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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Saúde

Queixas de dores na coluna crescem entre estudantes no retorno às aulas, aponta fisioterapeuta

O início do ano letivo acendeu um alerta entre profissionais de saúde: aumentou o número de crianças e adolescentes que procuram atendimento por dores e lesões na coluna. O fisioterapeuta Dr. Ewerton Caroso, membro da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna e professor de pós-graduação em Osteopatia, relata crescimento expressivo de casos musculoesqueléticos nessa faixa etária.

20/01/2026 · 08h21
Queixas de dores na coluna crescem entre estudantes no retorno às aulas, aponta fisioterapeuta

O início do ano letivo acendeu um alerta entre profissionais de saúde: aumentou o número de crianças e adolescentes que procuram atendimento por dores e lesões na coluna. O fisioterapeuta Dr. Ewerton Caroso, membro da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna e professor de pós-graduação em Osteopatia, relata crescimento expressivo de casos musculoesqueléticos nessa faixa etária.

De acordo com o especialista, mochilas sobrecarregadas, postura inadequada em sala de aula e uso prolongado de dispositivos eletrônicos estão entre os principais fatores que comprometem a coluna dos estudantes. “Esses hábitos, mantidos diariamente, favorecem dores lombares, cervicais, desalinhamentos posturais e até lesões estruturais”, explica.

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Dados preocupantes

Um estudo transversal brasileiro publicado em fevereiro de 2024 no Brazilian Journal of Physical Therapy identificou prevalência mensal de 27,1 % de dor musculoesquelética incapacitante em crianças e adolescentes. A coluna foi a região mais citada, correspondendo a 51,8 % dos casos.

Prevenção começa na rotina

Entre as recomendações do fisioterapeuta estão:

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  • Escolher mochilas compatíveis com o tamanho e o peso do aluno;
  • Organizar o material escolar para reduzir a carga diária;
  • Ajustar mesas e cadeiras para posição ergonômica adequada;
  • Estimular pausas regulares no uso de telas e a prática de atividades físicas e alongamentos.

Dr. Caroso ressalta que a dor não deve ser encarada como algo passageiro: “O corpo ainda está em formação. Ignorar os sinais pode trazer consequências na fase adulta”.

Risco de escoliose

O fisioterapeuta chama atenção para a escoliose, que pode ser controlada com diagnóstico precoce. Ele recomenda que escolas promovam ações educativas simples, como incentivar os alunos a observar a simetria dos ombros e da cintura diante do espelho. Pais também devem realizar essa autoavaliação em casa.

Caso as queixas persistam, a orientação é procurar avaliação profissional para garantir diagnóstico e tratamento adequados, assegurando qualidade de vida desde a infância.

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O início do ano letivo acendeu um alerta entre profissionais de saúde: aumentou o número de crianças e adolescentes que procuram atendimento por dores e lesões na coluna. O fisioterapeuta Dr. Ewerton Caroso, membro da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna e professor de pós-graduação em Osteopatia, relata crescimento expressivo de casos musculoesqueléticos nessa faixa etária.

De acordo com o especialista, mochilas sobrecarregadas, postura inadequada em sala de aula e uso prolongado de dispositivos eletrônicos estão entre os principais fatores que comprometem a coluna dos estudantes. “Esses hábitos, mantidos diariamente, favorecem dores lombares, cervicais, desalinhamentos posturais e até lesões estruturais”, explica.

Dados preocupantes

Um estudo transversal brasileiro publicado em fevereiro de 2024 no Brazilian Journal of Physical Therapy identificou prevalência mensal de 27,1 % de dor musculoesquelética incapacitante em crianças e adolescentes. A coluna foi a região mais citada, correspondendo a 51,8 % dos casos.

Prevenção começa na rotina

Entre as recomendações do fisioterapeuta estão:

  • Escolher mochilas compatíveis com o tamanho e o peso do aluno;
  • Organizar o material escolar para reduzir a carga diária;
  • Ajustar mesas e cadeiras para posição ergonômica adequada;
  • Estimular pausas regulares no uso de telas e a prática de atividades físicas e alongamentos.

Dr. Caroso ressalta que a dor não deve ser encarada como algo passageiro: “O corpo ainda está em formação. Ignorar os sinais pode trazer consequências na fase adulta”.

Risco de escoliose

O fisioterapeuta chama atenção para a escoliose, que pode ser controlada com diagnóstico precoce. Ele recomenda que escolas promovam ações educativas simples, como incentivar os alunos a observar a simetria dos ombros e da cintura diante do espelho. Pais também devem realizar essa autoavaliação em casa.

Caso as queixas persistam, a orientação é procurar avaliação profissional para garantir diagnóstico e tratamento adequados, assegurando qualidade de vida desde a infância.

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