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Economia

Leilão do pré-sal comercializa cinco dos sete blocos e assegura R$ 452 milhões em investimentos

O 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP) terminou nesta quarta-feira (22) com a venda de cinco, dos sete blocos de petróleo oferecidos no polígono do pré-sal, nas bacias de Campos e de Santos. O certame realizado na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de […]

22/10/2025 · 20h46
Leilão do pré-sal comercializa cinco dos sete blocos e assegura R$ 452 milhões em investimentos

O 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP) terminou nesta quarta-feira (22) com a venda de cinco, dos sete blocos de petróleo oferecidos no polígono do pré-sal, nas bacias de Campos e de Santos. O certame realizado na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro, resultou em R$ 452 milhões de investimentos contratados.

O ágio médio na parcela de óleo excedente destinada à União ficou em 91,20%. No bloco Citrino, o percentual de excedente oferecido alcançou 31,19%, o que representa ágio de 251,63%, o maior da disputa.

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Desempenho das empresas

Das 15 companhias habilitadas, oito apresentaram propostas e cinco saíram vencedoras. Petrobras e Equinor foram as maiores ganhadoras, cada uma com duas áreas arrematadas—em Jaspe, atuam em consórcio.

  • Citrino (Bacia de Campos) – Petrobras, operadora única, com 31,19% de óleo excedente.
  • Jaspe (Bacia de Campos) – Consórcio Petrobras (60%) e Equinor (40%), com 32,85% de excedente.
  • Itaimbezinho – Equinor, sozinha, com 6,95% de excedente (ágio de 4,2%).
  • Ametista (Bacia de Santos) – CNOOC Petroleum (70%) e Sinopec (30%), com 9% de excedente (ágio de 40,41%).
  • Esmeralda (Bacia de Santos) – Karoon, operadora única, com 14,1% de excedente (ágio de 33,78%).

Karoon e Sinopec participam pela primeira vez de contratos sob regime de partilha no Brasil. Apenas os blocos Citrino e Jaspe receberam mais de uma oferta.

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Bônus de assinatura e ausência de lances

O bônus total desembolsado somou R$ 103,7 milhões. Os blocos Larimar e Ônix, ambos na Bacia de Campos, não atraíram propostas e serão reofertados em próxima oportunidade. Segundo o diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto, a falta de interesse se deve, entre outros fatores, ao momento de baixa no preço internacional do petróleo.

Próximos passos

Os contratos decorrentes do leilão devem ser assinados até 29 de maio de 2026. A ANP estima realizar o 4º Ciclo da OPP no próximo ano, com até 26 blocos no pré-sal. Watt defende que sejam promovidos ao menos um leilão anual, seja no modelo de partilha ou de concessão.

Em junho, a agência realizou o 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC), que comercializou 34 blocos, 19 deles na Foz do Amazonas — área onde a Petrobras recebeu esta semana licença do Ibama para iniciar perfuração.

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O 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção (OPP) terminou nesta quarta-feira (22) com a venda de cinco, dos sete blocos de petróleo oferecidos no polígono do pré-sal, nas bacias de Campos e de Santos. O certame realizado na sede da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro, resultou em R$ 452 milhões de investimentos contratados.

O ágio médio na parcela de óleo excedente destinada à União ficou em 91,20%. No bloco Citrino, o percentual de excedente oferecido alcançou 31,19%, o que representa ágio de 251,63%, o maior da disputa.

Desempenho das empresas

Das 15 companhias habilitadas, oito apresentaram propostas e cinco saíram vencedoras. Petrobras e Equinor foram as maiores ganhadoras, cada uma com duas áreas arrematadas—em Jaspe, atuam em consórcio.

  • Citrino (Bacia de Campos) – Petrobras, operadora única, com 31,19% de óleo excedente.
  • Jaspe (Bacia de Campos) – Consórcio Petrobras (60%) e Equinor (40%), com 32,85% de excedente.
  • Itaimbezinho – Equinor, sozinha, com 6,95% de excedente (ágio de 4,2%).
  • Ametista (Bacia de Santos) – CNOOC Petroleum (70%) e Sinopec (30%), com 9% de excedente (ágio de 40,41%).
  • Esmeralda (Bacia de Santos) – Karoon, operadora única, com 14,1% de excedente (ágio de 33,78%).

Karoon e Sinopec participam pela primeira vez de contratos sob regime de partilha no Brasil. Apenas os blocos Citrino e Jaspe receberam mais de uma oferta.

Bônus de assinatura e ausência de lances

O bônus total desembolsado somou R$ 103,7 milhões. Os blocos Larimar e Ônix, ambos na Bacia de Campos, não atraíram propostas e serão reofertados em próxima oportunidade. Segundo o diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto, a falta de interesse se deve, entre outros fatores, ao momento de baixa no preço internacional do petróleo.

Próximos passos

Os contratos decorrentes do leilão devem ser assinados até 29 de maio de 2026. A ANP estima realizar o 4º Ciclo da OPP no próximo ano, com até 26 blocos no pré-sal. Watt defende que sejam promovidos ao menos um leilão anual, seja no modelo de partilha ou de concessão.

Em junho, a agência realizou o 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC), que comercializou 34 blocos, 19 deles na Foz do Amazonas — área onde a Petrobras recebeu esta semana licença do Ibama para iniciar perfuração.

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