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Saúde

Anvisa promete cortar fila de análises e acompanhar inovações brasileiras estratégicas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende reduzir pela metade, em seis meses, a fila de pedidos de registro de medicamentos, vacinas, dispositivos médicos e inspeções internacionais, além de priorizar quatro projetos de inovação desenvolvidos no país. A meta foi detalhada pelo diretor-presidente Leandro Safatle, empossado em agosto de 2025, durante entrevista à Agência […]

10/01/2026 · 10h38
Anvisa promete cortar fila de análises e acompanhar inovações brasileiras estratégicas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende reduzir pela metade, em seis meses, a fila de pedidos de registro de medicamentos, vacinas, dispositivos médicos e inspeções internacionais, além de priorizar quatro projetos de inovação desenvolvidos no país. A meta foi detalhada pelo diretor-presidente Leandro Safatle, empossado em agosto de 2025, durante entrevista à Agência Brasil.

Força-tarefa para agilizar processos

Segundo Safatle, uma resolução da Diretoria Colegiada aprovada em dezembro de 2025 estabelece medidas excepcionais e temporárias para acelerar as análises. Entre as ações previstas estão:

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  • Força-tarefa interna para redistribuir processos e aumentar a produtividade das equipes;
  • Reliance (confiança regulatória) em estudos clínicos já avaliados por outras agências internacionais;
  • Análises agrupadas de produtos semelhantes, reduzindo etapas repetitivas;
  • Sala de situação que monitora diariamente o andamento das filas;
  • Comitê de monitoramento com participação da sociedade civil e do setor regulado.

O diretor-presidente assegura que o rigor científico será mantido. “O processo de análise permanece o mesmo; estamos otimizando gestão de pessoas e de processos”, declarou. O reforço inclui a nomeação, entre janeiro e fevereiro de 2026, de 100 novos especialistas aprovados em concurso — o maior ingresso de servidores na agência em dez anos.

Comitê de Inovação foca em quatro projetos

Criado em dezembro de 2025, o Comitê de Inovação selecionou quatro tecnologias consideradas estratégicas para a saúde pública:

  • Polilaminina – medicamento nacional em fase 1 de estudo clínico para lesão medular;
  • Vacina contra chikungunya desenvolvida no país;
  • Método Wolbachia de combate ao mosquito transmissor da dengue;
  • Endopróteses produzidas com tecnologia brasileira.

O grupo, composto por representantes da alta gestão, acompanha cada etapa dos processos para garantir celeridade nas avaliações técnicas. “Selecionamos casos de inovação radical nacional que podem ter grande impacto no Sistema Único de Saúde”, explicou Safatle.

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Rumo ao reconhecimento internacional

A agência passa por um processo de qualificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para consolidar seu status de autoridade sanitária de referência nas Américas e globalmente. “Já somos reconhecidos, mas buscamos a certificação formal da OMS”, afirmou o diretor-presidente.

Safatle reiterou que todas as medidas têm prazo de um ano e não implicam afrouxamento regulatório. O objetivo é equilibrar agilidade e segurança, respondendo mais rapidamente às demandas de inovação e ao acesso da população a novas tecnologias de saúde.

Com informações de Agência Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende reduzir pela metade, em seis meses, a fila de pedidos de registro de medicamentos, vacinas, dispositivos médicos e inspeções internacionais, além de priorizar quatro projetos de inovação desenvolvidos no país. A meta foi detalhada pelo diretor-presidente Leandro Safatle, empossado em agosto de 2025, durante entrevista à Agência Brasil.

Força-tarefa para agilizar processos

Segundo Safatle, uma resolução da Diretoria Colegiada aprovada em dezembro de 2025 estabelece medidas excepcionais e temporárias para acelerar as análises. Entre as ações previstas estão:

  • Força-tarefa interna para redistribuir processos e aumentar a produtividade das equipes;
  • Reliance (confiança regulatória) em estudos clínicos já avaliados por outras agências internacionais;
  • Análises agrupadas de produtos semelhantes, reduzindo etapas repetitivas;
  • Sala de situação que monitora diariamente o andamento das filas;
  • Comitê de monitoramento com participação da sociedade civil e do setor regulado.

O diretor-presidente assegura que o rigor científico será mantido. “O processo de análise permanece o mesmo; estamos otimizando gestão de pessoas e de processos”, declarou. O reforço inclui a nomeação, entre janeiro e fevereiro de 2026, de 100 novos especialistas aprovados em concurso — o maior ingresso de servidores na agência em dez anos.

Comitê de Inovação foca em quatro projetos

Criado em dezembro de 2025, o Comitê de Inovação selecionou quatro tecnologias consideradas estratégicas para a saúde pública:

  • Polilaminina – medicamento nacional em fase 1 de estudo clínico para lesão medular;
  • Vacina contra chikungunya desenvolvida no país;
  • Método Wolbachia de combate ao mosquito transmissor da dengue;
  • Endopróteses produzidas com tecnologia brasileira.

O grupo, composto por representantes da alta gestão, acompanha cada etapa dos processos para garantir celeridade nas avaliações técnicas. “Selecionamos casos de inovação radical nacional que podem ter grande impacto no Sistema Único de Saúde”, explicou Safatle.

Rumo ao reconhecimento internacional

A agência passa por um processo de qualificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para consolidar seu status de autoridade sanitária de referência nas Américas e globalmente. “Já somos reconhecidos, mas buscamos a certificação formal da OMS”, afirmou o diretor-presidente.

Safatle reiterou que todas as medidas têm prazo de um ano e não implicam afrouxamento regulatório. O objetivo é equilibrar agilidade e segurança, respondendo mais rapidamente às demandas de inovação e ao acesso da população a novas tecnologias de saúde.

Com informações de Agência Brasil

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