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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Educação

Secretaria de Aracaju quer cortar aulas de Educação Física, História e Geografia para incluir novas disciplinas

A Secretaria Municipal da Educação de Aracaju (SEMED) apresentou proposta de mudança na matriz curricular da rede pública que retira aulas de três componentes obrigatórios ― Educação Física, História e Geografia ― para abrir espaço a duas novas disciplinas, Educação Digital e Educação Ambiental. O plano, revelado em reunião fechada no dia 27 de novembro […]

03/12/2025 · 10h33
Secretaria de Aracaju quer cortar aulas de Educação Física, História e Geografia para incluir novas disciplinas

A Secretaria Municipal da Educação de Aracaju (SEMED) apresentou proposta de mudança na matriz curricular da rede pública que retira aulas de três componentes obrigatórios ― Educação Física, História e Geografia ― para abrir espaço a duas novas disciplinas, Educação Digital e Educação Ambiental.

O plano, revelado em reunião fechada no dia 27 de novembro com professores de Educação Física, prevê:

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  • eliminação de uma aula semanal de Educação Física nos anos iniciais;
  • redução de uma aula de Geografia e outra de História nos anos finais;
  • inclusão de Educação Digital e Educação Ambiental como componentes específicos.

Motivo financeiro alegado

Segundo a própria gestão, a alteração é motivada por “necessidades financeiras”. A pasta afirma que a administração anterior, comandada pelo ex-prefeito Edvaldo Nogueira, realizou concurso público sem assegurar recursos para o pagamento dos novos docentes.

Sem aval do conselho municipal

Apesar de tratada internamente como medida já encaminhada, a nova grade ainda não foi enviada ao Conselho Municipal de Educação (CONMEA), órgão responsável por analisar e deliberar sobre mudanças curriculares.

Reação do sindicato

O Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema) mobilizou a categoria, participou de programas de rádio, buscou apoio de vereadores e instituições de pesquisa para barrar a proposta.

Em nota técnica, o sindicato sustenta que:

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  • a Lei nº 9.795/99 determina que a Educação Ambiental seja tratada de forma transversal, e não como disciplina;
  • as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Parecer CNE/CEB nº 02/2022 permitem que conteúdos de Computação sejam integrados a componentes já existentes;
  • não houve estudo de impacto sobre quadro docente, edital de remoção ou consequências pedagógicas.

Números contestados

O Sindipema calcula que a supressão de aulas reduziria a necessidade de contratar cerca de 30 professores de Educação Física e 24 de História e Geografia, diminuindo a convocação de aprovados em concurso.

Ao mesmo tempo, a entidade aponta que, entre o fim da gestão anterior e outubro de 2025, os gastos da SEMED com cargos comissionados aumentaram em aproximadamente R$ 400 mil por mês.

Pressão por transparência

Nos ofícios nº 113/2025 e 114/2025 enviados ao CONMEA, o sindicato pediu esclarecimentos sobre a tramitação da proposta. A presidente do conselho afirmou que o tema ainda passará pelos ritos legais, mas, em entrevista concedida em 28 de novembro, a Consultora Extraordinária para Assuntos Governamentais da SEMED tratou a mudança como decisão consolidada.

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O debate segue aberto. O Sindipema exige estudos técnicos, participação da comunidade escolar e respeito à legislação antes de qualquer alteração na matriz curricular da rede municipal.

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A Secretaria Municipal da Educação de Aracaju (SEMED) apresentou proposta de mudança na matriz curricular da rede pública que retira aulas de três componentes obrigatórios ― Educação Física, História e Geografia ― para abrir espaço a duas novas disciplinas, Educação Digital e Educação Ambiental.

O plano, revelado em reunião fechada no dia 27 de novembro com professores de Educação Física, prevê:

  • eliminação de uma aula semanal de Educação Física nos anos iniciais;
  • redução de uma aula de Geografia e outra de História nos anos finais;
  • inclusão de Educação Digital e Educação Ambiental como componentes específicos.

Motivo financeiro alegado

Segundo a própria gestão, a alteração é motivada por “necessidades financeiras”. A pasta afirma que a administração anterior, comandada pelo ex-prefeito Edvaldo Nogueira, realizou concurso público sem assegurar recursos para o pagamento dos novos docentes.

Sem aval do conselho municipal

Apesar de tratada internamente como medida já encaminhada, a nova grade ainda não foi enviada ao Conselho Municipal de Educação (CONMEA), órgão responsável por analisar e deliberar sobre mudanças curriculares.

Reação do sindicato

O Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema) mobilizou a categoria, participou de programas de rádio, buscou apoio de vereadores e instituições de pesquisa para barrar a proposta.

Em nota técnica, o sindicato sustenta que:

  • a Lei nº 9.795/99 determina que a Educação Ambiental seja tratada de forma transversal, e não como disciplina;
  • as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Parecer CNE/CEB nº 02/2022 permitem que conteúdos de Computação sejam integrados a componentes já existentes;
  • não houve estudo de impacto sobre quadro docente, edital de remoção ou consequências pedagógicas.

Números contestados

O Sindipema calcula que a supressão de aulas reduziria a necessidade de contratar cerca de 30 professores de Educação Física e 24 de História e Geografia, diminuindo a convocação de aprovados em concurso.

Ao mesmo tempo, a entidade aponta que, entre o fim da gestão anterior e outubro de 2025, os gastos da SEMED com cargos comissionados aumentaram em aproximadamente R$ 400 mil por mês.

Pressão por transparência

Nos ofícios nº 113/2025 e 114/2025 enviados ao CONMEA, o sindicato pediu esclarecimentos sobre a tramitação da proposta. A presidente do conselho afirmou que o tema ainda passará pelos ritos legais, mas, em entrevista concedida em 28 de novembro, a Consultora Extraordinária para Assuntos Governamentais da SEMED tratou a mudança como decisão consolidada.

O debate segue aberto. O Sindipema exige estudos técnicos, participação da comunidade escolar e respeito à legislação antes de qualquer alteração na matriz curricular da rede municipal.

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