A formalização de trabalhadores por conta própria em Sergipe avançou nos últimos 12 anos, porém ainda se mantém inferior ao índice nacional. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual (PNAD Contínua), divulgados pelo IBGE, mostram que, em 2024, 12,3% dos 236 mil autônomos sergipanos possuíam registro no CNPJ, ante 4,7% em 2012.
Crescimento em Aracaju e comparação com o país
Na capital Aracaju, o percentual de formalização entre trabalhadores por conta própria subiu de 9,7%, em 2012, para 16,3% em 2024. O número absoluto de autônomos na cidade chegou a 70 mil neste ano. Em âmbito nacional, a participação de autônomos formalizados passou de 15% para 25,7% no mesmo intervalo.
Empregadores perdem espaço na formalização
Entre os empregadores sergipanos, a formalização recuou. Em 2012, 64% possuíam CNPJ; em 2024, a taxa caiu para 56,2%. O levantamento indica maior formalização entre mulheres (75,1%) do que entre homens (52,2%). No Brasil, o movimento foi inverso: a taxa subiu de 75,6% para 80%.
Soma de autônomos e empregadores
Considerando autônomos e empregadores juntos, Sergipe contabiliza 281 mil pessoas nessa categoria, das quais 19,4% possuem CNPJ. Em 2012, eram 266 mil e apenas 12,6% formalizados. No recorte por gênero, a formalização foi maior entre homens (20,8%) do que entre mulheres (16,8%).
Cenário específico da capital
Em Aracaju, a formalização de autônomos e empregadores atingiu 26,5% em 2024, com leve vantagem das mulheres (26,9%) sobre os homens (26,3%). Do total de 85 mil ocupados nessa condição, pouco mais de um quarto mantém registro formal. Em 2012, o índice era de 24,5%.
Para o chefe da Seção da PNAD no IBGE em Sergipe, João Teles, o avanço da formalização entre autônomos é um fator relevante para o desenvolvimento socioeconômico do estado, ainda que a informalidade continue elevada.
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