Relatórios recentes apontam que a exaustão materna ganhou contornos de crise no país. Segundo estudo da B2Mamy em parceria com o Kiddle Pass, 90% das mães brasileiras apresentam sinais da síndrome de burnout. O quadro é agravado pelo fato de que, de acordo com dados FGV/IBGE, 52% dos lares são chefiados por mulheres.
A sobrecarga se torna ainda mais visível entre mães solo e mulheres negras. Pesquisa da Vidalink, empresa de bem-estar corporativo, revela que 43% das entrevistadas negras afirmam sentir ansiedade na maior parte do tempo.
O que diferencia cansaço comum de burnout
A psicóloga Mayrla Pinheiro, da Hapvida, explica que o burnout materno é definido por esgotamento emocional, físico e mental persistente, diferente do cansaço pontual que melhora com repouso. “Há perda de motivação para a maternidade e sensação constante de desgaste”, pontua.
Causas mais frequentes
- Expectativas irreais sobre o papel de mãe;
- Falta de apoio prático e emocional;
- Acúmulo de responsabilidades entre casa, trabalho e filhos;
- Pressão social para desempenho perfeito.
A especialista destaca que mulheres que conciliam emprego formal e cuidados domésticos correm risco elevado devido à dupla jornada, que amplia a sensação de perda de controle.
Sinais de alerta
- Esgotamento constante, mesmo após dormir;
- Irritabilidade e impaciência com os filhos;
- Dificuldades de memória e concentração;
- Sentimentos recorrentes de culpa ou inadequação;
- Desinteresse por atividades antes prazerosas.
Estratégias de prevenção
Para reduzir riscos, Mayrla Pinheiro recomenda delimitar fronteiras entre trabalho e vida pessoal, buscar apoio de familiares, amigos ou grupos de mães, reservar tempo para autocuidado e lazer, além de rever expectativas e evitar cobranças por perfeição.
Profissionais de saúde orientam que, ao perceber sintomas persistentes, a mãe procure acompanhamento psicológico ou médico a fim de prevenir complicações como depressão pós-parto e outros transtornos.
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