham nova função
Em vez de desmontar os módulos, a Redwood mantém os pacotes intactos, integrando‑os em sistemas modulares de armazenamento de energia – uma solução sustentável e econômica. A empresa afirma que recupera mais de 70% das baterias descartadas nos EUA, e planeja alcançar 20 GWh de capacidade até 2028.

Parceria transforma baterias novas e usadas em sistemas estacionários que alimentam data centers e microrredes
Contexto do mercado
A migração das baterias para armazenamento estacionário ocorre em meio a uma desaceleração nas vendas de veículos elétricos – queda de 6,3% no segundo trimestre – enquanto a demanda por sistemas de energia segue em forte expansão, com crescimento de 57% no primeiro trimestre . A GM também aproveita para mitigar o impacto por meio do fornecimento de baterias novas para esse modelo.
Impacto e metas futuras

Kurt Kelty, vice‑presidente de baterias, propulsão e sustentabilidade da GM, destaca a transformação do negócio automotivo em provedor de infraestrutura energética resiliente feita nos EUA. Já JB Straubel, fundador da Redwood, avalia que “a demanda por eletricidade está acelerando em ritmo sem precedentes” — o que torna essa estratégia mais rápida e eficiente que a reciclagem convencional.
A parceria será detalhada ainda este ano, e pode inspirar outros players a explorar modelos semelhantes de circularidade energética, reduzindo custos, prazos de implantação e pegada de carbono .
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