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Saúde

CFO alerta para riscos de buscar diagnóstico odontológico no “Dr. Google”

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) advertiu que a consulta a mecanismos de busca e a ferramentas de inteligência artificial para identificar dores, lesões ou outros problemas bucais pode atrasar o atendimento correto e agravar quadros clínicos. Simulação expõe falhas das respostas automatizadas No programa CFO Esclarece, o órgão utilizou um aplicativo de inteligência artificial […]

20/10/2025 · 11h15
CFO alerta para riscos de buscar diagnóstico odontológico no “Dr. Google”

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) advertiu que a consulta a mecanismos de busca e a ferramentas de inteligência artificial para identificar dores, lesões ou outros problemas bucais pode atrasar o atendimento correto e agravar quadros clínicos.

Simulação expõe falhas das respostas automatizadas

No programa CFO Esclarece, o órgão utilizou um aplicativo de inteligência artificial para testar o recurso. A pergunta digitada foi: “Estou com dor de dente e gengiva vermelha. O que pode ser? Qual remédio tomar?”.

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O sistema listou possibilidades como gengivite, periodontite, cárie, abscesso dental ou outras infecções e sugeriu ações paliativas, entre elas higiene bucal suave, enxágue com água morna e uso de analgésicos de venda livre, como paracetamol ou ibuprofeno. Só ao final recomendou procurar um cirurgião-dentista.

“Indicação deveria ser buscar atendimento imediato”, aponta conselheiro

Para o conselheiro federal do CFO, Eduardo Ferro, especialista em Endodontia, a resposta apresentada omitiu o principal: a necessidade de avaliação profissional imediata. “Uma gengiva vermelha, acompanhada de dor intensa, pode indicar infecção que exige medicação urgente. Sugerir medidas paliativas pode levar à postergação da consulta e ao agravamento do caso”, alertou.

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Riscos de confusão e automedicação

O cirurgião-dentista Rafael Moraes, professor e pesquisador da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e doutor pela Unicamp, reiterou que sintomas bucais podem ser confundidos facilmente por leigos. “Há perigo tanto de alarmismo desnecessário quanto de demora em buscar orientação profissional. Em situações extremas, o paciente pode recorrer a tratamentos caseiros ou ‘soluções milagrosas’”, afirmou o docente, que acumula 20 anos de publicações científicas internacionais.

IA é ferramenta complementar, não substituta

Segundo o CFO, softwares que auxiliam na interpretação de exames ou na gestão de dados clínicos já fazem parte do dia a dia dos consultórios, mas não substituem a avaliação presencial. O órgão reforça que apenas o cirurgião-dentista tem capacidade de analisar cada caso de forma individualizada, aplicar um olhar humanizado e indicar o tratamento adequado.

O conselho recomenda que qualquer sinal de alteração na cavidade bucal, dor ou urgência seja motivo para consulta imediata e que pesquisas na internet sejam vistas apenas como referência, sem aplicação direta pelo paciente.

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O Conselho Federal de Odontologia (CFO) advertiu que a consulta a mecanismos de busca e a ferramentas de inteligência artificial para identificar dores, lesões ou outros problemas bucais pode atrasar o atendimento correto e agravar quadros clínicos.

Simulação expõe falhas das respostas automatizadas

No programa CFO Esclarece, o órgão utilizou um aplicativo de inteligência artificial para testar o recurso. A pergunta digitada foi: “Estou com dor de dente e gengiva vermelha. O que pode ser? Qual remédio tomar?”.

O sistema listou possibilidades como gengivite, periodontite, cárie, abscesso dental ou outras infecções e sugeriu ações paliativas, entre elas higiene bucal suave, enxágue com água morna e uso de analgésicos de venda livre, como paracetamol ou ibuprofeno. Só ao final recomendou procurar um cirurgião-dentista.

“Indicação deveria ser buscar atendimento imediato”, aponta conselheiro

Para o conselheiro federal do CFO, Eduardo Ferro, especialista em Endodontia, a resposta apresentada omitiu o principal: a necessidade de avaliação profissional imediata. “Uma gengiva vermelha, acompanhada de dor intensa, pode indicar infecção que exige medicação urgente. Sugerir medidas paliativas pode levar à postergação da consulta e ao agravamento do caso”, alertou.

Riscos de confusão e automedicação

O cirurgião-dentista Rafael Moraes, professor e pesquisador da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) e doutor pela Unicamp, reiterou que sintomas bucais podem ser confundidos facilmente por leigos. “Há perigo tanto de alarmismo desnecessário quanto de demora em buscar orientação profissional. Em situações extremas, o paciente pode recorrer a tratamentos caseiros ou ‘soluções milagrosas’”, afirmou o docente, que acumula 20 anos de publicações científicas internacionais.

IA é ferramenta complementar, não substituta

Segundo o CFO, softwares que auxiliam na interpretação de exames ou na gestão de dados clínicos já fazem parte do dia a dia dos consultórios, mas não substituem a avaliação presencial. O órgão reforça que apenas o cirurgião-dentista tem capacidade de analisar cada caso de forma individualizada, aplicar um olhar humanizado e indicar o tratamento adequado.

O conselho recomenda que qualquer sinal de alteração na cavidade bucal, dor ou urgência seja motivo para consulta imediata e que pesquisas na internet sejam vistas apenas como referência, sem aplicação direta pelo paciente.

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