A Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe (SES) contabilizou 4.228 trotes telefônicos ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) entre janeiro e junho de 2025. O volume, embora menor que o registrado no mesmo período de 2024, quando foram 5.200 ligações falsas, continua a comprometer a resposta a ocorrências reais.
Impacto no serviço
De acordo com o superintendente do Samu 192 Sergipe, Ronei Barbosa, a mobilização de equipes para chamadas inexistentes pode definir a diferença entre vida e morte. “Imagina se uma ambulância está se deslocando para uma ocorrência falsa e, naquele mesmo momento, uma pessoa está precisando de uma ocorrência real. Trote é crime, passível de sanções da justiça”, declarou.
O Samu é acionado pela Central de Regulação de Urgências (CRU), que, em cada plantão, conta com sete telefonistas auxiliares de regulação médica (Tarm) e seis médicos reguladores. Os telefonistas realizam o primeiro filtro das ligações, encaminhando ao médico apenas os casos que aparentam necessidade de socorro.
Números gerais
Entre janeiro e agosto deste ano, a CRU recebeu 221.871 ligações e efetivou 42.936 atendimentos. Segundo a gerente administrativa da Central, Viviane Maria Sales, os trotes atrasam o atendimento a emergências reais, sobrecarregam profissionais, geram custos adicionais e podem aumentar o risco de complicações ou óbito de pacientes.
O crime de trote telefônico é tipificado na legislação e pode resultar em penalidades judiciais. A SES reforça que a população deve utilizar o número 192 apenas para situações de urgência e emergência, contribuindo para a agilidade e a eficiência do socorro.
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