Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Brasil

CPI do Crime Organizado ouve diretor-geral da PF e debate prioridades contra facções e milícias

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado abriu, nesta terça-feira (18), a fase de oitivas com o comparecimento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Augusto Passos Rodrigues. A reunião atende a requerimento do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que solicitou um panorama atualizado sobre a atuação de facções criminosas e milícias no […]

18/11/2025 · 16h29 · Atualizado às 19h03
CPI do Crime Organizado ouve diretor-geral da PF e debate prioridades contra facções e milícias

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado abriu, nesta terça-feira (18), a fase de oitivas com o comparecimento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Augusto Passos Rodrigues. A reunião atende a requerimento do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que solicitou um panorama atualizado sobre a atuação de facções criminosas e milícias no país.

Prioridades da PF

Questionado pelo relator, Rodrigues apontou três frentes principais no enfrentamento ao crime organizado: descapitalização dos grupos, prisão de lideranças e cooperação interna e internacional. Segundo ele, em toda investigação sobre tráfico de drogas a PF abre, paralelamente, procedimento patrimonial para atingir o poder econômico das facções.

Publicidade

Orçamento e efetivo

Alessandro Vieira, delegado da Polícia Civil de Sergipe, também indagou sobre recursos e estrutura da corporação. O diretor-geral informou que, em 2024, o orçamento discricionário da PF foi de R$ 1,8 bilhão. Ele pediu ao Congresso que eleve o valor para R$ 2,5 bilhões na Lei Orçamentária Anual em tramitação.

Rodrigues revelou que a PF conta com menos de 13 mil policiais, embora o quadro legal preveja 15 mil. Um concurso autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou a formação de 2 mil novos agentes em janeiro, com meta de completar o efetivo até o fim de 2026. Para atendimento pleno das demandas, o diretor-geral avalia ser necessário duplicar o número atual de servidores.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Conexão com o projeto de lei

Os dados apresentados pela PF servirão de subsídio para a análise do Projeto de Lei das Facções Criminosas, que tramita na Câmara dos Deputados. A proposta endurece regras contra organizações estruturadas, cria mecanismos de rastreamento financeiro e estabelece punições mais rígidas a líderes e financiadores.

Prazos da comissão

Presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), a CPI dispõe de 120 dias para investigar o modo de atuação e a expansão de facções e milícias, além de sugerir melhorias na legislação brasileira.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
2 min de leitura

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado abriu, nesta terça-feira (18), a fase de oitivas com o comparecimento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Augusto Passos Rodrigues. A reunião atende a requerimento do relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que solicitou um panorama atualizado sobre a atuação de facções criminosas e milícias no país.

Prioridades da PF

Questionado pelo relator, Rodrigues apontou três frentes principais no enfrentamento ao crime organizado: descapitalização dos grupos, prisão de lideranças e cooperação interna e internacional. Segundo ele, em toda investigação sobre tráfico de drogas a PF abre, paralelamente, procedimento patrimonial para atingir o poder econômico das facções.

Orçamento e efetivo

Alessandro Vieira, delegado da Polícia Civil de Sergipe, também indagou sobre recursos e estrutura da corporação. O diretor-geral informou que, em 2024, o orçamento discricionário da PF foi de R$ 1,8 bilhão. Ele pediu ao Congresso que eleve o valor para R$ 2,5 bilhões na Lei Orçamentária Anual em tramitação.

Rodrigues revelou que a PF conta com menos de 13 mil policiais, embora o quadro legal preveja 15 mil. Um concurso autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou a formação de 2 mil novos agentes em janeiro, com meta de completar o efetivo até o fim de 2026. Para atendimento pleno das demandas, o diretor-geral avalia ser necessário duplicar o número atual de servidores.

Conexão com o projeto de lei

Os dados apresentados pela PF servirão de subsídio para a análise do Projeto de Lei das Facções Criminosas, que tramita na Câmara dos Deputados. A proposta endurece regras contra organizações estruturadas, cria mecanismos de rastreamento financeiro e estabelece punições mais rígidas a líderes e financiadores.

Prazos da comissão

Presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), a CPI dispõe de 120 dias para investigar o modo de atuação e a expansão de facções e milícias, além de sugerir melhorias na legislação brasileira.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA