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Saúde

Especialistas alertam: diabetes mal controlado eleva risco de retinopatia e pode causar cegueira

A proximidade do Dia Mundial do Diabetes, celebrado em novembro, reforça o alerta para as complicações da doença, entre elas a retinopatia diabética, principal causa evitável de perda de visão em adultos. O presidente da Sociedade Sergipana de Oftalmologia (SSO), Dr. Allan Luz, destaca que consultas regulares ao oftalmologista, aliadas ao controle da glicemia, são […]

17/11/2025 · 15h27
Especialistas alertam: diabetes mal controlado eleva risco de retinopatia e pode causar cegueira

A proximidade do Dia Mundial do Diabetes, celebrado em novembro, reforça o alerta para as complicações da doença, entre elas a retinopatia diabética, principal causa evitável de perda de visão em adultos. O presidente da Sociedade Sergipana de Oftalmologia (SSO), Dr. Allan Luz, destaca que consultas regulares ao oftalmologista, aliadas ao controle da glicemia, são decisivas para impedir danos irreversíveis.

Mais de meio bilhão de adultos com diabetes

Dados do Atlas de Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF) indicam que 589 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos convivem com a doença no mundo. O Brasil figura entre os dez países com maior número de casos e, segundo a projeção, pode alcançar 24 milhões de diabéticos nas próximas décadas. O crescimento dessa população impacta diretamente no número de pacientes com problemas oculares, alerta o médico.

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Como a retinopatia se desenvolve

Quando a glicemia permanece elevada, os vasos finos da retina tornam-se frágeis, podendo romper e provocar sangramentos, edemas e até descolamento da retina. Nos estágios iniciais, o processo é silencioso e não causa dor, o que dificulta o diagnóstico sem exames de rotina. O sintoma mais frequente, quando surge, é o embaçamento da visão central.

A identificação precoce é feita por exames como retinografia e tomografia de coerência óptica, capazes de mostrar microalterações vasculares antes de sintomas evidentes.

Periodicidade das consultas

O oftalmologista recomenda avaliação anual para a população geral. Em pessoas com diabetes, o intervalo cai para quatro a seis meses, dependendo do risco individual e da gravidade das lesões.

Opções de tratamento

A retinopatia não tem cura, mas pode ter sua evolução controlada por:

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  • Aplicações intraoculares de medicamentos que inibem o crescimento de vasos anômalos;
  • Tratamento a laser para selar áreas comprometidas e reduzir o edema;
  • Cirurgia em casos avançados, quando há hemorragias extensas ou descolamento de retina.

Os chamados neovasos surgem como tentativa do organismo de irrigar áreas mal perfundidas, mas rompem-se facilmente, gerando sangramentos. As terapias disponíveis ajudam a conter essa formação e preservar a retina.

Prevenção e cuidado contínuo

Conforme o presidente da SSO, manter níveis glicêmicos adequados, adotar hábitos saudáveis e incluir o exame oftalmológico no acompanhamento clínico são medidas essenciais para evitar a perda visual. “A consulta não é apenas para trocar óculos, e sim uma avaliação médica completa que mede pressão intraocular e examina o fundo do olho”, ressalta.

Trajetória do especialista

Formado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com doutorado em Oftalmologia e Ciências Visuais pela Unifesp, Dr. Allan Luz é especialista em transplante de córnea, ceratocone e cirurgia refrativa. Presidente da SSO, coordena o curso de especialização do Hospital de Olhos de Sergipe e acumula mais de 40 artigos científicos e premiações no Brasil e exterior.

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Ele lembra que, mesmo com bom controle do diabetes, a retinopatia pode aparecer ao longo dos anos, reforçando a importância de vigilância constante.

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A proximidade do Dia Mundial do Diabetes, celebrado em novembro, reforça o alerta para as complicações da doença, entre elas a retinopatia diabética, principal causa evitável de perda de visão em adultos. O presidente da Sociedade Sergipana de Oftalmologia (SSO), Dr. Allan Luz, destaca que consultas regulares ao oftalmologista, aliadas ao controle da glicemia, são decisivas para impedir danos irreversíveis.

Mais de meio bilhão de adultos com diabetes

Dados do Atlas de Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF) indicam que 589 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos convivem com a doença no mundo. O Brasil figura entre os dez países com maior número de casos e, segundo a projeção, pode alcançar 24 milhões de diabéticos nas próximas décadas. O crescimento dessa população impacta diretamente no número de pacientes com problemas oculares, alerta o médico.

Como a retinopatia se desenvolve

Quando a glicemia permanece elevada, os vasos finos da retina tornam-se frágeis, podendo romper e provocar sangramentos, edemas e até descolamento da retina. Nos estágios iniciais, o processo é silencioso e não causa dor, o que dificulta o diagnóstico sem exames de rotina. O sintoma mais frequente, quando surge, é o embaçamento da visão central.

A identificação precoce é feita por exames como retinografia e tomografia de coerência óptica, capazes de mostrar microalterações vasculares antes de sintomas evidentes.

Periodicidade das consultas

O oftalmologista recomenda avaliação anual para a população geral. Em pessoas com diabetes, o intervalo cai para quatro a seis meses, dependendo do risco individual e da gravidade das lesões.

Opções de tratamento

A retinopatia não tem cura, mas pode ter sua evolução controlada por:

  • Aplicações intraoculares de medicamentos que inibem o crescimento de vasos anômalos;
  • Tratamento a laser para selar áreas comprometidas e reduzir o edema;
  • Cirurgia em casos avançados, quando há hemorragias extensas ou descolamento de retina.

Os chamados neovasos surgem como tentativa do organismo de irrigar áreas mal perfundidas, mas rompem-se facilmente, gerando sangramentos. As terapias disponíveis ajudam a conter essa formação e preservar a retina.

Prevenção e cuidado contínuo

Conforme o presidente da SSO, manter níveis glicêmicos adequados, adotar hábitos saudáveis e incluir o exame oftalmológico no acompanhamento clínico são medidas essenciais para evitar a perda visual. “A consulta não é apenas para trocar óculos, e sim uma avaliação médica completa que mede pressão intraocular e examina o fundo do olho”, ressalta.

Trajetória do especialista

Formado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com doutorado em Oftalmologia e Ciências Visuais pela Unifesp, Dr. Allan Luz é especialista em transplante de córnea, ceratocone e cirurgia refrativa. Presidente da SSO, coordena o curso de especialização do Hospital de Olhos de Sergipe e acumula mais de 40 artigos científicos e premiações no Brasil e exterior.

Ele lembra que, mesmo com bom controle do diabetes, a retinopatia pode aparecer ao longo dos anos, reforçando a importância de vigilância constante.

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