Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Saúde

Hospital de Cirurgia faz a primeira trombectomia tumoral de veia cava pelo SUS no país

O Hospital de Cirurgia (HC) realizou, em 6 de novembro, a primeira trombectomia tumoral de veia cava inferior do Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento, que levou cerca de seis horas, contou com atuação simultânea das equipes de cirurgia vascular – no Serviço de Hemodinâmica – e de urologia, no centro cirúrgico. […]

19/11/2025 · 21h47
Hospital de Cirurgia faz a primeira trombectomia tumoral de veia cava pelo SUS no país

O Hospital de Cirurgia (HC) realizou, em 6 de novembro, a primeira trombectomia tumoral de veia cava inferior do Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O procedimento, que levou cerca de seis horas, contou com atuação simultânea das equipes de cirurgia vascular – no Serviço de Hemodinâmica – e de urologia, no centro cirúrgico. A intervenção removeu um trombo tumoral instalado na veia cava inferior, maior vaso sanguíneo do organismo, por via minimamente invasiva, evitando a abertura da veia.

Publicidade

Detalhes da cirurgia

Conduzido pelo cirurgião vascular Christian Oliveira, o primeiro estágio consistiu na extração completa dos trombos por cateteres, sem incisões. Em seguida, já no centro cirúrgico, a equipe liderada pelo urologista Diego Marques retirou um tumor de 20 centímetros que comprometia rim esquerdo, glândula adrenal e pressionava órgãos vitais.

A estratégia reduziu riscos de sangramento, diminuiu a morbidade da nefrectomia e possibilitou recuperação mais segura ao paciente, o empresário Valmir Fontes Menezes, 54 anos. Ele recebeu alta na terça-feira, 18, menos de duas semanas após a operação.

Inovação na rede pública

Para Christian Oliveira, o resultado reforça o papel do HC na introdução de técnicas avançadas no SUS. Segundo o especialista, o uso do Serviço de Hemodinâmica foi decisivo para impedir a disseminação de células tumorais e minimizar complicações.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Diego Marques destaca que, normalmente, cirurgias desse porte exigem abertura da veia cava, o que eleva o risco cirúrgico. Com a abordagem adotada, foi possível retirar todo o tumor sem transfusões e com estabilidade hemodinâmica durante todo o procedimento.

Relato do paciente

Valmir Menezes descobriu o problema em 6 de outubro, após ultrassom abdominal que revelou massa volumosa no rim. “A barriga estava crescendo e senti incômodo abaixo das costelas”, recorda. Um mês depois, ele foi operado e agora agradece pelo atendimento recebido: “Fui bem acolhido por toda a equipe; sinto que renasci”.

O Hospital de Cirurgia considera o feito mais um marco na busca por tratamentos de alta complexidade oferecidos gratuitamente à população.

Publicidade

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

O Hospital de Cirurgia (HC) realizou, em 6 de novembro, a primeira trombectomia tumoral de veia cava inferior do Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O procedimento, que levou cerca de seis horas, contou com atuação simultânea das equipes de cirurgia vascular – no Serviço de Hemodinâmica – e de urologia, no centro cirúrgico. A intervenção removeu um trombo tumoral instalado na veia cava inferior, maior vaso sanguíneo do organismo, por via minimamente invasiva, evitando a abertura da veia.

Detalhes da cirurgia

Conduzido pelo cirurgião vascular Christian Oliveira, o primeiro estágio consistiu na extração completa dos trombos por cateteres, sem incisões. Em seguida, já no centro cirúrgico, a equipe liderada pelo urologista Diego Marques retirou um tumor de 20 centímetros que comprometia rim esquerdo, glândula adrenal e pressionava órgãos vitais.

A estratégia reduziu riscos de sangramento, diminuiu a morbidade da nefrectomia e possibilitou recuperação mais segura ao paciente, o empresário Valmir Fontes Menezes, 54 anos. Ele recebeu alta na terça-feira, 18, menos de duas semanas após a operação.

Inovação na rede pública

Para Christian Oliveira, o resultado reforça o papel do HC na introdução de técnicas avançadas no SUS. Segundo o especialista, o uso do Serviço de Hemodinâmica foi decisivo para impedir a disseminação de células tumorais e minimizar complicações.

Diego Marques destaca que, normalmente, cirurgias desse porte exigem abertura da veia cava, o que eleva o risco cirúrgico. Com a abordagem adotada, foi possível retirar todo o tumor sem transfusões e com estabilidade hemodinâmica durante todo o procedimento.

Relato do paciente

Valmir Menezes descobriu o problema em 6 de outubro, após ultrassom abdominal que revelou massa volumosa no rim. “A barriga estava crescendo e senti incômodo abaixo das costelas”, recorda. Um mês depois, ele foi operado e agora agradece pelo atendimento recebido: “Fui bem acolhido por toda a equipe; sinto que renasci”.

O Hospital de Cirurgia considera o feito mais um marco na busca por tratamentos de alta complexidade oferecidos gratuitamente à população.

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA