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Receita das exportações de café atinge recorde em 2025, apesar de queda no volume embarcado

O Brasil exportou 40,04 milhões de sacas de 60 quilos de café em 2025, redução de 20,8% em comparação a 2024. Mesmo com o recuo no volume, a receita somou US$ 15,586 bilhões e estabeleceu novo recorde histórico, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

20/01/2026 · 08h37
Receita das exportações de café atinge recorde em 2025, apesar de queda no volume embarcado

O Brasil exportou 40,04 milhões de sacas de 60 quilos de café em 2025, redução de 20,8% em comparação a 2024. Mesmo com o recuo no volume, a receita somou US$ 15,586 bilhões e estabeleceu novo recorde histórico, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O valor obtido no ano passado é o mais elevado desde 1990, início da série do Cecafé. Ao todo, o café brasileiro chegou a 121 países.

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Preço elevado impulsiona faturamento

Para o presidente da entidade, Márcio Ferreira, o resultado reflete cotações mais altas em 2025 e investimentos contínuos em tecnologia e qualidade. “Tivemos médias mensais de preços superiores e nossos cafeicultores mantêm investimentos que elevam o padrão dos cafés do Brasil, permitindo que sejamos a única origem a atender mais de 120 mercados, com mais de um terço do market share global”, afirmou.

Impacto do clima e do “tarifaço”

Ferreira lembrou que o recuo nas exportações já era esperado, pois a safra foi afetada por condições climáticas adversas e pelos embarques recordes de 2024, que reduziram os estoques. Além disso, entre agosto e novembro, os Estados Unidos impuseram tarifa de 50% a todas as categorias de café brasileiro (exceto o solúvel, que permanece tributado), provocando queda de 55% nos embarques para aquele mercado durante o período.

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Principais destinos

A Alemanha assumiu a liderança das compras em 2025, com 5,4 milhões de sacas (13,5% do total), volume 28,8% menor que o de 2024. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, adquirindo 5,3 milhões de sacas (13,4%), retração de 33,9% na mesma comparação.

Participação por tipo de café

O arábica respondeu por 32,3 milhões de sacas, ou 80,7% das exportações. Na sequência aparecem o café canéfora (conilon e robusta), com 3,9 milhões de sacas (10%); o segmento de café solúvel, com 3,6 milhões de sacas (9,2%); e o café torrado e moído, com 58.474 sacas (0,1%).

Apesar da menor oferta, o desempenho financeiro reforça a estratégia do setor de agregar valor por meio de qualidade e diversificação de mercados.

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O Brasil exportou 40,04 milhões de sacas de 60 quilos de café em 2025, redução de 20,8% em comparação a 2024. Mesmo com o recuo no volume, a receita somou US$ 15,586 bilhões e estabeleceu novo recorde histórico, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O valor obtido no ano passado é o mais elevado desde 1990, início da série do Cecafé. Ao todo, o café brasileiro chegou a 121 países.

Preço elevado impulsiona faturamento

Para o presidente da entidade, Márcio Ferreira, o resultado reflete cotações mais altas em 2025 e investimentos contínuos em tecnologia e qualidade. “Tivemos médias mensais de preços superiores e nossos cafeicultores mantêm investimentos que elevam o padrão dos cafés do Brasil, permitindo que sejamos a única origem a atender mais de 120 mercados, com mais de um terço do market share global”, afirmou.

Impacto do clima e do “tarifaço”

Ferreira lembrou que o recuo nas exportações já era esperado, pois a safra foi afetada por condições climáticas adversas e pelos embarques recordes de 2024, que reduziram os estoques. Além disso, entre agosto e novembro, os Estados Unidos impuseram tarifa de 50% a todas as categorias de café brasileiro (exceto o solúvel, que permanece tributado), provocando queda de 55% nos embarques para aquele mercado durante o período.

Principais destinos

A Alemanha assumiu a liderança das compras em 2025, com 5,4 milhões de sacas (13,5% do total), volume 28,8% menor que o de 2024. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, adquirindo 5,3 milhões de sacas (13,4%), retração de 33,9% na mesma comparação.

Participação por tipo de café

O arábica respondeu por 32,3 milhões de sacas, ou 80,7% das exportações. Na sequência aparecem o café canéfora (conilon e robusta), com 3,9 milhões de sacas (10%); o segmento de café solúvel, com 3,6 milhões de sacas (9,2%); e o café torrado e moído, com 58.474 sacas (0,1%).

Apesar da menor oferta, o desempenho financeiro reforça a estratégia do setor de agregar valor por meio de qualidade e diversificação de mercados.

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