A campanha Setembro Verde busca conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e, com isso, ajudar a reduzir as longas filas de espera por transplantes no Brasil. Apesar de ser um ato de amor, o processo de doação enfrenta grandes obstáculos, como a recusa familiar, muitas vezes por falta de informação ou por não saberem a vontade do doador. Outro fator crucial é a ausência de documentação oficial, que impede que o processo de doação seja feito.
Foi justamente a falta de documentação que motivou uma ação rápida e decisiva do papiloscopista Diego Santana, do Instituto de Identificação de Sergipe, em um caso que ilustra o papel vital de profissionais de segurança pública para salvar vidas nos bastidores.
Ação Rápida Salva Cinco Vidas
Em julho de 2023, Diego Santana foi acionado com urgência pela Central de Transplantes de Sergipe. Um paciente com morte encefálica aguardava a identificação oficial para que a doação de órgãos, já autorizada pela família, pudesse acontecer.
Diego reestruturou seu trabalho e, em menos de duas horas e meia, conseguiu entregar a certidão de identificação positiva à equipe médica. Com a agilidade do papiloscopista, o procedimento de retirada dos órgãos foi autorizado, salvando cinco vidas. “Saber que meu trabalho contribuiu para salvar cinco vidas é um sentimento indescritível, um verdadeiro sentimento de super-herói”, destacou Diego.
A Urgência do Tempo e a Parceria Essencial
O coordenador da Central de Transplantes de Sergipe, Benito Fernandez, destacou que a identificação formal é exigida por lei para garantir a legalidade do processo. Segundo ele, a agilidade do Instituto de Identificação foi crucial para o sucesso da operação, já que os órgãos humanos têm uma janela curta de viabilidade. “A agilidade na identificação é fundamental para preservar a qualidade dos órgãos e garantir que sejam transportados com segurança”, afirmou.
A doação de órgãos depende da autorização dos familiares, por isso, a campanha Setembro Verde reforça a importância de conversar sobre o assunto em família. “Quando há esse diálogo prévio, o processo se torna muito mais rápido e fácil”, concluiu Fernandez. Casos como o do papiloscopista Diego Santana mostram que salvar vidas é um trabalho coletivo, que envolve profissionais de diversas áreas, todos em uma colaboração fundamental.
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