Uma médica de 28 anos, vítima de uma tentativa de estupro na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Almeida, em Lagarto (SE), prestou depoimento ao Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed). O crime ocorreu no dia 9 de setembro, durante um plantão da profissional.
Segundo o relato, o agressor entrou no consultório, fechou a porta, torceu o braço da médica e tentou violentá-la. A vítima conseguiu gritar por socorro, impedindo o ataque, e o suspeito fugiu do local. Abalada, a médica agora faz acompanhamento psicológico e utiliza psicotrópicos.
O Sindimed denuncia a falta de acolhimento à profissional por parte da coordenação da UPA, que, segundo a entidade, a afastou do cargo no dia seguinte ao crime, mesmo após nove meses de serviço. O sindicato oferece suporte jurídico e psicológico à médica e formalizará denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese).
A Polícia Civil, por meio do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) de Lagarto, investiga o caso e busca o agressor. A população pode colaborar com informações anônimas pelo Disque-Denúncia 181. Em nota oficial, a Prefeitura de Lagarto repudiou o ato, negou ter desincentivado o registro do boletim de ocorrência e afirmou que está prestando suporte à profissional e apurando o caso internamente.
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