Levantamento revela 27 categorias de produtos com preço médio abaixo do valor da nota; inflação corroeu 85% do poder de compra do real desde 1994.
A inflação acumulada ao longo dos anos fez com que o poder de compra do brasileiro diminuísse, mas ainda é possível comprar alguns itens no supermercado com uma nota de R$ 5. Um estudo da Neogrid, que monitorou mais de 325 mil produtos, mostrou que 35 mil deles custam menos de R$ 5. A análise focou em 27 categorias que têm alta prevalência nos carrinhos de compras.
Itens com Preço Médio Abaixo de R$ 5
A lista de produtos acessíveis com uma nota de R$ 5 é variada e inclui itens de alimentação e de higiene. Entre os mais baratos estão o suco em pó (R$ 1,39), o macarrão instantâneo (R$ 1,89) e o detergente líquido (R$ 2,07). A lista também inclui produtos como creme de leite UHT (R$ 3,59), sabonete em barra(R$ 4,19) e banana nanica (R$ 4,99).
A responsável pelo estudo, Anna Fercher, destaca que os preços são a média de cada categoria e que os consumidores podem encontrar opções mais baratas, especialmente as marcas próprias dos supermercados. A pesquisa revela a entrada de novos itens na lista, como creme de leite e salgadinhos, mostrando que o mercado se adapta com embalagens menores e preços mais acessíveis para manter a demanda.
O Poder de Compra do Real ao Longo dos Anos
A economista Marisa Rossignoli, do Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo, explica que a população tem motivos para se preocupar com a perda do poder aquisitivo. Segundo cálculos de Fernanda Guardian, da Guardian Capital, uma nota de R$ 5 hoje tem o poder de compra que seria de apenas R$ 0,60 quando o Plano Real foi implementado em 1º de julho de 1994, o que representa uma perda de 85% de seu valor.
A inflação, que é o aumento generalizado dos preços, faz com que o dinheiro perca seu valor. Apesar de o Banco Central tentar manter a inflação dentro das metas anuais, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial, superou a meta em diversas ocasiões desde o ano 2000.
A expectativa atual do mercado é de que o IPCA feche o ano de 2025 em 4,85%, superando o teto da meta de inflação de 4,5%. A inflação continua sendo um desafio para a economia brasileira e para o bolso do consumidor.
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