Ao longo dos quatro dias do Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc), a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM) realizam abordagens sociais nas principais vias do evento, distribuindo material educativo sobre direitos humanos, violência e acesso a serviços públicos.
Equipes percorrem a Bica dos Pintos e o Centro Histórico, enquanto a Casa Colab funciona como ponto fixo de atendimento, com educadores sociais, psicólogos e assistentes sociais. Segundo o diretor de Direitos Humanos da Semas, Edilberto Filho, o grupo está apto a identificar e encaminhar casos de violação de direitos envolvendo idosos, crianças, adolescentes, população LGBTQIAPN+, pessoas negras e mulheres.
Ações específicas para mulheres
No sábado, 22, a ação “Por Elas” ocupou o Centro Histórico com panfletagem sobre canais de denúncia, redes de proteção e políticas públicas voltadas ao público feminino. A SPM instalou uma carreta em frente ao palco Mariano Antônio, no Largo da Matriz, oferecendo acolhimento e orientação, além de divulgar o aplicativo SOS Maria da Penha.
A campanha “Não é não! Oxe!”, também conduzida pela SPM, distribuiu ventarolas e adesivos explicando o que caracteriza importunação sexual e informando os contatos da Polícia Militar (190), Disque-Denúncia (181) e Central de Atendimento à Mulher (180). As equipes auxiliaram interessadas no uso do aplicativo SOS Maria da Penha, capaz de enviar localização em tempo real a contatos de confiança.
A secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Danielle Garcia, destacou que as equipes oferecem acolhimento a vítimas de violência durante a festa e encaminhamentos adequados, em parceria com a Semas. A coordenadora de Políticas para as Mulheres de São Cristóvão, Raissa Rocha, ressaltou a integração entre as secretarias e incentivou o download do aplicativo como medida de segurança.
Reação do público
Visitantes aprovaram as iniciativas. Catarina Stephanie, de Lagarto, disse que a ação reforça o respeito ao “não”. Já Karen Freire, de Aracaju, elogiou o foco no acolhimento a mulheres e outros grupos que sofrem violência.
Sobre o festival
Realizado desde a década de 1970, o Fasc é considerado um dos maiores encontros culturais do Nordeste, com programação que inclui música, teatro, dança, literatura, artes visuais e cinema. Após hiato em 2005, retornou em 2017 e segue valorizando a produção cultural de São Cristóvão, quarta cidade mais antiga do país.
O evento é apresentado pelo Ministério da Cultura e realizado pela Prefeitura de São Cristóvão, Fundação Municipal do Patrimônio e da Cultura João Bebe Água (Fumpac) e Encontro Sancristovense de Cultura Popular e Outras Artes (Escoa), em parceria com o Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap) e Governo Federal. Patrocinam o festival Celi, Banco do Nordeste, Iguá Sergipe, Ecoparque Sergipe e Caixa, com apoio de SE Sistema Engenharia, Colortex Tintas, Unir Locações e Serviços e Vitória Transportes.
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