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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Economia

INPC acumula alta de 4,18% e baliza reajuste do salário mínimo de 2026

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referência para a correção anual do salário mínimo, variou 0,03% em novembro e acumula 4,18% nos últimos 12 meses, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10).

11/12/2025 · 09h13
INPC acumula alta de 4,18% e baliza reajuste do salário mínimo de 2026

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referência para a correção anual do salário mínimo, variou 0,03% em novembro e acumula 4,18% nos últimos 12 meses, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10).

Com o resultado, o governo já dispõe do primeiro componente usado para calcular o valor do piso nacional de 2026. A legislação prevê duas parcelas de reajuste: a inflação medida pelo INPC até novembro do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes — neste caso, 2024.

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Projeção para o salário mínimo de 2026

Atualmente fixado em R$ 1.518, o salário mínimo passará a incorporar, em 2026, os 4,18% de inflação apurados até novembro. O acréscimo real virá do PIB de 2024, cuja expansão de 3,4% foi ratificada pelo IBGE em 4 de dezembro. O arcabouço fiscal, entretanto, limita o ganho acima da inflação a um intervalo de 0,6% a 2,5%.

Aplicados esses limites, o piso nacional pode chegar a R$ 1.620,99 — arredondado para R$ 1.621, conforme determina a lei. O reajuste total seria de 6,79%, equivalente a R$ 103.

A estimativa difere da incluída no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, aprovado pelo Congresso, que projetava o mínimo em R$ 1.627 (alta de 7,18%). O novo dado obrigará o Executivo a rever as contas para o próximo ano.

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Impacto nas contas públicas

Além de afetar diretamente a remuneração de trabalhadores, o salário mínimo serve de referência para benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, pressionando o orçamento federal.

Demais índices e metodologia

Enquanto o salário mínimo considera o INPC acumulado até novembro, benefícios como o seguro-desemprego e o teto do INSS são reajustados com base no indicador fechado em dezembro. Em novembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — parâmetro oficial de inflação — ficou em 0,18% e soma 4,46% em 12 meses.

A principal diferença entre os dois índices é o público-alvo: o INPC capta a variação do custo de vida de famílias com renda de até cinco salários mínimos, ao passo que o IPCA acompanha domicílios com rendimento de até 40 salários mínimos. Por isso, alimentos têm peso maior no INPC (cerca de 25%) do que no IPCA (aproximadamente 21%), enquanto itens como passagens aéreas influenciam menos o cálculo destinado às famílias de menor renda.

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Para apurar o INPC, o IBGE coleta preços em dez regiões metropolitanas — Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre — e em seis capitais ou municípios: Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referência para a correção anual do salário mínimo, variou 0,03% em novembro e acumula 4,18% nos últimos 12 meses, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10).

Com o resultado, o governo já dispõe do primeiro componente usado para calcular o valor do piso nacional de 2026. A legislação prevê duas parcelas de reajuste: a inflação medida pelo INPC até novembro do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes — neste caso, 2024.

Projeção para o salário mínimo de 2026

Atualmente fixado em R$ 1.518, o salário mínimo passará a incorporar, em 2026, os 4,18% de inflação apurados até novembro. O acréscimo real virá do PIB de 2024, cuja expansão de 3,4% foi ratificada pelo IBGE em 4 de dezembro. O arcabouço fiscal, entretanto, limita o ganho acima da inflação a um intervalo de 0,6% a 2,5%.

Aplicados esses limites, o piso nacional pode chegar a R$ 1.620,99 — arredondado para R$ 1.621, conforme determina a lei. O reajuste total seria de 6,79%, equivalente a R$ 103.

A estimativa difere da incluída no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, aprovado pelo Congresso, que projetava o mínimo em R$ 1.627 (alta de 7,18%). O novo dado obrigará o Executivo a rever as contas para o próximo ano.

Impacto nas contas públicas

Além de afetar diretamente a remuneração de trabalhadores, o salário mínimo serve de referência para benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), concedido a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade, pressionando o orçamento federal.

Demais índices e metodologia

Enquanto o salário mínimo considera o INPC acumulado até novembro, benefícios como o seguro-desemprego e o teto do INSS são reajustados com base no indicador fechado em dezembro. Em novembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — parâmetro oficial de inflação — ficou em 0,18% e soma 4,46% em 12 meses.

A principal diferença entre os dois índices é o público-alvo: o INPC capta a variação do custo de vida de famílias com renda de até cinco salários mínimos, ao passo que o IPCA acompanha domicílios com rendimento de até 40 salários mínimos. Por isso, alimentos têm peso maior no INPC (cerca de 25%) do que no IPCA (aproximadamente 21%), enquanto itens como passagens aéreas influenciam menos o cálculo destinado às famílias de menor renda.

Para apurar o INPC, o IBGE coleta preços em dez regiões metropolitanas — Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre — e em seis capitais ou municípios: Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

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