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Economia

Prévia do IPCA de janeiro desacelera para 0,20% e acumula 4,5% em 12 meses

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em 0,20% em janeiro, abaixo da taxa de 0,25% apurada em dezembro. Com o resultado, o indicador acumulou alta de 4,5% nos últimos 12 meses, alcançando o teto da meta oficial do governo para 2026. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) […]

27/01/2026 · 18h05
Prévia do IPCA de janeiro desacelera para 0,20% e acumula 4,5% em 12 meses

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em 0,20% em janeiro, abaixo da taxa de 0,25% apurada em dezembro. Com o resultado, o indicador acumulou alta de 4,5% nos últimos 12 meses, alcançando o teto da meta oficial do governo para 2026.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Queda na conta de luz alivia habitação

Entre os nove grupos pesquisados, habitação (-0,26%) e transportes (-0,13%) registraram deflação. A conta de luz caiu 2,91%, refletindo a mudança da bandeira tarifária definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou de amarela para verde. O item exerceu impacto de ‑1,2 ponto percentual no grupo.

Em dezembro, havia cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos; em janeiro, a bandeira verde não acrescenta custo.

Transportes influenciados por passagens e combustíveis

No grupo transportes, as passagens aéreas recuaram 8,92%. Também contribuíram os ônibus urbanos (-2,79%), impactados por medidas como a tarifa zero aos domingos e feriados em Belo Horizonte, onde o bilhete caiu 18,26%.

Já os combustíveis subiram 1,25%, com altas de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel. A gasolina respondeu pelo maior impacto individual do índice, 0,05 ponto percentual. Para fevereiro, contudo, a tendência é de recuo após a Petrobras anunciar redução de 5,2% no preço às distribuidoras a partir de hoje.

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Alimentação volta a subir

O grupo alimentação e bebidas avançou 0,31%, acelerando ante os 0,13% de dezembro. A alimentação no domicílio subiu 0,21% e interrompeu sequência de sete quedas seguidas. As maiores pressões vieram de tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%). Leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%) amenizaram o movimento.

Demais variações por grupo

Educação registrou alta de 0,05%; vestuário, 0,28%; despesas pessoais, 0,28%; artigos de residência, 0,43%; comunicação, 0,73%; e saúde e cuidados pessoais, 0,81%.

Metodologia

O IPCA-15 utiliza a mesma cesta de bens e serviços do IPCA, índice que orienta a meta de inflação de 3% ao ano (tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos). A diferença está no período de coleta: para a divulgação de hoje, os preços foram apurados entre 13 de dezembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026.

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O indicador cobre famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos (atualmente R$ 1.621) em 11 regiões metropolitanas: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O IPCA completo de janeiro será divulgado em 10 de fevereiro.

Com informações de Agência Brasil

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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) ficou em 0,20% em janeiro, abaixo da taxa de 0,25% apurada em dezembro. Com o resultado, o indicador acumulou alta de 4,5% nos últimos 12 meses, alcançando o teto da meta oficial do governo para 2026.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Queda na conta de luz alivia habitação

Entre os nove grupos pesquisados, habitação (-0,26%) e transportes (-0,13%) registraram deflação. A conta de luz caiu 2,91%, refletindo a mudança da bandeira tarifária definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou de amarela para verde. O item exerceu impacto de ‑1,2 ponto percentual no grupo.

Em dezembro, havia cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos; em janeiro, a bandeira verde não acrescenta custo.

Transportes influenciados por passagens e combustíveis

No grupo transportes, as passagens aéreas recuaram 8,92%. Também contribuíram os ônibus urbanos (-2,79%), impactados por medidas como a tarifa zero aos domingos e feriados em Belo Horizonte, onde o bilhete caiu 18,26%.

Já os combustíveis subiram 1,25%, com altas de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel. A gasolina respondeu pelo maior impacto individual do índice, 0,05 ponto percentual. Para fevereiro, contudo, a tendência é de recuo após a Petrobras anunciar redução de 5,2% no preço às distribuidoras a partir de hoje.

Alimentação volta a subir

O grupo alimentação e bebidas avançou 0,31%, acelerando ante os 0,13% de dezembro. A alimentação no domicílio subiu 0,21% e interrompeu sequência de sete quedas seguidas. As maiores pressões vieram de tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%). Leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%) amenizaram o movimento.

Demais variações por grupo

Educação registrou alta de 0,05%; vestuário, 0,28%; despesas pessoais, 0,28%; artigos de residência, 0,43%; comunicação, 0,73%; e saúde e cuidados pessoais, 0,81%.

Metodologia

O IPCA-15 utiliza a mesma cesta de bens e serviços do IPCA, índice que orienta a meta de inflação de 3% ao ano (tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos). A diferença está no período de coleta: para a divulgação de hoje, os preços foram apurados entre 13 de dezembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026.

O indicador cobre famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos (atualmente R$ 1.621) em 11 regiões metropolitanas: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O IPCA completo de janeiro será divulgado em 10 de fevereiro.

Com informações de Agência Brasil

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