No domingo, 21 de setembro, milhares de pessoas foram às ruas em todas as capitais brasileiras para protestar contra a chamada PEC da Bandidagem e contra o regime de urgência para a PEC da Anistia, proposta que, segundo os manifestantes, poderia livrar da prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro e demais condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em Aracaju (SE), a principal concentração ocorreu na Praia da Cinelândia e contou com apresentações culturais de Descidão dos Quilombolas, Lucas Campelo, Nino Karvan, Joésia Ramos, Samba do Arnesto, NG Lampião da Rima, Patrícia Polayne, Lari Lima, Márcio de Dona Litinha (Naurea), Betinho Caixa D’Água, Kelvin Farias, Thais Voice, Yanka Belizario, Anne Bê e Casaca de Couro.
Os participantes denunciaram possíveis benefícios a acusados de crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e destruição de patrimônio tombado.
Críticas a parlamentares
Durante os atos, foram vaiados os sete deputados federais de Sergipe que votaram, na madrugada de 17 de setembro, a favor do requerimento de urgência ao Projeto de Lei da Anistia: Yandra Moura e Rodrigo Valadares (União Brasil), Gustinho Ribeiro (Republicanos), Thiago de Joaldo (PP), Delegada Katarina e Fábio Reis (PSD) e Ícaro de Valmir (PL).
Também receberam críticas os deputados Thiago de Joaldo, Rodrigo Valadares e Gustinho Ribeiro por apoiarem a PEC da Blindagem, outro nome dado à PEC da Bandidagem.
Posicionamento de entidades sindicais
O professor Rubens Marques, dirigente da CUT/SE e do Sintese, afirmou que “lugar de golpista é na cadeia, sem anistia” e defendeu a responsabilização dos parlamentares favoráveis às propostas. Já o presidente da CUT-SE, Roberto Silva, disse que a impunidade ameaça a democracia e convocou os manifestantes para uma plenária na próxima quinta-feira, 25 de setembro, às 9h, na sede da central em Aracaju, para organizar novas ações contra a anistia, contra a PEC da Bandidagem e contra a reforma administrativa em tramitação no Congresso.
O ato foi organizado por lideranças populares, sindicatos e coletivos sociais.
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