A onda de manifestações realizadas no domingo, 21 de setembro, contra a concessão de anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro, refletiu em desdobramentos políticos já na segunda-feira, 22.
No mesmo dia, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitou o pedido para que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) assumisse a liderança da minoria. A estratégia do deputado era manter-se fora do país, mas continuando a receber recursos referentes ao mandato, segundo parlamentares ouvidos pela reportagem original.
Também na segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) indiciou Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo pelo crime de coação no curso do processo, na Ação Penal 2.668. Ambos são acusados de atuar, em redes sociais e entrevistas, para pressionar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a recuar na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No início de setembro, Jair Bolsonaro e outras sete pessoas foram condenadas por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e deterioração de patrimônio tombado.
Reivindicações nas ruas
Os protestos reuniram dezenas de milhares de pessoas em capitais de todo o país. Além de rejeitar a chamada “PEC da Bandidagem”, os manifestantes defenderam:
- Fim da escala 61 e redução da jornada de trabalho;
- Taxação de grandes fortunas;
- Isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT-SE), Roberto Silva, afirmou que as pautas aguardam votação no Congresso e refletem “o que interessa à maioria da população brasileira”.
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