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Economia

Reforma do IRPF isentará mais de 600 mil docentes e reduzirá imposto para 73,5% da categoria

A correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) que entra em vigor em janeiro de 2026 vai isentar do pagamento do tributo quem recebe até R$ 5 mil e reduzir a cobrança de quem ganha até R$ 7.350. Segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (17) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a mudança alcançará três em cada quatro professores da educação básica nas redes pública e privada.

18/12/2025 · 11h47
Reforma do IRPF isentará mais de 600 mil docentes e reduzirá imposto para 73,5% da categoria

A correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) que entra em vigor em janeiro de 2026 vai isentar do pagamento do tributo quem recebe até R$ 5 mil e reduzir a cobrança de quem ganha até R$ 7.350. Segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (17) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a mudança alcançará três em cada quatro professores da educação básica nas redes pública e privada.

Em números absolutos, mais de 600 mil docentes deixarão de recolher IR. A parcela de profissionais isentos passará de 19,7% para 51,6%, enquanto outros 21,9% terão diminuição na carga tributária, totalizando 73,5% de beneficiados.

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Impacto anual equivale a um salário extra

O levantamento do Ipea estima que, ao longo de um ano, o ganho líquido para os professores poderá corresponder a um 14º salário. As projeções estão no estudo “O imposto na ponta do giz: efeitos da reforma tributária sobre o IRPF de docentes da educação básica”.

As simulações utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2022. O novo limite de isenção foi estabelecido pela Lei nº 15.270/2025, proposta pelo governo federal e sancionada em novembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Distribuição regional

De acordo com Adriano Souza Senkevics, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, o reajuste corrige uma defasagem progressiva na tabela do IR e terá efeitos espalhados pelo país, já que a categoria docente está presente em todos os municípios. Nos estados de Minas Gerais, Tocantins e Roraima, o percentual de professores isentos pode saltar de 20% para 60%. No Distrito Federal, onde os salários são mais altos, a fatia sem imposto deve subir de 10% para 25%.

O impacto também considera o Piso Nacional do Magistério, atualmente em R$ 4.867,77 para jornada de 40 horas semanais, valor que varia conforme os planos de carreira estaduais e municipais.

A presidenta do Ipea, Luciana Mendes Santos Servo, destacou que o levantamento demonstra o efeito direto da reforma sobre a renda disponível dos docentes, especialmente entre aqueles mais próximos ao piso.

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A correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) que entra em vigor em janeiro de 2026 vai isentar do pagamento do tributo quem recebe até R$ 5 mil e reduzir a cobrança de quem ganha até R$ 7.350. Segundo estudo divulgado nesta quarta-feira (17) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a mudança alcançará três em cada quatro professores da educação básica nas redes pública e privada.

Em números absolutos, mais de 600 mil docentes deixarão de recolher IR. A parcela de profissionais isentos passará de 19,7% para 51,6%, enquanto outros 21,9% terão diminuição na carga tributária, totalizando 73,5% de beneficiados.

Impacto anual equivale a um salário extra

O levantamento do Ipea estima que, ao longo de um ano, o ganho líquido para os professores poderá corresponder a um 14º salário. As projeções estão no estudo “O imposto na ponta do giz: efeitos da reforma tributária sobre o IRPF de docentes da educação básica”.

As simulações utilizaram dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2022. O novo limite de isenção foi estabelecido pela Lei nº 15.270/2025, proposta pelo governo federal e sancionada em novembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Distribuição regional

De acordo com Adriano Souza Senkevics, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, o reajuste corrige uma defasagem progressiva na tabela do IR e terá efeitos espalhados pelo país, já que a categoria docente está presente em todos os municípios. Nos estados de Minas Gerais, Tocantins e Roraima, o percentual de professores isentos pode saltar de 20% para 60%. No Distrito Federal, onde os salários são mais altos, a fatia sem imposto deve subir de 10% para 25%.

O impacto também considera o Piso Nacional do Magistério, atualmente em R$ 4.867,77 para jornada de 40 horas semanais, valor que varia conforme os planos de carreira estaduais e municipais.

A presidenta do Ipea, Luciana Mendes Santos Servo, destacou que o levantamento demonstra o efeito direto da reforma sobre a renda disponível dos docentes, especialmente entre aqueles mais próximos ao piso.

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