A balança comercial de Sergipe fechou 2025 com saldo positivo de US$ 38,8 milhões, quarto resultado superavitário do estado desde 1997 e o terceiro consecutivo. Os números constam do Radar do Comércio Exterior, publicação do Observatório de Sergipe, ligado à Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan), com dados extraídos do sistema Comex Stat do Ministério da Economia.
No ano, as exportações somaram US$ 421,5 milhões, enquanto as importações totalizaram US$ 382,8 milhões. Óleos brutos de petróleo e suco de laranja responderam por 87,26% do superávit registrado.
Participação no comércio exterior
De acordo com o superintendente de Estudos Socioeconômicos do Observatório de Sergipe, Danilo Macedo, houve leve retração nas vendas externas e queda mais acentuada nas compras internacionais em relação a 2024, sem comprometer o saldo positivo. O estado respondeu por 0,1% das exportações e importações brasileiras. A ativação do Terminal Marítimo Inácio Barbosa, na Barra dos Coqueiros, é apontada como oportunidade para ampliar a presença sergipana no comércio exterior, especialmente na exportação de milho.
Destinos e origens
Estados Unidos foram o principal destino dos produtos sergipanos e também maior fornecedor de bens importados, sobretudo gás natural liquefeito. Entre os municípios, Japaratuba, Estância e Barra dos Coqueiros lideraram as exportações, enquanto Barra dos Coqueiros, Maruim e São Cristóvão concentraram as importações.
Pauta exportadora
Óleos brutos de petróleo encabeçaram a lista de vendas externas, com participação de 60,24% e receita de US$ 253 milhões, tendo os Estados Unidos como principal comprador. Em seguida, o suco de laranja congelado não fermentado gerou US$ 113 milhões, exportado majoritariamente para a Holanda. O terceiro item foram outros sucos de abacaxi, responsáveis por US$ 15,6 milhões, também destinados principalmente ao mercado holandês.
Pauta importadora
Gás natural liquefeito respondeu por 42,1% das compras externas sergipanas em 2025, proveniente dos Estados Unidos e de Camarões. A ureia com teor de nitrogênio superior a 45% representou 6,5% das importações, totalizando US$ 24,9 milhões, adquirida principalmente da Nigéria e da Argélia.
Com esses resultados, Sergipe mantém trajetória de superávits consecutivos e reforça sua participação, ainda modesta, no comércio internacional brasileiro.
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