Votação que define o futuro de Julio Casares acontece no dia 16. Clube já teve 10 renúncias na história, mas nunca uma destituição forçada pelo conselho.
A semana começa sob tensão máxima nos bastidores do São Paulo Futebol Clube. Nesta sexta-feira (16), a partir das 18h30, o clube poderá viver um capítulo inédito em sua quase centenária história: o primeiro impeachment de um presidente.
O mandato de Julio Casares, que comanda o clube desde janeiro de 2021, está em xeque. Se a votação confirmar a destituição, será um fato novo na política tricolor, que historicamente resolve suas crises institucionais através de renúncias.
Histórico de Quedas
Ao todo, o São Paulo já registrou 10 renúncias de mandatários.
- A primeira: Ocorreu em março de 1935, com João Baptista da Cunha Bueno, apenas oito meses após assumir.
- A mais recente: Em outubro de 2015, Carlos Miguel Aidar renunciou em meio a graves denúncias de corrupção, abrindo espaço para a gestão de Leco (2015-2020).
- Curiosidade: O histórico Paulo Machado de Carvalho (que dá nome ao Pacaembu) foi o único a renunciar duas vezes (1940 e 1947).
Crise dentro, jogo fora
Enquanto a política pega fogo, o time tenta se recuperar em campo. Após perder na estreia para o Mirassol, o Tricolor volta a jogar nesta quinta-feira (15), véspera da votação do impeachment.
O time recebe o São Bernardo no MorumBis, às 21h45, pela segunda rodada do Paulistão, precisando vencer para acalmar os ânimos da torcida antes do dia D na política do clube.
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