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Saúde

Índia reforça vigilância após novo surto do vírus Nipah em Bengala Ocidental

Autoridades de saúde da Índia acompanham um surto do vírus Nipah na província de Bengala Ocidental. Cinco profissionais de um hospital local tiveram diagnóstico confirmado nos últimos dias, e cerca de 100 pessoas que estiveram em contato com os infectados foram colocadas em quarentena. O episódio motivou países próximos — Tailândia, Nepal e Taiwan — a reforçarem medidas de precaução em aeroportos, segundo a agência Reuters.

26/01/2026 · 20h50
Índia reforça vigilância após novo surto do vírus Nipah em Bengala Ocidental

Autoridades de saúde da Índia acompanham um surto do vírus Nipah na província de Bengala Ocidental. Cinco profissionais de um hospital local tiveram diagnóstico confirmado nos últimos dias, e cerca de 100 pessoas que estiveram em contato com os infectados foram colocadas em quarentena.

O episódio motivou países próximos — Tailândia, Nepal e Taiwan — a reforçarem medidas de precaução em aeroportos, segundo a agência Reuters.

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Histórico do vírus

Identificado pela primeira vez em 1999 na Malásia, o Nipah vem sendo detectado regularmente em Bangladesh e na Índia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o patógeno como zoonótico, transmitido principalmente de animais para humanos e, em menor escala, entre pessoas.

O reservatório natural do vírus são espécies de morcegos presentes em nações asiáticas — como Camboja, Índia, Indonésia e Tailândia — e também em regiões da África, incluindo Gana e Madagascar.

Formas de transmissão

O contágio ocorre pelo contato direto com morcegos infectados, secreções dos animais ou ingestão de frutas contaminadas. Há relatos de transmissão entre humanos, sobretudo em ambientes hospitalares, por meio de fluidos corporais.

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Consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, Benedicto Fonseca explica que fatores ambientais e culturais contribuem para o reaparecimento do vírus na Índia. Nesta época do ano, tamareiras da região produzem seiva doce, consumida por morcegos e, posteriormente, por moradores sem processo de fervura ou pasteurização, o que facilita a infecção. Frutas contaminadas que caem no solo também podem infectar porcos, criando outra via de transmissão ao ser humano.

Sintomas e letalidade

De acordo com a OMS, o Nipah pode provocar encefalite fatal, com taxa de letalidade superior a 40%. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômito e dor de garganta. Nos casos graves, surgem tontura, sonolência, alterações de consciência, pneumonia e insuficiência respiratória. Não há vacina nem tratamento específico; o cuidado é apenas de suporte.

Potencial de disseminação

Fonseca avalia ser baixo o risco de uma pandemia global, pois o vírus não se espalha pelo ar como a covid-19. Entretanto, o período de incubação — cerca de quatro dias — permite que pessoas infectadas viajem longas distâncias antes do início dos sintomas, justificando a necessidade de vigilância internacional.

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Autoridades de saúde da Índia acompanham um surto do vírus Nipah na província de Bengala Ocidental. Cinco profissionais de um hospital local tiveram diagnóstico confirmado nos últimos dias, e cerca de 100 pessoas que estiveram em contato com os infectados foram colocadas em quarentena.

O episódio motivou países próximos — Tailândia, Nepal e Taiwan — a reforçarem medidas de precaução em aeroportos, segundo a agência Reuters.

Histórico do vírus

Identificado pela primeira vez em 1999 na Malásia, o Nipah vem sendo detectado regularmente em Bangladesh e na Índia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o patógeno como zoonótico, transmitido principalmente de animais para humanos e, em menor escala, entre pessoas.

O reservatório natural do vírus são espécies de morcegos presentes em nações asiáticas — como Camboja, Índia, Indonésia e Tailândia — e também em regiões da África, incluindo Gana e Madagascar.

Formas de transmissão

O contágio ocorre pelo contato direto com morcegos infectados, secreções dos animais ou ingestão de frutas contaminadas. Há relatos de transmissão entre humanos, sobretudo em ambientes hospitalares, por meio de fluidos corporais.

Consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, Benedicto Fonseca explica que fatores ambientais e culturais contribuem para o reaparecimento do vírus na Índia. Nesta época do ano, tamareiras da região produzem seiva doce, consumida por morcegos e, posteriormente, por moradores sem processo de fervura ou pasteurização, o que facilita a infecção. Frutas contaminadas que caem no solo também podem infectar porcos, criando outra via de transmissão ao ser humano.

Sintomas e letalidade

De acordo com a OMS, o Nipah pode provocar encefalite fatal, com taxa de letalidade superior a 40%. Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômito e dor de garganta. Nos casos graves, surgem tontura, sonolência, alterações de consciência, pneumonia e insuficiência respiratória. Não há vacina nem tratamento específico; o cuidado é apenas de suporte.

Potencial de disseminação

Fonseca avalia ser baixo o risco de uma pandemia global, pois o vírus não se espalha pelo ar como a covid-19. Entretanto, o período de incubação — cerca de quatro dias — permite que pessoas infectadas viajem longas distâncias antes do início dos sintomas, justificando a necessidade de vigilância internacional.

 

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