Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Notícias

Burnout materno atinge 9 em cada 10 brasileiras, indicam levantamentos

Relatórios recentes apontam que a exaustão materna ganhou contornos de crise no país. Segundo estudo da B2Mamy em parceria com o Kiddle Pass, 90% das mães brasileiras apresentam sinais da síndrome de burnout. O quadro é agravado pelo fato de que, de acordo com dados FGV/IBGE, 52% dos lares são chefiados por mulheres.

24/12/2025 · 10h45
Burnout materno atinge 9 em cada 10 brasileiras, indicam levantamentos

Relatórios recentes apontam que a exaustão materna ganhou contornos de crise no país. Segundo estudo da B2Mamy em parceria com o Kiddle Pass, 90% das mães brasileiras apresentam sinais da síndrome de burnout. O quadro é agravado pelo fato de que, de acordo com dados FGV/IBGE, 52% dos lares são chefiados por mulheres.

A sobrecarga se torna ainda mais visível entre mães solo e mulheres negras. Pesquisa da Vidalink, empresa de bem-estar corporativo, revela que 43% das entrevistadas negras afirmam sentir ansiedade na maior parte do tempo.

Publicidade

O que diferencia cansaço comum de burnout

A psicóloga Mayrla Pinheiro, da Hapvida, explica que o burnout materno é definido por esgotamento emocional, físico e mental persistente, diferente do cansaço pontual que melhora com repouso. “Há perda de motivação para a maternidade e sensação constante de desgaste”, pontua.

Causas mais frequentes

  • Expectativas irreais sobre o papel de mãe;
  • Falta de apoio prático e emocional;
  • Acúmulo de responsabilidades entre casa, trabalho e filhos;
  • Pressão social para desempenho perfeito.

A especialista destaca que mulheres que conciliam emprego formal e cuidados domésticos correm risco elevado devido à dupla jornada, que amplia a sensação de perda de controle.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Sinais de alerta

  • Esgotamento constante, mesmo após dormir;
  • Irritabilidade e impaciência com os filhos;
  • Dificuldades de memória e concentração;
  • Sentimentos recorrentes de culpa ou inadequação;
  • Desinteresse por atividades antes prazerosas.

Estratégias de prevenção

Para reduzir riscos, Mayrla Pinheiro recomenda delimitar fronteiras entre trabalho e vida pessoal, buscar apoio de familiares, amigos ou grupos de mães, reservar tempo para autocuidado e lazer, além de rever expectativas e evitar cobranças por perfeição.

Profissionais de saúde orientam que, ao perceber sintomas persistentes, a mãe procure acompanhamento psicológico ou médico a fim de prevenir complicações como depressão pós-parto e outros transtornos.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
2 min de leitura

Relatórios recentes apontam que a exaustão materna ganhou contornos de crise no país. Segundo estudo da B2Mamy em parceria com o Kiddle Pass, 90% das mães brasileiras apresentam sinais da síndrome de burnout. O quadro é agravado pelo fato de que, de acordo com dados FGV/IBGE, 52% dos lares são chefiados por mulheres.

A sobrecarga se torna ainda mais visível entre mães solo e mulheres negras. Pesquisa da Vidalink, empresa de bem-estar corporativo, revela que 43% das entrevistadas negras afirmam sentir ansiedade na maior parte do tempo.

O que diferencia cansaço comum de burnout

A psicóloga Mayrla Pinheiro, da Hapvida, explica que o burnout materno é definido por esgotamento emocional, físico e mental persistente, diferente do cansaço pontual que melhora com repouso. “Há perda de motivação para a maternidade e sensação constante de desgaste”, pontua.

Causas mais frequentes

  • Expectativas irreais sobre o papel de mãe;
  • Falta de apoio prático e emocional;
  • Acúmulo de responsabilidades entre casa, trabalho e filhos;
  • Pressão social para desempenho perfeito.

A especialista destaca que mulheres que conciliam emprego formal e cuidados domésticos correm risco elevado devido à dupla jornada, que amplia a sensação de perda de controle.

Sinais de alerta

  • Esgotamento constante, mesmo após dormir;
  • Irritabilidade e impaciência com os filhos;
  • Dificuldades de memória e concentração;
  • Sentimentos recorrentes de culpa ou inadequação;
  • Desinteresse por atividades antes prazerosas.

Estratégias de prevenção

Para reduzir riscos, Mayrla Pinheiro recomenda delimitar fronteiras entre trabalho e vida pessoal, buscar apoio de familiares, amigos ou grupos de mães, reservar tempo para autocuidado e lazer, além de rever expectativas e evitar cobranças por perfeição.

Profissionais de saúde orientam que, ao perceber sintomas persistentes, a mãe procure acompanhamento psicológico ou médico a fim de prevenir complicações como depressão pós-parto e outros transtornos.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA