A recente composição entre o senador Alessandro Vieira (MDB) e o ex-deputado federal André Moura (União) para a disputa de 2026 em Sergipe tem provocado questionamentos públicos sobre a mudança de postura de ambos os políticos.
Vieira e Moura, agora aliados na chapa majoritária do governador Fábio Mitidieri (PSD), travaram embates duros no passado. O senador declarava não firmar acordos “com corruptos” e chegou a afirmar que André Moura “só não foi preso porque confessou os crimes que cometeu”. Já Moura acusou o hoje parceiro de “barganha política” em troca de apoio para a reeleição.
Nas ruas de Aracaju e de outros municípios sergipanos, eleitores se perguntam “quem mudou, André ou Alessandro?”. A dúvida foi reforçada depois de declarações públicas dos dois, nas quais cada um assegurava que jamais votaria no outro.
Referências históricas eleitorais também alimentam o debate. Em 1994, a falta de coesão entre os candidatos governistas Lourival Baptista e José Carlos Teixeira abriu espaço para a vitória de Antônio Carlos Valadares e Zé Eduardo Dutra ao Senado. Em 2018, Alessandro Vieira se elegeu senador, segundo analistas locais, beneficiado pela desarmonia entre postulantes situacionistas, inclusive André Moura.
Diante das lembranças de disputas anteriores e das trocas de acusações recentes, líderes políticos avaliam que a receptividade popular ao novo arranjo pode ser determinante para o futuro da chapa. Caso a reação negativa se intensifique, a aliança pode tornar-se insustentável antes mesmo do período eleitoral.
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